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Assombraçã ou Apariçã?

Indiada Véééia do Recanto das Letra!

Histórias de assombraçã e apariçã sempre deram muito pano prá manga pelos interior do Brasil afora. Pois então vou contá uns causos que por longos anos encafifaram a indiada do Tercero Distrito.
Houve um tempo que uma penca destes fenonemos começaram a acontecer. O povo já tava trocando as oreia e muitos até ameaçando de se mudá do município. Então a Sub-Perfeitura, no intuito de mantê a orde e o contribuinte, formô uma equipe prá estudá os acontecidos e, se possível, enxotá as apariçã prás banda de Dom Pedrito!
Os causos averiguados foram todos reunídos num documento denominado de "Arquivo Chis com CH". (Prá não tê pobrema de direito autoral com aquele seriado da Televisã...)
O premero e um dos mais famoso foi o "Causo da Gemeçã no Cimitério".
Toda noite era a mesma coisa, a partir de uma certa hora se ouvia uns gemido pavorosos vindo ditráis do muro do cimitério. Premero foi o Hortêncio que escuitô quando vinha do bolicho. Expalhada a nutícia, logo toda a populaçã já era tistimunha daquela cosa horríve!
Nossa equipe foi acionada, e com o Kit Apocalipse do Tio Arzírio em punho atendemo a ocorrença.
Aguardãmo a hora inconstado no muro e logo iniciô-se a sessã dos gemido. Cruzes! A cosa era muito apavorante! Quanto sofrimento!
- Âããããhhhhhhhhh !!!!!!!
Aqueles grito era de fazê qualquer índio macho se borrar todo!
Tocando castanhola com os joeio e com os cabelo da nuca virando franja efetuei a premera manobra de esconjuro tentando um diálogo com a alma do otro mundo:
"Iscuta aqui oh criatura! Tu tá querendo qui nóis acenda uma vela prá alumiá o teu caminho?"
- Nããããoooo!!!!  Âããããããhhhhhhhhhhhhhhhhhhh !!!!!!!
"Quem sabe tu tá querendo qui nóis manda rezá uma missa prá salvá tua alma?"
- Nããããoooo!!!!  Âããããããhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh !!!!!!!
Então, afinal de conta, te resolve! O que tu tá querendo, ó criatura sofredora!
- "UM ROLO DE PAPEL HINGÊNICO !!!"
Bueno. Causo encerrado! Clemente, o covero, era a alma BEM deste mundo que liberava um orgânico todo santo dia do lado de drentro do muro do cimitério.

Otro causo assombroso e horripilante assucedido no Tercero Distrito e que ainda é assunto nas roda de charla é o do avistamento da "Lavareda Caminhante".
Na Picada dos Calipe, que atalha da Lomba Grande prás Olaria. Um reta cumprida alumiada só pela meia dúzia dos vagalume mais macho! (aqueles de bola roxa!) Toda noite, menas as de chuva, o povo que ia ou vinha do bolicho, avistava uma luz vermeia e flamejante que avuava soltando faísca,  zigue-zagueando e tremeluzindo a meia altura pela picada afora...
Nunca ninguém ousara haver chegado muito perto prá ver do que se tratava. Antes da aproximaçã necessária pro reconhecimento da entidade, as perna dos vevente desvendavam novos rumos abrindo novos atalhos, e ansim, por anos o mistério da "Lavareda Caminhante" ficou sem soluçã...E ansim foi até que a nossa equipe foi acionada!
Montãmo o nosso acampamento no mato ao lado da picada, bem no meio prá não tê escapatória prá ninguém! Estávamos preparados prá tudo! Todo mundo devidamente confessado e sabedor que da contenda com o inconcebíve todo resultado seria possíve!
A meia noite em ponto (grande parte das assombraçã devem de ser suiças! Eita pontualidade!) surgiu um pequeno ponto vremeio ao longe, que foi se achegando, zigue-zagueante e tremeluzente veio vindo e crescendo a soltaçã de faísca a medida que se aproximava...Quando a lavareda tava a uns 10 metro foi 1, 2 e 3 e a bagualada caiu em riba do elemental!
A estaca de carvalho, a boleadera de alho porró e o instintor de boi tatá foram de poca serventia! O que deu o ponto final na carrera da medonha Lavareda Caminhante foi o balde de água benta que eu joguei por riba...
Bueno. Este causo também foi devidamente arquivado. E para que o fenonemo não voltasse a acontecer, o Seu Firmino foi aconseiado a não mais transitá na noite do Tercero Distrito fumando aquele baita Paierão...

É...como dizia o véio meu pai: "Prá quê levá medo dos mortos se têmo os vivo prá nos apavorá!"







Steve Johnson de Almeida
Enviado por Steve Johnson de Almeida em 29/09/2007
Reeditado em 29/09/2007
Código do texto: T673025
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Sobre o autor
Steve Johnson de Almeida
Taquaruçu do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 59 anos
50 textos (3899 leituras)
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Steve Johnson de Almeida