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Monstro da Idade Média

Em meados dos séculos passados, onde reis prosperavam em seus castelos imensos e misteriosos, cuja aparência sinistra de rochas, escondiam enigmas desconhecidos, mantinham no calabouço mais profundo e sombrio, um monstro gigante, totalmente acorrentado por argolas de ferro, de somente um olho no centro da testa enrrugada.
A criatura gemia todos os dias, cujo som de sua voz grave, assustava os soldados do reino. O único alimento servido á ele, era carne de carneiro fresca, ao lado de um barril de vinho. Quando estava de mau-humor esmurrava as paredes com as mãos, fazendo todo o castelo estremecer. Somente uma vez, um dos guardas, esqueceu sua espada dentro da prisão, porém ao entrar pela grade, o monstro despertou de seu sono profundo que ao ver o homem na sua frente, esmagou com seus pés na mesma hora. No entanto, o pior dia foi quando o monstro conseguiu arrebentar as correntes e fugiu da cela macabra. Percorria furioso pelos corredores escuros, passando por cima de todos que ficavam á sua frente, lançando as pessoas contra as paredes. A tragédia foi devastadora principalmente quando o ser invadiu a aldeia dos camponeses, destruindo as casas e devorava os pobres cordeiros.
Os soldados do castelo entraram na aldeia e jogaram suas lanças afiadas sobre o monstro, que ao sentir as lâminas encravando nas suas costas largas, gemeu furiosamente, até começar a esmagar as pessoas com as suas mãos. O rei apavorado com aquela tragédia, resolveu libertar o dragão da montanha para lutar contra a criatura abominável. Infelizmente, não saiu conforme o planejado, pois o réptil alado cuspiu fogo nas casas de palha, transformando a aldeia em um incêndio devastador, queimando todos que estavam ao redor. O monstro observou o dragão voando em torno dele, aborrecido, agarrou a cauda do animal e girou velozmente, lançando-o na floresta, onde sinistros canibais pegam o dragão e o devoram vivo na selva maldita.
O misterioso monstro avista a situação e assoprou a fumaça negra, apagando o intenso fogo. Sem precisar que ninguém o ordenasse á voltar, ele retorna ao calabouço sozinho, onde os guardas trancam-no no interior da cela . Anoitece e o bicho estranho observa a lua cheia, fazendo o brilho refletir no seu rosto sereno, deixando uma lágrima escorrer dos seus olhos avermelhados, tudo o que ele queria, era estar longe daquele inferno e voltar para a sua terra ao lado de sua família nas montanhas...
Alexandre Santos Nascimento
Enviado por Alexandre Santos Nascimento em 31/08/2007
Reeditado em 26/09/2016
Código do texto: T632257
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Alexandre Santos Nascimento
Hortolândia - São Paulo - Brasil, 28 anos
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Alexandre Santos Nascimento