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O vulto

Ela entrava em sua casa, acabara de chagar, por volta das 4 da manha, sentiu um cheiro estranho, parecia enxofre, foi direto para o quarto.
Deitou-se, cobriu a cabeça, e tentou dormir; após exatos cinco minutos, ela ouve alguém chamar seu nome, logo após um barulho na janela, ela reza, mistura o pai-nosso com a Ave-Maria. Não adianta, o barulho continua, então, tomada por uma coragem corre ate a porta e acende a luz, o barulho para; ela deixa a luz acesa e vai em direção a cozinha, mas algo estranho, barulho na porta dos fundos, de repente um vulto, ela desiste da água e corre para seu quarto novamente.

No dia seguinte, levanta como se nada tivesse acontecido e vai para a escola, com os olhos vermelhos de quem perdera uma noite de sono, senta-se na ultima carteira, tanta disfarçar com os óculos, e dorme, a professora nem percebe, são tantos alunos, apenas números, nem imagina seu nome. A aula termina, no caminho de volta, vê um gato preto, ele para fica encarando, vai embora.

Já são quase seis da tarde, não comentou com ninguém, assustada temendo a noite, convida uma amiga para dormir em sua casa, não dá a amiga tem que olhar o irmão mais novo, os pais dela também sairão à noite, jantar de aniversario do casamento, 25 anos; ela ficara sozinha, com aquilo que a atormentava. Tenta não pensar no assunto, liga o som bem alto, sim sua avó estava certa, talvez devesse parar de ouvir aqueles rock’s pesados.

Vai e desliga o som, liga a tv, instantes após, percebe vozes, que aumentavam aos poucos, corre e ve que o som ligou sozinho, pronto, começara tudo de novo, já tremendo, suando frio, desliga o aparelho na tomada, até mesmo a tv. Pega um rosário no quarto de sua mãe, sim um rosário, nunca imaginou que recorreria a tal coisa.

De repente as luzes se apagam, todas; uma escuridão enorme, em desespero paralisa, imóvel, alguns minutos depois tudo fica claro novamente, e ela no mesmo lugar.

Ela chora; o medo domina sua mente, um simples miado de gato na rua é motivo para temer.

Seus pais chegam, quando ouve o barulho do carro, da um suspiro, aliviada, corre pra guardar o rosário, não quer que percebam, vai para seu quarto, disfarçando com um livro, sorri para os pais, sim esta tudo bem. Aparentemente!

A hora de dormir chega, agoniada deita-se, mas não apaga a luz; alguns minutos depois ouve alguém batendo na sua porta, seu corpo paralisa, perde a voz, chamam seu nome, ela percebe que é a voz de seu irmão, reclamando, pede para apagar a luz, esta incomodando seu sono, aliviada, ela se levanta, vai ate a cozinha, na gaveta do armário, pega uma lanterna, é de seu pai, volta, apaga a luz, deita-se, cobre a cabeça, mas deixa a lanterna acesa.

Depois daquilo, a noite foi tranqüila, nada de anormal, no dia seguinte a mesma coisa, os fenômenos tinham terminado, tudo como antes, voltou a ouvir black sabbath, sua vida voltara ao normal. Mas o que seria aqueles acontecimento?

Em uma reunião familiar, sim, essas de natal, são raras, todos assuntos são abordados, sua tia,  do interior começa a contar uma historia, ou estória, seria verdade? Realmente existe mula-sem-cabeça? Depois do que havia passado, sim era bem possível, o causo da tia termina, ela, decide partilhar sua experiência, não havia feito antes, quando termina de contar um silencio, estranho, todos olhando pra ela, uma situação embaraçosa, quando olha seu irmão, ele não se contem, começa a rir, não para.

Por que esta rindo? Isso não foi engraçado, descobre a verdade, toda. Seu irmão revela, que na noite que tudo começou, ele perdera a chave, chegou atrasado, depois dela, tentou chamá-la em sua janela, mas nada, talvez o efeito do álcool a tivesse feito dormir rápido. Então ele desistiu, foi até a garagem, pegar uma ferramenta para abrir a fechadura dos fundos. O fez, entrou, passou por ela, sentiu seu perfume, nem questionou o por que não abrira a janela, o sono era maior, isso ficava pra amanha. Na noite seguinte, alguns moleques tentando soltar balão na rua de baixo, provocaram um curto-circuito, a rua ficou sem energia por alguns minutos. Mas e o som, ligou sozinho? Como explicaria isso?

Sim, havia programado, mas errou, deveria ser 8:15 am, não 8:15 pm, um engano, tudo bem, perdeu a hora da aula de judô, desistiu do som, comprou um despertador por R$ 1,99.
Chaos Theory
Enviado por Chaos Theory em 29/07/2006
Código do texto: T204858

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Sobre o autor
Chaos Theory
Itajubá - Minas Gerais - Brasil, 30 anos
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