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O IMPÉRIO DOS PESADELOS (Segunda parte e conclusão)

                   O IMPÉRIO DOS PESADELOS
                 (Segunda parte e conclusão)

Ele sempre soubera e quando lhe deram a oportunidade decidiu orientar a sua vida nesse sentido.
Hans Riedel era um tipo estranho, aliás sempre o fora, não era de agora, quando muito a guerra poderia ter agravado a questão.
Invulgarmente alto, de constituição atlética exemplar e com um par de olhos azuis de irresistível azul metálico, todos lhe auguravam promissor futuro, dificilmente concretizável no interior de um tanque. Mas queria-o honrar e por isso nem sequer hesitou.
A sua pose, a maneira de estar, a inteligência fria, mais depressa o levariam a oficial de corredores, cerebral e suficientemente teórico para  ajudar a delinear as linhas mestras do estado nazi, do que a estar fechado num potencial túmulo de metal.
Mas o que é que se havia de fazer? Teimoso que nem uma mula, alistou-se ao dezoito  anos nas SS.
Em pouco tempo o fanatismo e invulgar dedicação foram os companheiros ideais para, com o seu aspecto de ídolo chamarem as atenções sobre ele.
Líder natural, com qualidades de comando natas, constituía uma das chefias de carros de reconhecimento mais novas da nascente Werhmacht. Demasiado valioso para se desperdiçar em exercícios militares, rumou até Espanha, onde os exércitos do futuro decidiram lá constituir a antecâmara da grande guerra que se avizinhava e, em simultâneo, ensaiaram as soluções politicas e militares a usar mais tarde, na próxima e decisiva remodelação do mundo dos próximos mil anos.
Foi nas planícies espanholas que Hans Riedel aprendeu e desenvolveu o gosto de matar muito para além do plano militar. Aí o génio andou aliado a uma frieza e sadismos absolutos, a impressionar os seus camaradas espanhóis e italianos (e motivando algumas queixas prontamente arquivadas pelos seus superiores...). Renegou então todos os princípios restantes, sacralizando a causa e elevando o partido à razão absoluta por Ele, pelo qual tudo deveria ser sacrificado. Na comunhão entre o Nacional-Socialismo e a sua alma negra descobriu novos prazeres, ora no carro de combate, ora de arma na mão, executando os voluntários americanos, ingleses e até russos, isto fora os republicanos puros, os espanhóis, os quais constituíam fantasma perante a sua impiedade. Aos outros ainda se dava o luxo de os contar, à populaça, jamais.
E chegou então ao ponto de se auto-admirar, considerando-se o anjo negro providencial e julgando-se invulnerável, o paladino da ordem fascista, a pedir cada vez mais países para si, para além da Alemanha, Itália, Portugal e agora Espanha, na luta sem quartel contra as democracias do mundo, abjectas formas de organização política que permitiam entre si a existência e até a reprodução dos sub-homens!
Por isso, quando acabou a sua breve comissão e foi nomeado instrutor de carros de combate numa das escolas que preparavam rapidamente o Outono de 39, Riedel ficou exasperado. Tentou livar-se da incumbência, pedindo transferência para qualquer outro local que não aquela terrível pasmaceira. Em vão, era demasiado talentoso para se perder num qualquer disparate. Enraivecido, acatou por fim as ordens mas tornou-se ainda mais brutal. Como instrutor passou a ser temido, e a violência do treino era de tal forma que não raras vezes morriam recrutas nos exercícios. Do alto de si mesmo, enfiado no uniforme negro dos homens dos carros, pernas abertas, sorriso sem alegria, berrava incansavelmente e disparava rajadas de metralha sob a cabeça dos jovens militares. Quando estes entravam em pânico, os seus punhos faziam o resto e se tal não bastasse não tinha o mínimo pejo em levar um ou outro a espantados tribunais militares por cobardia em combate...durante o treino.
E a par com esse treino berrava-lhes toda a propaganda devorada e empolada, ensinava-lhes que a maior honra era caírem pela pátria, era sentirem os seus limites físicos ultrapassados por ela, esquecerem-se de tudo, de todas as fraquezas na honra de a servir, era segui-la para onde a providência divina os mandasse, guiados por ele, pelo antigo cabo austríaco, instrumento providencial desse destino que Hans sabia guiá-lo. Dizia-lhes que o pior destino do homem era a paz por o deixar desmoralizado, inactivo, servindo os intervalos apenas para retemperar forças ou a deixar às novas gerações o espaço para crescerem para de seguida continuarem a luta. Guerra era progresso, evolução, e isso eles deveriam interiorizar até às suas entranhas.
Para os comandantes nazis de Riedel, o discurso era agradável, os métodos aceitáveis e como  os homens que acabavam o curso e se formavam revelavam-se de tal forma  fanaticamente destemidos que esse treino inumano começou a ser apontado como exemplo. Quanto aos velhos oficiais prussianos que se enojavam com os métodos, eram olhados como peças antigas, cujos dotes na batalha lhes salvavam o pescoço e a carreira, permitindo-lhes a sobrevivência entre os novos militares políticos de que Hans era um dos expoentes máximos.
Finalmente, nos dias quentes de Setembro de 1939 a lógica de Riedel provou toda a sua louca razão. Chefe de um grupo de carros, e sabendo de antemão estar a guiar a nata da nata, precipitava-se sobre as ténues bolsas de resistência polaca, sempre em primeiro, sabendo-se acompanhado de perto. Após vários actos de bravura, recebeu por fim a cruz de ferro de 2ªClasse e entretanto a campanha acabara.
  Mal teve tempo de maldizer a temida paz.
  O turbilhão da guerra relâmpago em breve o levou em visita muito pouco turística através do resto da Europa. A intensidade da batalha não o deixava de espantar e a eficácia dos meios e da estratégia nazi levaram-no mais do que nunca a acreditar serem eles os primeiros homens predestinados a conquistar o planeta.
Quando finalmente o último e mais duro dos adversários da nova ordem caiu e ele se deparou com uma Paris rendida, mal quis acreditar. O momento de desfile por debaixo do Arco do Triunfo foi o auge da carreira deste capitão. Tinham humilhado o mais detestável dos adversários d’ele e ocupado essa terra maldita. Agora havia que gozar essa glória ténue dos homens de armas.
Lamentavelmente descobriu odiar muito mais do que pensava a calmaria que se seguiu. De cabaré em cabaré ia dando consigo em doido.
Descobriu então o prazer de perseguir marginais e espancar prostitutas, “os males necessários”. a caça tinha sempre lugar depois das duas e tentando iludir a vigilância da polícia militar. Por várias vezes descarregara o carregador da Luger nos infelizes desgraçados que se cruzaram com ele, por várias vezes fora chamado ao comando para negar ofendido o testemunho dos civis que o tinham visto nos locais dos crimes.
O que é que havia de se fazer? O jovem tinha o diabo da inquietação no corpo e uma sorte sem igual. Todas as queixas foram arquivadas e as surtidas continuaram.
Um dia contaram-lhe que andavam a perseguir e a expulsar judeus. Não precisou de ouvir mais e apresentou-se de imediato como voluntário para essas brigadas. Era pouco usual um herói de guerra e ainda por cima chefe de panzers SS, mas o entusiasmo era demasiado e a determinação sedutora dos apóstolos da solução final. Só uma condição, não envergaria o seu uniforme, substituindo-o por outro, mais discreto.
Estava finalmente no seu elemento, o construir prático do novo mundo pensado por ele. Na vertigem das perseguições, mal se importou com o primeiro revês de guerra imposto pela Força Aérea britânica aos falcões de Goering. Havia tempo para tudo, mais tarde, pensou.
Quando o enviaram sem demais explicações para norte conjuntamente com os eus camaradas, teve um pressentimento mas não o revelou a ninguém. Lembrou-se da União Soviética e alimentou a esperança de ver cair o monstro. Sussurros indicavam estar a preparar-se qualquer coisa, apesar das relações entre os dois potentados serem as melhores. Na altura que julgava ter chegado o momento, deu consigo a combater na Jugoslávia. Começou a sentir-se inquieto. Mas após mais um mês de vitórias e ao ser recambiado para leste, finalmente soube chegada a hora.
Hora confirmada naquele inesquecível domingo 22 de Junho de 1941, o dia que ficou como o do inicio da maior carnificina militar de todos os tempos, o dia em que a Alemanha nazi cometeu a tremenda idiotice de atacar a União Soviética.
Nos primeiros tempos o passeio foi tal que todos se convenceram da impossibilidade da derrota, e entre eles estava, claro, Riedel. Afinal tudo parecia um sonho : terra sem fim de fácil conquista, um adversário relativamente débil que só tinha o inconveniente de ser numeroso e resistente, a não compensar de forma alguma a inépcia estratégica da máquina vermelha. Sonho onde lhe fora permitido dizimar sem grandes preocupações os sub-homens russos. Perdeu a conta às aldeias destruídas, às execuções, às atrocidades porque para si não eram crimes, sendo simplesmente uma limpeza. Para efeitos estatísticos conservava apenas uma lista dos comissários políticos abatidos.
Estava quase, mais do que nunca acreditava e orgulhava-se de estar ligado a ele. Pouco antes de começar o Inverno trocou de carro, passando a comandar o mais avançado das forças nazis, um Panzer IV que se revelara entretanto inferior a uma coisa que não era suposto o inimigo ter, material melhor. De pouco importava, estavam a ganhar a guerra e era esse o objectivo.
Por alturas Dezembro ao deparar com uma bolsa invulgarmente resistente nas imediações de Moscovo duvidou pela primeira vez. Qual a razão a levar estes semi-selvagens a não se renderem, sabendo-se perdidos? Aonde iam eles buscar forças para enfrentar as SS? Quando o carro foi inutilizado por um soldado baixo, onde Hans até jurou vir uma corcunda, com uma simples garrafa cheia de liquido e a arder, as coisas complicaram-se. Furioso saiu da viatura em chamas perseguindo e espancando até à morte o homenzinho. Sim, tinha uma corcunda...constatou espantado. Estranhando a ausência dos camaradas voltou-se para trás e constatou chocado que estes tinham ficado dentro do carro, berrando como desgraçados, na impossibilidade de saírem a tempo. A explosão que se seguiu enviou Hans para o hospital durante quatro meses. Lá recebeu a cruz de ferro de primeira classe e a promoção a major. Tinha apenas vinte e quatro anos.
Durante o tempo de inactividade pensara muito, demasiado, mas reformulara finalmente as suas dúvidas. A vitória estava apenas adiada, pequenos revezes nunca iriam impedir que Ele os levasse à glória. Acreditava agora mais do que nunca e nem sequer hesitou em abater uma camarada quando, em Agosto de 42 na frente de Leninegrado este se mostrou descrente da vitória.
Combatia sem fim, sem parar, agora já sem perceber pois interessava apenas honrá-lo. Ainda por cima tinham recebido noticias animadoras de que os primeiros super-carros, anunciados desde há algum tempo e tidos como os melhores do mundo, os melhores tanques do mundo...(!) estavam prestes a chegar! O instrumento final da vitória.
Na segunda quinzena de Setembro os seus olhos recusaram  a acreditar na  visão : era de tal forma grande e maciço que lhe parecia impossível que tal coisa andasse. Mas andava e o canhão de 88 mm fazia uma autêntica razia entre os adversários. Só no primeiro recontro furou quatro e resistiu ao impacto de oito tiros na couraça do seu Tigre!
Iam ganhar a guerra, estava definido!
Mas em Outubro, enviaram-no para a batalha com outro Tigre, uma batalha onde os inimigos eram tantos que nem sequer os conseguiu contar. Gastou toda a sua munição, quer de canhão quer de metralha e foi então que se viu cercado por forças muitíssimos superiores. Eram SS, se fossem capturados vivos estava-lhes reservado o mesmo inferno que eles dedicavam aos adversários. Na impossibilidade de fuga tentaram sabotar o tanque, afinal era material demasiado novo para cair nas mãos dos comunistas. Lembra-se de estar a preparar os explosivos e de mais nada, apenas que acordou num hospital de pois de lhe algo que lhe pareceu um voo.
Tentou mexer-se mas estava amarrado à cama. Insultou os enfermeiros com o calão russo aprendido num ano de combates, ninguém lhe ligou.
Dois dias depois de ter acordado dois oficiais do NQVD, o equivalente soviético às SS, vieram ter com ele. Perguntaram-lhe uma imensidão de coisas, ás quais respondeu com palavrões. Os oficiais retiraram-se com uma expressão taciturna.
Até recuperar as forças nunca mais foi incomodado. Depois, foi levado para uma prisão onde aprendeu que a dor é algo a não ter fim quando os técnicos são bons.
Na vertigem do sofrimento, entremeado por sessões de propaganda e mentalização vermelha reaprendeu tudo. Vociferou-lhes, no limite do desespero para o matarem, mas os captores tinham percebido bem demais a pérola que lhes caíra entre mãos.  Meses sem fim da mesma rotina sádica quebrou e disse-lhes tudo, e lhes revelou o seu terrível segredo. No auge da aprendizagem amaldiçoo o pai, entidade ausente na sua vida, mas omnipresente no espírito. Não o amava, detestava-o pela ausência! Esse pai que engravidara a jovem BertaRiedel de dezasseis anos no intervalo de mais um combate no morticínio de 14-18. Apaixonada e desonrada jamais esqueceu o homem da sua vida coleccionando fotografias desse austríaco de má sorte e pior feitio. Depois de Hans nascer e desesperada pela falta de meios tornou-se numa prostituta, mas tentando sempre proteger da melhor das maneiras a criança. Revelou-se então uma hábil gestora da sua profissão e a meio da década de vinte abrira já uma casa de passe. Em simultâneo começara a coleccionar artigos de jornal onde Ele aparecia cada vez mais. Apesar de ter sido ele o responsável pela sua vida destruída, ela admirava-o doentiamente. Mal as juventudes Hitlerianas foram criadas, o pequeno Hans Riedel constituiu uma das primeiras adesões. Sabendo que ela era a pessoa que ele mais amava e respeitava, contou-lhe a verdade, mas fê-lo prometer segredo. O pai, se não o via, se não estava com ele era porque tinha coisas mais importantes para fazer, não lhe revelando todavia que tinha entrado em contacto com Herr Hitler e lhe ter pedido para o apadrinhar. Em vão, devia então fazer com que o filho o prestigiasse. A par do doutrinamento nazi da escola ela fez o resto, moldando-o ao novo espírito.
E a culpa também era dela! Ela obrigara-o a ama-lo a devotar a Ele a vida, a ensinar aos outros quão bom era Ele! Mentiras! Chorrilho absurdo de mentiras! Durante anos honrara – O, procurando não O desonrar quando afinal toda aquela inquietação não passava de ódio por Ele! Quando matava por Ele estava apenas a negar que o odiava que o queria matar a Ele e não aos outros!
Depois aprendeu a viver em paz. A polícia secreta deixara-o em paz e até o tinham convencido a aderir ao partido comunista. Não! Não o tinham convencido, tinham-lhe aberto o espírito e aberto o caminho para a sua felicidade! Amava-os loucamente por causa disso, amava o camarada Estaline e odiava o nazismo.
Em breve pediu para aderir ao exército vermelho. Pretensão negada, mas atenuada pela permissão de trabalhar num departamento de propaganda vermelha em Moscovo. Sem o saber, Ans Riedel estava a ser constantemente avaliado e a passar todos os testes.
Finalmente, no Inverno de 44-45, foi autorizado a integrar uma unidade de reserva da cavalaria comunista. Os dons que anteriormente dera mostras vieram ao de cima, tanto que em fevereiro de 45 estava já a combater.
O seu sonho era agora outro : chegar a Berlim e encontrá-LO, para depois O matar. E de tal forma mostrou qualidades que foi inserido num dos grupos destinados a entrar na capital nazi. Nesse espaço de tempo coleccionara louvores. A fúria com que se batia e com que abatia os soldados alemães prisioneiros e não prisioneiros era espantosa e reveladora da prodigiosa mudança ocorrida. Estava inclusive entre os oficiais que melhor transmitiam o espírito da nova ordem comunista aos seus camaradas.
O momento em que se viu a combater em Berlim foi o melhor da sua vida de vinte e seis anos, a altura em que entrou na chancelaria, nos subterrâneos da qual se julgava estar Hitler, o sublimar da causa da sua existência. Não dormia há uma semana, não comia há mais de dois, mas a sua força e ânimos não pareciam ter fim. Foi o primeiro a entrar no subterrâneo e o primeiro a saber a verdade do suicídio do pai. Sem acreditar, ou acreditando bem demais procurou a morte nos últimos dias de guerra. Perdera o sentido a orientá-lo e por isso já nada lhe restava.
Morreu no derradeiro dia de combates, poucas horas antes de ser assinada a paz. O seu exemplo ficou assinalado pelo título exclusivíssimo de herói da União Soviética e enterrado com raras honras militares.
Nos anos seguintes foi usado como o paradigma do homem reconvertido e, em muitas escolas os jovens aprenderam a amá-lo e a respeitá-lo.
O seu nome foi dado a uma das novas ruas da emergente Berlim do pós-guerra sob domínio comunista.



-Estou farto, farto, farto!!! Acabem com eles, raios, acabem com eles!

Ouvindo os berros vindos do quarto, dois homens apressaram-se a acudir ao seu chefe.

-Mein Fuhrer o que se passa?
-São os pesadelos, outra vez os pesadelos! Já não consigo dormir e as malditas pilulas do Doutor Morell não fazem efeito nenhum.

Ajudado pelos servos, o homem na casa dos cinquenta com ar desolado encostou-se à cabeceira da cama.

-Mein Fuhrer, há um assunto que convém esclarecer de imediato.
-Sim ...pronunciou com voz débil.
-A partida está pronta e os empregados já seguiram para Berchtesgaden, dentro em breve será impossível, os russos estão quase a fechar o cerco...convinha uma decisão...
-Não sei, estes sonhos, estes pesadelos, tanta coisa, eles são prenúncios de qualquer coisa!
-Mas Mein Fuhrer, convém partir o mais depressa possível!
-Não me chatei, já disse que estes pesadelos...




Adolfo Hitler nunca chegou a partir. A fuga esteve de facto prevista para o seu refúgio nas montanhas, mas por qualquer razão nunca explicada ele foi protelando a partida até que decidiu ficar na capital do império que criara onde veio a morrer no dia 30 de Abril de 1945.

                              FIM

                     Novembro-Dezembro 97
               Corrigido em Janeiro de 2000

Conto protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 23/05/2006
Reeditado em 24/05/2006
Código do texto: T161203
Classificação de conteúdo: seguro

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Miguel Patrício Gomes
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