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O preço

Existem coisas piores que a morte...

Ele a abraçava naquela noite chuvosa.Os cabelos ruivos se confundiam com o sangue que saia de sua cabeça.Ele tinha medo,não podia deixá-la partir.
Em voz baixa ergueu uma suplica a quem quer que fosse.Que se alguém no universo lhe tinha o minimo de consideração que a deixasse viver.
Ela abriu os olhso verdes e por minutos ele achou que suas suplicas estivessem sendo atendidas mas logo depois aquela boca tão bela  e que ele beijara tanto começara a sangrar.
Não era só ela,ele também sentia os ferimentos em seu corpo,sentia o sangue que saia dele cada vez em maior quantidade.
Em desespero ele suplicou aos infernos que não a deixassem morrer.Prometeu sua alma em troca da dela.Fechou os olhos e se abraçou a ela.
Nesse minuto ele sentiu seus braços aquecerem,sentiu o corpo dela aquecer,uma dor de cabeça muito forte e desmaiou.
Ele então viu tudo acontecer de novo.Ele viu quando entrou no carro,viu quando ela ligou o som,ouviu suas reclamações sobre a chuva e finalmente viu o caminhão que os jogara para fora da estrada.
Ele se viu tirando o corpo dela do carro,se viu rezando aos infernos.Então viu que pequenas criaturas sairam da mata,criaturas demoniacas que os levaram a cidade mais proxima.Sua cabeça doeu de novo e ele não viu mais nada.
Acordou com o amanhecer,viu que ela,sua musa estava bem.Mas algo estava errado ela chorava num canto abraçada a alguma coisa.
Ele levantou deu dois passos até ela dizendo.
Teresa...Teresa minha bela,por que está chorando?Onde estamos?
Não se aproxime,nem me olhe!Eu sou um monstro! - Gritou ela.
Do que está falando Teresa?
Foi então que uma onda de sol caiu sobre Teresa,revelando que o que ela tinha nos braços era uma criança com o pescoço dilacerado.Ele se assustou mas no fundo compreendeu.
Eles estavam na cidadezinha que o demônios os haviam deixado.A cidade estava cheia de mortos e sangue.Ele olhou para as próprias mãos e viu que tanto elas quanto os braços estavam manchados de sangue.
Ele sabia que agora as almas dos dois estavam perdidas,mas ela ainda estava ali.Seu pedido fora atendido.
Ele foi até ela,lhe tirou a criança dos braços e aabraçou dizendo.
Minha bela não chore,não existem motivos para chorar agora...
Então consolando-a ele esperou a tarde os alcançar,no pôr do sol sentiu seu corpo queimar,sentiu as garras sairem de suas mãos e as asas de suas costas.
A dor de cabeça o dominou e ainda abraçado a ela,ele se entregou a sua sina.Afinal tudo tem seu preço...
Hell
Enviado por Hell em 21/12/2005
Código do texto: T89099

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Sobre a autora
Hell
Maringá - Paraná - Brasil, 26 anos
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