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Vozes

Corria. Era de medo. Medo. Era?
Já não contava as horas. Passavam. Velozmente passava. Algo o perseguia. E o que era? Algo? Alguém? Como?
Estranhas vozes ecoavam em sua mente. Desesperadas, cansadas, doentes. Vultos. Corria. E corria mais e mais.
Perto de um beco. Um cigarro. Coração pulsando. Cansado. As vozes. Sempre as mesmas. Eram vozes. Cacofonia...
Uma perseguição no meio de sua paranóia. Estavam seguindo-o . Pensa numa coisa. Desespero. Encontraram-no. Estava sozinho. Decerto estava. E correu, fugiu. Medo...
Esbaforido, acuado, sem saída. Aquilo o perseguiu com suas vozes. Depois corpo. Estava perdido. Muito perdido.
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No dia seguinte encontraram um homem morto, perto de um galpão. Algum animal selvagem havia colocado em sua carne marcas. Os legistas não souberam precisar a causa, apenas parece que houve uma perseguição intensa. Corpo tenso, parecia aflito com alguma coisa. E a criatura certamente sabia o que queria. Afinal, agiu como um perfeito assassino, sem deixar rastros, sem comer os restos mortais e, acima de tudo, sem nunca ter sequer existido para as pessoas comuns...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 28/08/2007
Reeditado em 07/09/2007
Código do texto: T626952

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1651 audições)
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Fabio Melo