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Guilhotina Sangrenta

Eu era encarregado de depositar os restos mortais das vítimas da guilhotina nos cestos de palha. No ano de 1742, lembro-me nitidamente, a imagem de um homem magro, cabelos pretos e curtos, mostrando claramente sua indignação naquele julgamento, pois a França jamais foi justa com os prisioneiros, principalmente com aqueles que desafiavam as autoridades francesas, era praticamente um suicídio. O maldito carrasco, cuspiu no seu rosto, antes de matá-lo.
O fim dele foi trágico, porém rápido, não dava para contar o momento que a lâmina afiada cortava o seu pescoço violentamente, fazendo seu crânio rolar no chão e logo em seguida cair dentro do meu cesto.
As senhoras que estavam ao meu lado tricotando, passavam mal diante dos cadáveres, repletos de sangue humano. Infelizmente, algumas pessoas festejavam a morte dos condenados, eu sempre me mantinha calado, com receio de ser morto pelo meu próprio país, mas dentro de mim havia um ódio surpreendente, pois minha vontade era de cortar as cabeças de todos eles, afinal, um daqueles criminosos, poderia ser nossos parentes e eles não tinham misericórdia alguma com as pobres almas. O pior assassinato da história na minha opinião, foi a morte do camponês Henry Bilach, ele estrupou a esposa do imperador. Milhares de pessoas estavam presentes naquele dia, inclusive eu, só não imaginava a tortura que iriam fazer com ele.
Aproximando-se da guilhotina, o carrasco pegou seu braço esquerdo e colocou no buraco da arma. Imediatamente, soltaram a guilhotina, fazendo a lâmina afiada cortar o seu braço, onde o sangue jorrava por todos os lados, soltando um grito de dor e agonia, e as pessoas ficavam rindo daquela tragédia. O povo pareciam demônios vindos das profundezas do inferno para atormentar os mortais da terra. O imperador ordenou aos soldados que cortassem suas pernas e os testículos, antes de decepar a sua cabeça. Conforme o pedido, o homem teve os ossos do corpo quebrados por uma marreta e depois esquartejado brutalmente, onde jogaram seu cadáver as abutres do deserto.
Todos esses anos, presenciando essas atrocidades diabólicas , resolvi deixar esse cargo para sempre e viver humildemente no campo, trabalhando na agricultura rural, e ensinando ás crianças sobre a valorização da vida em ser uma pessoa de caráter, afinal eu não quero que o destino delas seja na guilhotina sangrenta...
Alexandre Santos nascimento
Enviado por Alexandre Santos nascimento em 19/09/2007
Reeditado em 26/09/2016
Código do texto: T659206
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Alexandre Santos nascimento
Hortolândia - São Paulo - Brasil, 28 anos
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