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É melhor ler isso em casa do que escrever no trabalho

   A noite caiu, e com ela um certo...mau humor. Uma coisa azeda que vai corroendo,, envenenando e que a qualquer momento se transforma num rompante ignorante. Nunca se sabe ao certo como aparece, mas é forte e difícil de ser combatido. Começou com o fato de ser o sétimo dia consecutivo trabalhado na madruga. O feriado, não só o feriado, mas a sexta-feira, estariam perdidos. Não haviam programas, nem previsão de nenhuma saida, mas sexta na madruga é horrível trabalhar.
  Deu-se continuidade a " fermentação" do azedume com uma senhora a qual sentou do lado. A velha de tempos e tempos fingia que ia se levantar, só pra que ele se mexesse e perdesse a rara posição confortável no ônibus. Somente próximo ao ponto final é que a coroa desceu.
  Depois ele se lembrou de como e nojenta a sua escala e como é massante seu trabalho. Percebe a escala do mes seguinte e ve que tá lascado, está tão ruim quanto a desse mês. Tirado o confronto moral sofrido na noite, se senta. Ocupa a mesma posição na bancada nos últimos meses, no mesmo PC , abre o mesmo sistema, as mesmas telas, enfim, faz o mesmo rito de sempre.
  Perante a plena falta do que fazer, a monotonia e a vontade de não conversar, abre o youtube. O tempo náo passa e ele vai ver os clipes do Lô Borges, depois Elis, e depois algumas coisas sem sentido, o tempo não passa. Pensa em comer empada, mas a colega que as faz e traz nao fez e nem trouxe. O azedume aumenta.
  Enjoado do youtube, vai tomar cafée pensa em ir na rua, mas se for, vai com alguém, alguém vai conversar, mas ele não quer falar e muda de idéia. Espera que outro vá  a rua para que ele peça algo. Em sua distração, um colega lhe pergunta se vai querer algo do mercado, a resposta é sim, mas como não o ve saindo perde a chance de comer. Ele continua com fome e irritado.
   Como se já não bastasse, um amigo liga e diz que está num pagode, ele não gosta, mas adimite que qualquer coisa e melhor que trabalhar na sexta. Diante do comentario do amigio, que disse estar com sede, ele se segura para mandá-lo beber mijo. Ainda tenta a qualquer custo controlar sua irritação,a  fome apertou.
   Pediu comida pelo telefone, o que ja estava demorando quando o ramal tocou. Era um cara dando trabalho, ele o transferiu ao ramal ao lado, e novamente, tocou o telefone informado a lanchonete. Pra vsua surpresa não era o cara da lanchonete, mas mais um mala dando trabalho, nessa hora xingou os caras, a lanchonete e a mãe de todos eles.Por último tocou o telefone e finalmente conseguiu seu lanche, comeu avidamente. Estava mais feliz, mas ainda estava no trabalho, perdendo a sexta. Começa  a cogitar a possibilidade de prestar um concurso publico...
   
Símio
Enviado por Símio em 13/10/2007
Reeditado em 15/10/2007
Código do texto: T692219
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Sobre o autor
Símio
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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