Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

ENTRE MORTAIS

Nova Iorque, ano de 2003 de um dia chuvoso. Em um local aparentemente pacato, em meio a vários prédios, um homem, com sua capa de chuva, esgueira-se e procura algum local para abrigar-se da chuva, que caía impiedosamente durante toda manhã. Caminhou até um prédio de escritório comum, como tantos outros que ali existiam. Chegara no último andar, onde havia uma sala somente. Tocou a campainha e a porta abrira.
Ao abri-la, o homem avistou uma escrivaninha, com alguns livros e um telefone, mais ou menos como em alguns filmes de gângsteres. Sentado numa cadeira atrás da escrivaninha estava um homem alto, de porte atlético, que vestia um sobretudo preto, tinha um longo e majestoso cabelo louro, que cingia até a cintura, olhos de um azul celestial, quase divino. Sua pele era branca, quase pálida. Não parecia ter mais do que vinte e cinco anos. Era homem muito belo, com feições bonitas, como se tivessem sido esculpidas por algum artista renascentista.
O homem que adentrara na sala tirara sua capa de chuva. Ele era atarracado, um pouco obeso, calvo, bigode marrom bem grosso, olhos negros, aparentando ter uns quarenta anos. Tremia como um louco, tentava acender um cigarro, mas não conseguia. Estava inquieto. Ele chega para a escrivaninha e diz, com uma voz rouca:
— Sr. Engels, eu preciso de seus serviços!
Engels, com uma voz despreocupada, responde:
— Um momento. Primeiro apresente-se e diga-me qual serviço gostaria que eu fizesse.
Mais calmo, o homem diz:
— Me chamo Cliff Pole. Vim até você porque minha filha, Cristine Pole, desapareceu. A policia não consegue encontrá-la e um amigo meu me falou que você é capaz de achá-la. Ele me disse que seus serviços, caro senhor John Engels,  são caros, mas o resultado, garantido.
— Certo — responde John.
— Mas quanto você quer — pergunta Cliff ao rapaz, segurando no seu sobretudo — eu te pago agora, se prometer trazer minha filha viva!
— Vamos com calma — responde John, tentando acalmar  Cliff, vamos combinar o seguinte: acertamos o pagamento depois que eu tiver resolvido o caso, tudo bem?Deixe o número de vosso telefone e entrarei em contato assim que encontrá-la. Acredito que eu vá precisar de uns oito dias. Mas podes contar-me como e quando sua filha desapareceu?
Cliff, mais calmo, senta-se numa cadeira e começa a contar:
— Minha filha tinha ido a uma festa, há quatro dias atrás, na casa de uma amiga. Ela não voltou e liguei para a casa de todas as amigas, mas elas disseram que minha filha tinha voltado, que estava acompanhada de um rapaz muito bem-vestido, em estilo gótico, que era muito bonito.
— Me conta mais sobre esse rapaz.
— Segundo o relato dessas amigas, esse rapaz se chamava Alex, era um amigo de uma das pessoas da festa. Era um rapaz que estudava na mesma escola que minha filha. Era um cara tido como estranho, ele vivia andando de preto, ouvia umas músicas estranhas, mas era apenas um rapaz estranho. Minha filha e ele desapareceram. Ninguém conhece os pais desse garoto.
— E suspeitas dele?
— Com certeza!
— Poderias me dar uma descrição de sua filha?
— Tenho uma foto dela. Fique com ela, poderá te ajudar a encontrá-la.
John observou a foto com calma. Ela era uma garota branca, com cabelos castanhos até os ombros, olhos negros. Era bem jovem, bonita. Engels perguntou:
— Quantos anos?
E respondeu com um pouco de tristeza:
— Quinze, senhor Engels.
John Engels se despediu do homem. Pegou sua capa de chuva e um guarda-chuva e saiu nas ruas. Devia ser umas quatro horas da tarde, aproximadamente. Ele se aproximou de uma delegacia. Entrou. Chegou perto de um policial. Perguntou:
— O Sr. Albert está presente?
O policial, um pouco espantado, respondeu:
— Está sim. Quem gostaria de chamá-lo?
— John Engels, cavalheiro.
O guarda foi até o escritório e voltou rapidamente, como se estivesse com pressa.
— Meu chefe mandou você subir. Me perdoe, senhor, não sabia que era tão importante.
John subiu as escadas e chegou no escritório de Albert. Albert era o chefe da policia de Nova Iorque. Ele era baixo, com cabelos grisalhos, barba rala, olhos castanhos, usava o uniforme da policia e fumava um cigarro.
— Sr Engels —diz Albert alegremente — o que te traz até aqui? Algum problema grave?
— Queria mais informações sobre Cristine Pole — pergunta Engels.
O chefe, acendendo outro cigarro, começa a falar:
— Senta que a história é longa. Essa é a sexta garota que desaparece em menos de uma semana. Ao todo já desapareceram quinze garotas. Todas desapareceram da mesma forma, saíram à noite, e não retornaram nunca mais. Elas sempre estavam acompanhadas de alguém, e esse alguém...
—...que estava vestido de preto e parecia gótico − completa John.
— Sim, exato — continua o chefe de policia − e teve dia que mais de uma garota desapareceu.
— Poderia me dar uma cópia dos relatórios e dos depoimentos — pergunta John.
— Não poderia — diz Albert, acendendo mais um cigarro — mas como você normalmente presta serviços a policia, vou te passar um disquete com todos os relatórios e depoimentos, mas pelo amor de Deus, não diga que estou te passando isso ou vou perder meu emprego.
— Claro, afinal de contas, quero apenas encontrar Cristine.
Enquanto ele voltava da delegacia, percebeu que alguém o seguia. Olhou atentamente e viu que estava sendo seguido por um grupo de oito rapazes vestidos de preto. Devia ser umas seis horas da tarde e ainda chovia muito. Um dos homens chegou perto de Engels e disse:
— Não se intrometa, detetive!
— Então — diz Engels, fechando seu guarda-chuva — vocês tentarão me impedir? Venham, podem vir, tem umas coisas que eu gostaria de perguntar para vocês.
Os homens, que trajavam sobretudos, tiram pistolas de dentro deles. Essas armas possuíam silenciadores e eram discretas. Atiraram contra o detetive, mas ele se esquivava. Então um deles chegou perto de Engels e disse:
— Detetive, melhor você parar com isso. Saia fora desse caso e voltará vivo.
O detetive aparece subitamente por trás dele. Desfere um golpe com o guarda-chuva, deixando o homem inconsciente. E ele diz:
— Tolos, se rendam agora, estou lhes dando uma chance de colaborarem comigo sem ninguém sair ferido. Soltem suas armas ou agüentem as conseqüências.
Um deles riu. E logo em seguida, recebeu um soco no rosto, com uma velocidade incrível. Ninguém acreditou na velocidade de Engels. Eles ficaram assustados e tentaram atirar nele, mas suas armas travaram. Uma das armas estourou na mão de um dos bandidos, arrancando-a. Ele gritou de dor, caindo e se recontorcendo. Os outros se juntaram para tentarem acertá-lo. Mas foi em vão. Rapidamente foram golpeados pelo guarda-chuva de Engels, de maneira muito violenta. Eles ficaram inconscientes. O primeiro recuperou a consciência e ficou pasmo ao ver que seus companheiros foram abatidos. Ele tentou fugir, mas Engels o pegou pelo colarinho.
— Você vai me responder umas perguntas, cavalheiro. Primeiro, quem mandou vocês me matarem?
— Nosso chefe, Vladimir. Por favor não me mata, não me mata.
— Covarde! Achas mesmo que vou te matar? Tsc, tsc, tsc. Negativo. Mas quero mais detalhes. Quem ele é?
Quando ele ia tentar explicar, subitamente ele morre. Os outros fogem desesperados.
John resolve voltar para casa. Começa a pensar que esse Vladimir possa ser o responsável pelos desaparecimentos. Mas como ele poderia saber que estava procurando por uma das garotas. Ele começou a pensar e chegou à conclusão que podiam ter seguido Cliff até o prédio. Então provavelmente tentariam atacá-lo. Ele foi até um quarto, onde tinha uma estante. Abrindo essa estante, mostrava uma grande coleção de armas medievais. Espadas, punhais, adagas, correntes... toda a sorte de armas podia ser encontrada aqui. Engels pegou uma espada longa, com uma lamina azulada e umas inscrições na base da lâmina e no cabo.guardou no sobretudo e sentou numa cadeira, perto da porta do escritório. Esperou. Anoiteceu. A chuva começava a parar.
Enquanto isso, começava a analisar o conteúdo do disquete. Lendo os relatórios, percebeu que todas as garotas que desapareceram tinham quinze anos. Todas as garotas que sumiram haviam freqüentado, anteriormente, um clube noturno conhecido como Blood Doll. Ele permitia a permanência de menores de dezoito até às nove da noite.
Resolveu ir até essa casa noturna. Vestiu um sobretudo preto, colocou um crucifixo de prata puríssima e foi até lá investigar. Pagou a entrada e resolveu ir até lá. Sua beleza despertava a atenção de várias garotas. Uma delas até pagou uma bebida para ele, mas Engels recusou prontamente. Ao passar um tempo, ele notou um homem, que devia ter uns trinta anos. Estranhamente, ele não parava de olhar para uma garota, loura, que parecia ser muito jovem. Ele achou isso muito estranho e resolveu esperar. Quando eram nove horas, o homem saiu e seguiu a jovem. Então Engels resolveu seguir o homem. Quando começou a segui-lo, no meio na noite, quatro homens, que vestiam jaquetas de couro, cercaram o investigador. Eles eram muito pálidos. Um deles disse, com voz sussurrada  e rouca, disse:
— Maldito, você não vai passar daqui. Nós vamos matá-lo agora. Não seguirá nosso mestre.
Os homens eram rápidos. Moviam-se velozmente. Eles atacaram impiedosamente o investigador, com socos e golpes de estilete. Ele sangrou um pouco. E deu um sorriso.
— Já acabaram — fala sarcasticamente John — agora vou lhes mostrar algo que nunca mais vão esquecer.
Os homens tentam golpear John. Mas John tira sua espada. Ela começa a brilhar. Num ataque ele parte um dos homens ao meio. Limpa o sangue da arma. Um homem pega o canivete e lhe acerta um corte no pescoço. Recebe um golpe de espada que decepa o braço. Os outros dois tentam agarrá-lo, mas são mortos com um golpe de espada, que decepa a cabeça dos dois. O outro, com o braço decepado, continua a sangrar.
— Deveria ter morrido — diz o investigador — não és humano, presumo. Digas-me, onde vosso mestre está?
Gritando, o homem diz:
— Nunca! Nunca! E vou te matar!!!
Ele se levantou, mas foi atravessado pela espada de John e morreu em seguida. Pegou um dos canivetes e observou-o atentamente. Teve uma breve visão e sabia agora onde se encontrava o mestre deles. Olhou para trás e viu que os corpos viraram pó. Tinha idéia do que lhe aguardava.
Seguiu até uma mansão. Era bela, mas um pouco lúgubre. Não tinha seguranças. Resolveu entrar. Ao passar dos portões, fora surpreendido por quatro cães, muito grandes, que o atacaram impiedosamente. Com graça e maestria ele esquivava dos animais. Começou a gesticular e, tirando um saquinho de seda contendo uma areia fina, espalhou-a sobre os cães, recitando:
— Pelo poder de Morfeu, caiam sob o efeito de seu encanto.
Os animais adormeceram sem pestanejar. Mas eles eram estranhos. Eram maiores, mais monstruosos. Isto começava a preocupar John, pois começava a ter uma idéia do que o aguardava.
Passando pelo jardim, ele avistou a mansão melhor. Estava com as luzes acesas. Chegou aa porta, que era grande e dupla, feita de bronze. Estava trancada. Com um chute violento a pôs abaixo. E viu uma cena de um horror inumano.
Nove homens, trajando mantos negros e segurando adagas, estavam bebendo o sangue de uma jovem, que escorria de um corte no pescoço. Ruiva, não parecia ter mais do que quinze anos. Estava dependurada pelos pés e ainda agonizava, com lágrimas nos seus belos olhos castanhos, um misto de dor e pavor. Este circo insano deveria ter um fim.
Com sua espada em punho, John foi em direção aos homens. Um deles acertou-lhe um golpe de adaga no baço. John sentiu a dor do golpe, contorcendo seu rosto. Devia ter algo naquela adaga. Ao observar os homens, ele decidiu que não deveria matá-los. Então cravou sua espada no chão, desenhou um círculo com seu sangue e falou umas palavras num idioma desconhecido. Um fulgor luminoso saiu da espada, fazendo com que todos desmaiassem.
— Bravo, bravo — falava um homem, que estava parcialmente oculto pelas sombras, descendo as escadarias da mansão, segurando uma taça de ouro e trajando um terno azul — achava que nenhum homem ia saber palavras nessa língua. Babilônico, eu suponho.
Após descer as escadas, ele podia ser visto melhor. Era de estatura mediana, pálido. Tinha cabelos negros curtos, olhos azuis. Trazia acorrentadas duas jovens, seminuas, que pareciam estar drogadas ou algo do tipo. Elas tinham um olhar distante, como se olhassem para o nada, para o vazio.Uma delas era Cristine.
— Mas vejo que morrerás logo — diz o homem, se aproximando de uma parede e abrindo um armário — afinal, não tens idéia do que está enfrentando, mortal!
— Mas antes quero saber, o que viera fazer em minha casa.
Com e espada em mãos, John diz, em tom de ironia:
— Bom, vim até aqui resgatar uma garota. Suponho que tenha sido você, Vladimir, que mandou aqueles homens me matarem e que também estava na boate. Engraçado como lá parecias mais jovem.
— Como sabes meu nome — diz o homem, em tom furioso — como?
— Não sabia, apenas fiz uma suposição. Mas o que fazes com essas garotas, cavalheiro?
— Elas são como brinquedos. Minhas bonecas humanas. Estas ainda são virgens.Eu ia começar minha diversão, cavalheiro, antes de ser interrompido pelo senhor. Mas não vou demorar.
Ele tirou uma espingarda da estante.
— Até mais, cavalheiro — diz Vladimir, atirando com a arma no rosto de John e com um sorriso nos lábios — pena que não poderás mais ver o próximo amanh...
— Como — gritou o homem, perplexo — você devia estar morto!!!
John sangrava um pouco e se levantava, mas o tiro não fez grandes estragos. Seus olhos brilhavam numa cor azul muito forte.
— Primeiro erro, Vladimir — diz John, fitando-o — achas mesmo que poderias me matar com um tiro de uma arma tão vulgar. Segundo, vampiro, não seria isso que ia me matar.
— Como sabes o que sou —grita Vladimir, com um olhar de raiva.
John pega sua espada e diz:
— Na verdade, matei suas crias. Imaginei que podias ser um. Depois, ao te ver melhor, percebi quem eras. Vladimir Kroatof, deves ter uns duzentos anos, eu acho. Mas agora chegou o dia do acerto de contas.
— Como!? Como?!Como?!?!??!!!!!!!!!!
— Digamos que, de certo modo, sei quem és.
John jogou seu sobretudo no chão. Então uma luz arroxeada surgiu de seu corpo. Duas enormes asas de morcego sugiram de suas costas, rasgando sua camiseta.
— Quem é você, afinal — pergunta Vladimir, num misto de espanto e medo.
— Não sou um mortal. Chamo-me Helaziel.
— Você é...é...
— O Anjo Demônio, o anjo caído que voltou do Inferno. Sim , as lendas são verdadeiras, eu existo e voltei de lá! Agora chegou a hora de você morrer, de uma vez por todas.
O anjo flutuava a alguns centímetros do chão. Vladimir foi rapidamente em direção a Helaziel e avançou subitamente, numa velocidade inumana, em direção ao seu pescoço. Agarrou-o e o mordeu, sugando seu sangue.
— Vou sugá-lo até a morte — diz o vampiro, satisfeito — vou te matar, Anjo Demônio.
— Agora chega de brincar, vampiro.
Helaziel atravessou-o com sua espada. Em seguida, recitou algumas palavras e o desintegrou. Não sobrou nada do vampiro. Agora  era a hora de saber como estavam as garotas.
A que estava agonizando, ainda estava viva, mas não lhe restavam muitos minutos. Helaziel beijou-lhe o pescoço e as feridas fecharam. Ela viveria, mas ainda precisaria de cuidados médicos. As outras duas estavam inconscientes, mas sem nenhum sinal de violência. Ele deu uma procurada nos aposentos da mansão e foi até o quarto de Vladimir. Encontrou quatro garotas nuas e desacordadas. Usando um poder mágico, examinou as quatro e reparou que estavam vivas, mas tinham indícios de violência sexual.
— Aquele maldito vampiro era pedófilo!, resmungou o anjo com cara de desgosto,  quanto mais velhos mais inumanos e depravados ficam. Sorte que dei um fim nesses jogos macabros. Escuto algo. Um som vindo do armário.
Chegando lá viu um rapaz que batia com a descrição daquele que acompanhava Cristine. Estava delirando, mas depois caiu inerte ao chão. Desmaiara.
Então Helaziel fez um chamado a policia e tirou Cristine de lá.  Chegando em seu escritório, ele medicou a menina e usou um liquido azul para que ela se curasse de seus danos físicos. Ela dormiu pelo resto da noite.
No dia seguinte, Cliff chegou ao escritório atendendo a um telefonema de John. Chegando lá viu sua filha viva e sem marcas de violência de qualquer tipo.
— Muito obrigado — agradeceu Cliff, abraçado sua filha e com lágrimas nos olhos — Tome, são cinco mil dólares, não é muito, mas são todas as minhas economias, que juntei durante toda a minha vida. Fique, lhe pertencem agora.
— Guarde para si — responde o investigador — digamos que meu preço é muito mais alto do que essa soma. Alem disso, não posso tirar o dinheiro que juntaste para outros fins mais nobres, acredito. Use esse dinheiro com pessoas que sejam importantes a ti. Somente isso.
Depois de um tempo, John liga o rádio e ouve a seguinte notícia:

“Os misteriosos seqüestradores foram capturados. Graças a um telefonema anônimo, a policia encontrou as jovens. Elas foram seqüestradas por um grupo de jovens, adeptos de uma gangue, que acreditavam serem vampiros e servirem a um grande vampiro ancião. Junto aos jovens foram encontradas armas e drogas. Eles dizem que seu líder foi morto por um anjo. A policia suspeita de ser uma alucinação causada pelas drogas que ingeriram”.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 12/09/2006
Código do texto: T238084

Copyright © 2006. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
799 textos (255471 leituras)
6 áudios (1607 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 05:47)
Fabio Melo