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Apócrifo

Inventou-se: super-isso, super-aquilo. Acabou surpreendendo-se. As invenções caducaram.
Entre fórmulas mágicas e poções de bom senso (que não possuia), restou a frivolidade.
Outono bateu em cheio em sua vidraça. Disso gargalhou! Não sabia ao certo se de susto ou de surto. Saiu à procura.
Encontrou cacos, resto de choros nas frinchas, entremeados de heras nas redes do tempo, samambais pálidas e begônias desfalecidas. Todas tinham sede!
Dos açoites dos ventos noturnos restaram apenas sulcos nas paredes frias e a casa vazia.
De tanto querer ser, hoje, é espectro de si.
À procura da luz do mundo, não acendeu a dela.
Deus iria enxergar o quê?
Os homens então...
Sarah Embaixadora Nena Sarti
Enviado por Sarah Embaixadora Nena Sarti em 14/08/2006
Código do texto: T216469
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Sobre a autora
Sarah Embaixadora Nena Sarti
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 65 anos
67 textos (2490 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 04:21)
Sarah Embaixadora Nena Sarti