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A orfã "Da mesma Serial de A morte também sorri"

Carolina olhava curiosa as sombras que se espalhavam pela rua a medida que a lua era encoberta pelas nuvens.
Alguns ainda podiam considera-la uma garota muito pequena para se preocupar com coisas assustadoras mas isso a encantava.
Foi então que algo lhe chamou a atenção...Um vulto,talvez apenas mais uma visão da noite...Não,isso não,o que ela via era bem real.
O casaco branco reluzia na escuridão,os cabelos loiros também brilhavam de vez em quando ja que a coisa corria rápido.Não,aquilo não podia ser uma pessoa,não do jeito que corria.Se pelo menos pudesse ver o rosto.
Não,ja era tarde a coisa sumira.Carolina quase chorou ao ver sua diversão desaparecer.
Sua mãe a puxou pela cintura com tanta força que Carolina sentiu o ar lhe faltar.Ela quis perguntar "o que foi?" mas era tarde outra vez,algo explodira sua porta e agora entrava furioso em sua casa.
Em minutos ela viu tudo que amava ser destruido,uma chuva de sangue molhou toda a casa,sangue de seus pais que ela tanto amava.Mas nada disso importava agora,seu olhos se fixaram na assassina,de casaco branco,com cabelos loiros e olhos vermelhos penetrantes.
A assassina se abaixou e com a ponta dos dedos tocou o sangue no chão.Vigiada pela garotinha ela escreveu nas costas Wolf com uma precisão incrivel.
Calmamente ela lambeu as garras,tirou um saco de dentro do casaco e caminhou até a mesa onde tinha deixado as cabeças ds pais de Carolina.
Nesse momento a garotinha falou.
- Por que?Por que tudo isso?
Surpresa pela intervenção da pequena a assassina se voltou dizendo numa voz rouca.
- É o que eu faço...
- E por que eu não fui morta também?
- Você não merece...Eu mato quem merece...Cale-se está me atrapalhando! - Dizendo isso ela mostrou as presas afiadas e a garota se calou,apenas seguiu a assassina em silêncio.
- Droga garota você não vai embora?! - Gritou a assassina nervosa. - Eu posso te matar!
- Eu não tenho medo!Posso te matar também! - As presas da garota reluziram ao luarenquanto ela trançava o cabelo cheio de sangue.
Caladas então as duas sumiram na escuridão.Quando a policia chegou só encontrou sangue e um convite cordial ao detetive Morel.

Caro Morel...
Ja não estou mais só.
Algo em mim despertou e me disse por que não...
Logo não serei mais só eu...
Seu tempo está passando e o meu se multiplica...
Cordialmente Wolf

O bilhete escrito com sangue trazia uma mecha de cabelo pregada.Um cabelo infantil daquela que um dia fora a inocente Carolina e agora não passava de mais uma Assassina.

Hell
Enviado por Hell em 24/04/2006
Código do texto: T144426

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Sobre a autora
Hell
Maringá - Paraná - Brasil, 26 anos
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