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Quando eu acordei

Abro os olhos mesmo sem ter vontade.Quando abri os olhos o mundo ja era assim,as pessoas abriam os olhos mesmo sem ter vontade,ou então se deixavam morrer.
Eu nem posso ver o nascer do sol pois ele torra a pele e queima as pupilas.Quando eu acordei ja era assim.A primeira vez que respirei o ar ja era infectado pelo cheiro de sangue ou de alcool,esse de esterelizar.
Quando eu abri os olhos eles ja eram laranjados pelo nivel de radiação em meu corpo,quando toquei em alguém pela primeira vez a pessoa era fria mas estranhamente era viva.Um dos imortais que se vê por ai,que conseguem controlar sua sede de sangue.
Quando falei minha primeira palavra ela era medo,era o que eu aprendi a sentir como um instinto.Quando abri os olhos os mortos ja andavam e comiam as pessoas que achassem.
As guerras de guanges ja tinham tomado o mundo e o ser humano matava o ser humano por pura vaidade.
Quando abri os olhos,Fontaine ja era minha única familia e o laboratario minha casa.Minha vida ja tinha o brilho frio das laminas e canos de armas.O resto foi só evolução.De criança a predador,de caça a caçador.Eu tomei meu lugar nesse mundo-cão.
Escuto Fontaine dizer que precisamos sair,ele pergunta se estou bem,se ja tomei meu remedio.De vez em quando tenho crises de vômito.Vermelho e com cheiro de leite,meu sangue.
Fontaine diz que uma especie de repulsão.Repulsão a mim mesma?
Fontaine pergunta se estou pronta.Coloco o arco laser no ombro,pego o machado e digo que sim.
Atiro em dois mortos-vivos,corto a cabeça de um terceiro e nós saimos.Correndo para não sermos queimados é claro,só podemos tirar as capas protetoras debaixo dos predios...
Tem dias que prefiro não acordar...
Hell
Enviado por Hell em 06/07/2006
Código do texto: T188513

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Sobre a autora
Hell
Maringá - Paraná - Brasil, 26 anos
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Hell