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O ANGU DO GOMES

                     
      A Praça XV, no Rio de Janeiro, já foi palco da elite carioca  em tempos passados, local em que está localizado o Paço Imperial e a Antiga Catedral, onde se realizavam os principais eventos religiosos com a participação da Corte
 
Na década de 60, tornou-se ponto de encontro da malandragem  e das pessoas que cruzavam a Baia de Guanabara, via barcas, único caminho para se chegar a Niterói.

      Era ali, próximo às Barcas  que ficava o Gomes com seu panelaço de angu, mata-fome dos trabalhadores e malandros das noites cariocas.  Era angu mesmo; não era tutu. Era fubá com miúdos, carne ou lingüiça, tempero saboroso e uma pimentinha para quem gostasse.  As centenas de pessoas que passavam por lá, alimentavam-se do Angu do Gomes, cuja fama se espalhou atraindo todos os tipos de pessoas, até mesmo, os de bom poder aquisitivo.

      Havia outros lugares, como: A leiteria da Lapa, o restaurante giratório da Praça Tiradentes, a Taberna da Glória, o Bar Luiz, o Bar Brasil, o Amarelinho, O Beco das Garrafas -  ponto dos freqüentadores de boates em Copacabana, “La Fiorentina” - no Leme, ponto de artistas de TV, estúdios de gravações e ainda  o  mercadinho azul , mercadinho amarelo dos apreciadores de cafezinho ou charuto, O Bola Preta, a Espaguetelândia e vários outros, mas, nenhum foi tão famoso quanto o Angu do Gomes, que alimentava noite a dentro e por onde passou toda a pobreza das noites cariocas.  Até os mendigos comiam lá.  Há quem diga que ainda existe o angu do Gomes, herdado por uma neta, Dona Ana,  servido ás quartas -feiras na rua de Santana, 183 – Praça XI.
Zecar
Enviado por Zecar em 20/07/2005
Reeditado em 17/10/2007
Código do texto: T36178
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Sobre o autor
Zecar
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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