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Ave Maria!...

«Só tu, para me dizeres que o mundo é pequeno e eu acreditar, explorando a geografia do meu corpo a pensar em ti», digam-me se isto é coisa que se escreva a um preso?
Pois é, abro a carcela e vai de dar liberdade à imaginação e escrever com tudo... Contudo? A imaginação não é tudo, mas não tenho mais nada à mão a não ser escrever.
Lita, herdou o nome de linda e bonita, o pequeno-nome que lhe ficou de criança e lhe continua a ficar tão bem. É como se fosse nome próprio, ao qual as pessoas juntam o título académico, ela continua a sentir-se jovem e amada.
Acredito que se tenha apaixonado por mim por eu também ser as coisas que lhe escrevo. Bom, este conto vai ser breve, serve para contar qual o último poema que a fez suspirar. Depois disto, o dia acabou, só tenho a luz do écran iluminado e um guarda... Já me disse que posso andar de olheiras até aos pés e a tropeçar com as pernas neles: não me manda para a Enfermaria, diz. Como se eu estivesse interessado!?
Poema para a Drª Lita:

Ave Maria!...

a mulher que não se rende
não sabe o que é bom
entregar-se ao homem
quando a domina e faz
dela o seu domínio dele

porque ele só a satisfaz
quando se lhe entrega
e ele é dela quando
ela lhe pertence

sucedendo assim o poema
corpo dum desejo onda
onde deixamos tudo

lendo-lhe a curva do seio
ou su_a_ve mergulho

nu interior no corpo aberto!...
R

{No último texto assinado pelo R, acabei agora de deixar comentário-resposta, antes dele assinar novo texto. Com vontade de fazer crónica sobre o ocorrido, quem quiser vá ler ou reler "Quem faz nus".
Claro que sempre hei-de continuar a aceitar comentários e a agradecer emails, com quem quiser cor_responder aos meus texto. Não há-de ser uma anónimo "ancião" a alterar esta disposição, pelo menos...
+
Depois de ontem ter escrito sobre as certezas sem certeza alguma que não seja a certeza de estar vivo e acreditar no que me completa…, cá vim dar a(s) palavra(s) ao Raul. Personagem a contas com a Justiça, por motivos que ele explica em "O P(R)ESO". Sim, R é um personagem. Cuja história irei descobrindo, consoante a for construindo, vogal duma ficção a ficcionar com tempo e Pan-ciência. Panteísta por vocação, de em tudo ver alma e verdade, desde que natureza… na real/idade.
+
Todo o comentário, a qualquer texto, é uma agradável visita que tento agradecer com idêntica visita a texto ou textos que tento comentar a partir desse pretexto: retribuir e agradecer. Agora, um texto como o de ontem, é uma experiência vi_o_lenta, intensa! A quem me visitou e deixou comentário, faço questão de publicamente agradecer. Isto não evita ou desculpa a pessoal, intima?..., visita. Aqui e agora, no meu Diário…, não quero deixar de registar este comentário, a esses comentários que muito me sensibilizaram! O meu Obrigado!!}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 02/05/2006
Reeditado em 02/05/2006
Código do texto: T149229
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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