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"NecrOfélia"

 Barlock, o vampiro rei, conjurou a densa bruma acima das covas obscuras do cemitério.Além disso o céu cinzento parecia iníquo.Parecia querer passar para um tom vermelho rubro.
 Barlock clama os inferiores seres para ver a tua morbidez que mata e transborda o teu deleite.
 Uma moça havia sido a espreita do vampiro por um longo tempo Barlock a queria de qualquer maneira, mas não em buaca de seu sangue.Porém a garota morreu de peste bubônica.
 Assim foi até mais fácil.
 Ela foi enterrada neste fim de tarde sob o crepúsculo para violar a pouca bondade e moralidade dos humanos.
 Quando o último raio de sol se extinguiu da cidade de Além Barlock saiu de sua cripta à procura do túmulo da cândida moça.
 Achado o túmulo ele pára e contempla a lápide de mármore recém colocada decoradas com rosas brancas e tulipas amarelas, já com os odorores miasmáticos, com os dizeres gravados em baixo-relevo : "Ofélia Lima, Amada filha e irmã, 1832-1849.
 Então o súcubo vampiro exumou o delicado caixão da sepultura e o abriu. A garota estava pálida e esguia em seu vestido branco, mas ainda possuía uma genuína feição angelical da qual Barlock se encantou.
 Queria a virgem.
 Voluptosidade da virgem.
 Lasciva, excitante, delirante virgem.
 E teve a virgem.
 Violou a virgem.
 Estava realmente obsecado por ela.Queria tê-la viba nos braços para amá-la de verdade.
 Não era só um capricho de prazer agora era um sentimento incontrolável.
 Barlock sabia que teria de ir ao necromante abutre Zatorotath que acorda e decifra os mortos.
 Barlock pega o cadáver no colo e segue para a caverna do necromante na Colina Curwen.
 O vampiro marchava lentamente em companhia da mulher que amava.Deu um, vento azíago como se fosse a desaprovação de um deus.
 Quando chegou ao topo da Colina Curwen encontrou Zatorotath ensinando seus dois aprendizes as artes da magia negra.Ao ver Barlock com o corpo perguntou:
 - O que o traz áté mim criatura bestial?
 -O amor- respondeu Barlock- de vida a este corpo celestial que sofreu com a ceifa da morte.
 - Não foi só isso que ela sofreu.Houve uma profanação, os defuntos devem dormir em paz - bradou o feiticeiro da morte.
 - Faça o que eu mando - Barlock conjurou a sua corja de vampiros ameaçadores para matar o mago se ele não fizesse o serviço imposto - e não me diga em profanação de corpos porque esta é a tua arte.Agora faça.
 - Teu desejo será feito, mas esta mulher que tu violaste será tão perversa quanto a tua devassidão para com ela.E esta será a tua ruína - previniu o necromante .
 - Faça logo.
 O ritual foi feito na Pedra do Sacrifício sobre o cume da Colina.De fato as nuvens cinzas agora estavam escarlates quando Zatorotath recitava as palavras mágicas.
 Uma mulher renascia, não era mais aquela moça pura e ingênua. Sua inocência fôra perdida quando Barlock a estuprou, atormentando-a em seu sono eterno.
 Barlock estava encantado com a mulher , estava amando e não deu ouvidos as sábias palavras de Zatorotath , pois o amor o deixou cego.
 A sedutora mulher largou Barlock e o jogou nas cinzas.O fez em cinzas.Pois o vampiro em sua grande decepção amorosa se matou à luz do sol, porque sua amada mulher preferia saborear a carne dos homens.Doce, quente, vigorosa e efêmera.
 Vulgar morta-viva imortal Ofélia.
 
 
 
lord edu
Enviado por lord edu em 09/10/2006
Código do texto: T260438
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Sobre o autor
lord edu
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 28 anos
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lord edu