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O biquini da nifeta

O biquíni da ninfeta


Priscila estava entrando na casa dos seus 15 anos, e havia se tornado uma jovem bonita, tímida e para sua mãe e amigas, demonstrava ser ingênua, mas a bem da verdade ela gostava de ser discreta. Em se tratando de beleza física, Priscila tinha um corpo que já fazia inveja as suas colegas de classe e principalmente para algumas mulheres da rua aonde ela morava.
Ela tinha algumas amigas de fé e entre elas a mais chegada, com certeza, respondia com o nome de Roberta.
A nossa jovem era por demais temente ao nosso Deus altíssimo e costumava comparecer aos domingos para estar em paz com sua consciência na igreja, todavia, Priscila, como toda adolescente de sua época tinha seus sonhos, os quais não se encontravam nas quatros paredes da igreja, até porque ela vivenciava o nosso mundo terrenal.
Sua amiga de infância, Roberta tinha um primo que morava em Minas Gerais e de vez em quando gostava de dar uma escapulida ao Rio de Janeiro, principalmente em algum feriado prolongado e quando o fazia ele ficava na casa de Roberta.
Em um determinado sábado de muito calor Roberta convidou Priscila para ir com ela a piscina do clube que os pais eram sócios e quando lá chegaram, nossa heroína, foi logo direto para água porque a menina se transformava em um verdadeiro peixe, a bem da verdade em uma verdadeira sereia, porque Priscila adorava a água.
Priscila sentia-se como se fosse uma criança quando se encontrava na água.
Após se esbaldar e se cansar Priscila foi deitar-se em uma espreguiçadeira bem próxima à piscina. Lá pela 13h Luiz resolveu ir também ao clube porque estava se sentindo sozinho em casa, não havia ninguém de sua idade para dialogar e ele desejava trocar idéias, então resolveu procurar sua prima no clube e talvez ela colocasse alguma de suas colegas em sua fita e ai estava tudo arrumado para noite de sábado ou possivelmente para o domingo após a ida a igreja.
Quando ele lá chegou e viu sua prima nas imediações onde se localizava a piscina, a primeira pessoa que ele deu de cara foi com Priscila, a qual se encontrava deitada à vontade usando o seu pequenino biquíni verde, bem justo sobre seu corpo e um sutien servia perfeitamente de alojamento para um par de belos seios quase em término de formação.
E Priscila por já estar bem próxima a seus dias de incômodo encontrava-se com eles bem rígidos o que proporcionava uma visão mais bela de seus seios.
Luiz, quando viu aquela linda menina deitada naquela posição que proporcionava uma bela visão do seu “Triangulo das Bermudas”, o qual estava sendo coberto apenas por um minúsculo tecido ficou de imediato completamente apaixonado, não pela Priscila em si, porém pela aquela “ pós – nifeta “ e principalmente pela visão que ela lhe proporcionava de seu lindo corpo! “Principalmente do Triangulo das Bermudas que o deixara delirante de prazer.”
No entanto ao serem feitas as apresentações, Luiz tratou logo de conquistar Priscila e tal iniciativa o distanciou da sua possível conquista, porque ela sentiu-se amedrontada com a investida de Luiz, o qual só lhe falava de culinária, do modo que gostaria como fosse feito o seu arroz à grega, seu bife à cebolado, seu frango à passarinho seu estrogonofe, sua panqueca e muitos outros pratos especiais que ele gostaria que sua eleita soubesse fazer para servi-lo.
Priscila era uma adolescente de família pobre, de pais separados, mas era uma pessoa maravilhosa que de imediato as pessoas gostavam dela porque, ela era uma pessoa muito sincera e fazia amigos com facilidade e tinha muitos outros predicados, contudo a sua maior não virtude era exatamente não saber nada de culinária, a qual sua mãe não havia lhe ensinado porque desejava e fazia de tudo para que sua filha fosse alguém na vida e nunca fosse necessário precisar pilotar um fogão como opção de vida.
Mas, Luiz, quando estava com Priscila fazia ver que a mulher que se casasse com ele teria que entender muito de culinária e deu a entender para Priscila que ela faria parte de sua vida em um futuro próximo, já que ele tinha emprego fixo e almejava casar-se cedo.
Tal investida assustou a jovem que ainda era uma linda adolescente e estava pensando somente em terminar o seu ensino fundamental e fazer um ótimo ensino médio em um bom colégio. Casar-se bem jovem não estava fazendo parte de seus planos, até porque ela intuitivamente sabia que aquele tipo de pessoa não fazia o seu coração balançar e almejava encontrar um homem que a fizesse feliz, mas naquele exato momento, namorado não estava em seus planos, principalmente falando justo de seu pior defeito, a culinária.
Priscila, até então não havia tido namorado e não estava com a mínima intenção de arranjá-lo e com certeza, Luiz estava fora dos seus planos em relação a ser dono de seu coração.
E se aparecesse alguém naquele momento para conquistá-la teria que ter um diálogo completamente diferente de Luiz.
Priscila passou então evitar as investida de Luiz que a cercava e a assediava quase todos os fins de semana.
No entanto, Ele desde que a vira naquele biquíni não conseguira esquecer aquela visão e conseqüentemente por não ter conseguido conquistá-la ficou com seu orgulho masculino ferido, porque não conseguira realizar seu intuito de conquistar Priscila e ainda não havia beijado aquela menina maravilhosa, uma verdadeira princesa. Isso era demais para ele.
Um dia surgiu a tão esperada oportunidade porque estava passando um filme que Priscila estava a fim de assisti-lo e como estava sem dinheiro, resolveu aceitar a corte de Luiz naquela tarde. Foram ao cinema, depois ao Mac Donald, porém Luiz não conseguiu levar o assunto para o seu campo de interesse porque Priscila sempre que ele estava preste a iniciar o assunto de namoro, ela conseguia habilmente levar o assunto para outro campo de ação, ele ficava sem jeito de porque não queria contrariá-la e assim passaram-se às horas e ele não conseguiu o seu intuito namorá-la e beijá-la.
O tempo foi passando e Luiz sempre com aquela imagem do biquíni, isso o deixava excitado e certa vez quando a irmã e prima dele foram à praia com Priscila, ele solicitou que elas tirassem algumas fotos de Priscila de biquíni a fim de que ele colocasse nas paredes do seu quarto, coisa de maluco.
Priscila não gostou e conseqüentemente não se deixou ser fotografada.
O tempo foi passando e o Luiz sempre fazendo suas investidas sobre Priscila que já fazia questão diretamente de evitá-lo porque não havia a mínima disposição da parte dela para namorá-lo e também porque já se sentia atraída por uma pessoa que ela estava gostando.
Entretanto, ele quando está na casa de Roberta, eles fazem de tudo para que Priscila vá até a casa dela a fim de que pudesse haver uma oportunidade de eles se encontrarem, mas eles ficam sós na vontade porque agora Priscila já havia conhecido o amor e está amando por demais e Luiz orgulhosamente por não saber perder, sempre que o nome de Priscila vem à baila ele diz: o coração dela me pertence, no tempo certo ela se entregará de corpo e alma para mim, por isso eu não me preocupo porque a terei em meus braços e na cama na hora que eu desejar.
Segundo Priscila, tal fato só existe na imaginação de Luiz, porque o coração dela está realmente a quilômetros de distancia do dele e atende com outro nome bem diferente e que só em pronunciar já a deixa feliz e com saudades de estar ao lado de seu amor.

                                                     












Farick
Enviado por Farick em 04/11/2007
Código do texto: T722949

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Sobre o autor
Farick
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 70 anos
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