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Assassino nato

Três tiros e tudo acabado.Três pedaços de metal cravados no corpo dela que caiu no asfalto espalhando sangue,sem gritos ou qualquer demonstração de dor,uma queima de arquivo rapida,tudo simples e Jamille estava no chão,Tiago a tomou nos braços tentando conter as lagrimas.Ele não podia acreditar que em minutos houvessem destruido o que ele demorara anos para construir.Só para que ela o olhasse como mais que amigo foram três anos de arduo trabalho,conversas,sorrisos e fingir que não se importava quando ela lhe confessava feliz que arrumara um novo namorado e que dessa vez daria certo.Então um belo dia aconteceu,ela lhe deu o primeiro beijo.O mais doce e importante de todos,dai pra frente ele parara de contar o tempo,parara de se importar com tudo afinal tudo se tornava suportavel ao lado dela.
Jamille subiu na profissão,se tornou cirurgiã de um grande hospital,salvou a vida de um grande magnata do crime e este agradecido lhe cotou toda sua vida.Mal sabia que a estava condenando.
Desde então Tiago e Jamille vinham fugindo pelo pais,fugindo dos criminosos que queriam saber o grande segredo do magnata,um segredo que Jamille nunca contou a ninguém nem mesmo a Tiago.
Abandonando o corpo dela ali mesmo na rua Tiago rumou para casa.Se sentia destruido então tudo mais deveria ser destruido.Chegou em casa chutando a porta,quebrando os quadros e vasos,virando os moveis.Foi ao banheiro,olhou seu reflexo,seu rosto manchado de lagrimas,foi ao quarto do casal,pegou a maleta de instrumentos cirurgicos que a mulher mantinha em casa,abrindo-a tirou um bisturi.De frente ao espelho ele começou a cortar o proprio rosto,nunca mais queria ver seu maldito rosto.Ele gritou enquanto pele,carne e sangue se juntavam na pia.Só poupou seus olhos,todo o resto virou uma massa vermelha e disforme.Ainda fraco pelo sangue que perdera ele foi a cozinha e marcou a fogo a palavra vingança em seu peito,a dor foi tamanha que com um ultimo grito ele desmaiou sonhando com Jamille.

Ja era noite quando os matadores voltaram ao predio na periferia da cidade.Os três em silencio,sem coragem de dizer o que sua almas gritavam.O trabalho fora muito facil mas ninguém lhes avisa sobre o olhar que aquele rapaz lhes daria.O silencio so piorava o medo de todos,silencio só interrompido pelo toque da campainha.Vendo o rosto do homem que os contratara o matador abriu a porta.Deu um grito de terror ao ver só a cabeça do contratante pregada na porta,gritou ainda mais ao ver o homem sem rosto que o empurrou entrando no apartamento.Os três tentaram domina-lo,tudo em vão,em alguns minutos estavam amarrados vendo o estranho abrir uma maleta cheia de instrumentos diversos.
Pegando o primeiro homem pelo pescoço ele o jogou contra a parede e quando este tentou fugir ele o pregou na parede com uma parafusadeira.O matador gritou,isso pareceu irar o estranho que disse.
- Não grite covarde!Ela não gritou quando morreu,ela não disse nada!
Pegando um alicate o estranho se aproximou do matador que imediatamente fechou a boca.Pegando-o pelo queixo o estranho lhe quebrou o maxilar,então começou a arrancar os dentes.Um por um vendo o sangue escorrer,depois foram as unhas,depois os dedos.Então ele começou a desmembrar fazendo torniquete a cada membro decepado para que o matador não morresse.Pelo menos não tão rapido.Ele nem mesmo os deixava desmaiar,os acordava logo para continuar.


Quando os policiais finalmente abriram a porta o cheiro de podridão lhes invadiu as narinas.
- Meu Deus,o que aconteceu aqui? - Perguntou um policial novato.
- Os vizinhos ouviram gritos,mas ja estavam acostumados as orgias,depois de três dias estranharam o fedor então vieram aqui,encontraram a cabeça pregada na porta e chamaram a policia...Agora estamos aqui. - Respondeu o veterano.
Horas depois o legista examinava os corpos,sua expressão sempre séria agora mostrava profundo nojo.
- Ele os fez comer...Meu deus,ele os fez comer partes dos proprios corpos...
- Um trabalho perfeito não? - Disse uma voz vinda da porta.
Ja era tarde e o legista estava só,pelo menos era no acreditava então ao ouvir a voz ele suou frio.
- Vou lhe mostrar um pouco mais do meu trabalho...
A visão do legista congelou naquele homem sem rosto,seus gritos pararam na garganta enquanto via o hoeme pegar seus intrumentos e se aproximar.
Um novo assassino estava a solta,alguém que não deixava pistas,de quem não se podia fazer um retrato...Um assassino nato...
Hell
Enviado por Hell em 13/10/2006
Código do texto: T263356

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Sobre a autora
Hell
Maringá - Paraná - Brasil, 26 anos
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