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SANGUE EM POMPEIA

                  SANGUE DE POMPEIA

    Brota o sol sorrindo por de traz do monte raivoso
que com os olhos injetados de ira espiona a doce cidade.
    Tudo é silêncio, moços e velhos se deliciam com o sangue
dos gladiadores que regam a areia do estádio em êxtase.
    Nas termas corpos se refrescam nas águas mornas
dos banhos públicos libertino.
   Tudo é silêncio na cidade bela,
sigilo total em suas vielas floridas de pura margaridas.
   Folguem seus sacerdotes em deliciar sacrifícios das ninfas
para júpiter, Vênus e Ozires.
   Folguem seus escravos da rotina de suas fatigáveis labutas.
   Tudo é silêncio na cidade esplendorosa, alegrem seus soldados, meninos e cachorros nos umbrais se seus palácios.
   Á um mistério na tarde quente, e somente o céu é vossa testemunha.
   Abre em urros e riso a cruel garganta expelindo jorros de fomitos ardente monte abaixo.
   É a ira do Vesúvio, dilúvio de morte,gritos e desespero penetra nas escadaria do anfiteatro correm em debandada a burguesia pompeiana,
em meio ao terror gladiadores se abraçam, nos campos cordeiros se enroscam aos lobos.
   Cospe o monte sua saliva fumegante, crianças sorriem para fumaça azul anil; quem linda!
   Plínio perde a inspiração ao ver Alcebíades petrificado estendendo-lhe as mãos.
   Diomedes procura por sua amada, a doce Ansemas mas em vão, seu amor jaz no meio do lago de fogo.
   Chora pompeudes por Sofestes ao  ve-lo amarrado na estaca da praça central.
   O grande monstro de fogo lambe rios e fontes soterrando sonhos,
Pantaleon ainda em guarda jamais fugirá de sua posição de sentinela
na porta da cidade, e assim padecem como homem de guerra que fora.
   Sucumbe Pompéia pelas mãos dos deuses do olimpo ao despertar do sombrio Vesúvio.




Ricardo Portero
Enviado por Ricardo Portero em 15/09/2007
Código do texto: T654024

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Sobre o autor
Ricardo Portero
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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