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Uma charada para Port

Prólogo

        Desmond se movia lentamente em direção à lareira evitando fazer muito barulho e acordar seu patrão, apenas o estardalhar dos relâmpagos e a força do vento trazendo a tempestade mais forte dos últimos tempos em Winscoin faziam com que a noite perdesse o seu agradável silêncio.
Em seu quarto dormiam Sr. Gerald Peacock e Sra. Emily Peacock enquanto uma gélida e cortante brisa atravessa por entre as frestas da janela semi-fechada.
Com um leve arrepio no dorso de sua espinha, Gerald levanta-se quase que quebrando seus dentes de tanto rangerem contra si, calça suas pantufas e se dirige à janela com seus braços cruzados apoiados contra o peito tentando evitar a força com que o ar frio dominava seu quarto. Emily assustada com o barulho, porém com os olhos quase fechados e ainda adormecida vira-se para o lado: - Gerald, o que está fazendo?
- Deite-se minha querida, estou apenas fechando essa droga de janela falou enquanto fazia força para descê-la ao que parecia estar bastante emperrada.
-Está muito frio aqui, preciso tomar algo quente disse Emily já se levantando aos poucos de sua reconfortante cama.
-Blahhh! Depois de muita força Gerald finalmente fecha sua janela e dirigi-se a Emily com expressão de vitória em seu olhar: - Pronto querida consegui fechar essa maldita janela. Vamos até a cozinha e pedir a Desmond que nos prepare um Mercy (bebida quente típica dos habitantes de Wiscoin).



Capítulo 1

       No outro lado da região em Wake Street, Port tentava desesperadamente reconfortar-se em sua nova poltrona, havia comprado-a no dia anterior e desde então não encontrara uma posição adequada para fazer suas reflexões. Já bastante irritado levantou-se e extravasou: - Mas que porcaria eu fui comprar, esse All World Market deve vender de tudo, mas em condições de uso de Little World, não é possível estarmos no coração da Inglaterra e tendo que nos adaptar a assentos caustrofóbicos. Já raiava o sol e com a tempestade sumindo, seu relógio disparando anunciando as 6:00 da manhã quando Harold pegou o seu sobretudo, vestiu seu chapéu ajeitando-o perfeitamente em sua cabeça, foi até seu cofre digitou-lhe a sequência de 6 dígitos pegou sua valise e saiu. Ao chegar na rua quase que deserta a não ser pelos padeiros e jornaleiros que começam sua árdua jornada a Wake street evitava seu silêncio fúnebre de todas as noites por ser considerada a rua dos estupradores. Port que acabara de se mudar para lá não se intimidava com essa fama da rua e ainda achava que isso lhe daria mais umas horas de prazer por estar investigando esses marginais e protegendo pessoas vulneráveis a esses terríveis ataques.
Ao primeiro táxi que cruzou a esquina Port entrou e pediu ao motorista que seguisse para a Delta One (maior esquadrão policial de Winscoin onde seu grande amigo Investigador Jared Greene trabalha).
Ao chegar na porta da Delta Port saltou do táxi, e se deparou com várias viaturas se preparando para sair e muita confusão no local parecendo que o Winscoin Times estava todinho lá querendo informações, atordoado ao meio de toda aquela multidão Port passou pelo lado direito dos portões principais e foi detidos por 2 seguranças de colete e bem armados que indagaram-o:-Sua identificação Senhor?
-Deve estar havendo alguma confusão, eu sou Harold Port detetive, amigo do Greene, quem são vocês para me barrarem assim?
-Senhor, sua credencial, por favor?
-Port soltando fumaça de tanta raiva enfiou a mão dentro do sobretudo e apresentou a credencial aos 2 guardas;
-Satisfeitos?
-Podem abir os portões gritou o homem da direita.




Capítulo 2

        Port andou depressa e logo avistou seu companheiro de longas datas: Greene se dirigia para a entrada principal do prédio da Delta quando parou e foi ao encontro de Port.
- Ora, Ora se não é o famoso Harold disse abraçando seu velho conhecido.
-Caro Greene como tem passado?
-Com muita energia, os crimes de sempre, as mesmas críticas da imprensa, a mesma correria. Mas e você Port, desde o caso dos Rimbauer não tenho ouvido falar de você, andou tirando umas férias?
-Não é hora para isso meu amigo. O trabalho me guia, me fortalece e vivo para ele. Apenas fiquei fazendo minhas reflexões, pensando nos crimes mais perversos de Wiscoin, por isso vim para cá, quero voltar a ativa, estar sempre na cola de um criminoso, fazer meus neurônios funcionarem a todo vapor.
- Esse é o bom e velho Harold! Tenho algo para lhe mostrar, ia ligar agora mesmo para seu escritório mas como veio até mim vamos logo ao ponto, mas antes diga-me o que o trouxe até meu "doce lar"?
-Vim aqui para lhe fazer um convite Greene, sei que a Senhora Greene está viajando a serviço e que seu natal será bem solitário, gostaria de saber se poderei contar com sua presença em minha ceia?
-Mas é claro que sim, sinto-me muito honrado Port, fiquei muito feliz com seu convite.
-Então estamos combinados. Agora diga-me o que quer me mostrar?
Os altos sons das sirenes parecem ir se distanciando cada vez mais a medida que os carros de patrulha da Delta vão se afastando com enorme velocidade da sede policial.
Enquanto vão chegando a sala de Jared, Port puxa-o apontando para janela:
- Greene, porque tantos carros estão saindo e o pessoal do jornal está todo aqui, aconteceu alguma coisa?
-Sim Harold, e é exatamente sobre isso que quero lhe falar.
-Sente-se por favor.
-Port observando a pilha de papéis na mesa
fitou com muita precisão um papel que estava logo a frente com algumas frases.
-Port, a alguns quilômetros daqui no centro de Wiscoin uma pessoa acaba de ser brutalmente assassinada, o nome dele é Gerald Peacock famoso milionário, dono da Derby Design empresa de construção e arquitetura próxima ao All World Market, você conhece?
-Nem me fale dessa droga de mercado retrucou Port, comprei uma poltrona lá que nem me ajeitar nela consigo. Mas voltando ao assunto, já me deparei com essa empresa sim, nunca estive lá porém já li sobre o Sr. Gerald nos jornais locais, é uma pessoa de muito bom coração sempre ajudando os orfanatos locais. Como aconteceu sua morte?
- Hoje quase ao amanhecer sua esposa Emily e o mordomo Desmond ouviram gritos desesperadores e foram correndo vê-lo, ele estava caído no gramado com o rosto deformado e o corpo totalmente cortado, foram mais de 20 facadas. Sua esposa só reconheceu o corpo do marido porque ele estava com eles a pouco tempo.
Os legistas já se encontram no local e meus homens já foram até lá para apurar o ocorrido, parece que a morte ocorreu exatamente as 5:35 da madrugada. Pelo que constataram no local os legistas garantem que Gerald foi bastante torturado antes de morrer, foram 6 facadas no rosto, 5 facadas nas costas, 8 facadas no região do abdômen e finalmente um corte na garganta.
-E o que é esse papel Greene?
- Um de meus agentes me ligou, parece que o mordomo quando chegou perto do corpo encontrou um papel bem ao lado em um pequeno vidro que Desmond segurava que continha essas frases as quais não entendi nada.
-Port com um ar preocupado pegou o papel e leu:
“Jaz o corpo do traidor
Do outro lado já fez sentir a dor
Quanto mais religioso for
Um pequeno vidro verá
Poderá perder a cor e no chão logo estará.”
- Meu Deus! Port exclamou quase caindo para trás em seu assento, temos que ir ao local do crime imediatamente, isso parece uma charada, e o resto dela deve se encontrar lá em algum local.
O telefone do gabinete toca, Greene atende:
- Mas o quê???Como????
-  O que houve meu caro, pergunta Port.
- Pegando sua capa da Delta One e as chaves do carro, Greene se levanta rapidamente e pede que Port o acompanhe. Harold levanta-se e segue o investigador.
-Você não vai acreditar, recebi uma ligação dos meus homens e tivemos mais um assassinato, e dessa vez a vítima foi um padre da Catedral Lutz, o mesmo desfecho do caso anterior foram 20 facadas e parece que nosso maníaco está se divertindo às suas custas meu amigo, dessa vez a mensagem foi deixado especialmente para você.
-Mas que droga, eu devia ter corrido para lá eu imaginava que isso iria acontecer dizia Port enquanto entravam no carro e Greene pisava no acelerador rumando a toda velocidade para a Catedral Lutz.
-Greene, você reparou bem nos primeiros versos?
Ele se referia apenas ao primeiro crime do Sr. Peacock, já os seguintes ele nos deu a pista totalmente da continuação de sua loucura, quanto mais religioso for?
Ele planejava matar um padre com algum tipo de veneno pois ele usa como metáfora um vidro e a perda da coloração, mas provavelmente ele quis nos induzir ao erro pensando que pudéssemos encontrá-lo na farmácia enquanto ele atacaria o padre com facadas na própria igreja.
-Port, devo admitir que alguns de meus homens se encaminharam para fazer guarda na Farmácia Shultz bem próxima ao quarteirão da Catedral pois o frasco obviamente seria trocado no momento que o Padre Amyas Perrant fosse buscar sua medicação, foram as informações obtidas pelos meus homens na própria Catedral, Amyas tomava pílulas para o coração e parece que ele haveria de buscar essa manhã o remédio mas não foi o que aconteceu.
-Meu caro Greene, o pequeno vidro a que ele se referia era mais simples do que nós poderíamos imaginar, seria o vitral da capela onde o padre fazia suas confissões apenas o local onde seus olhos podiam ver seus fiéis mas estes não os viam e a sua cor mudando seria a natureza padrão do ser humano ao se assustar demais com alguma coisa, e de alguma forma ele ficou branco de medo e quando seu coração começou a sofrer o ataque ele lembrou-se do remédio e tentou naturalmente correr até a farmácia para salvar sua vida mas sua sentença já estaria tramada ele foi  alcançado pelo nosso assassino que deve ter golpeado ele diversas vezes para ter a certeza de que havia morrido mesmo.
-Harold, incrível, como consegue imaginar toda uma cena de crime em apenas alguns minutos?
O carro estaciona próximo a entrada principal da Catedral juntamente com várias viaturas da polícia Delta e curiosos amontoados para descobrirem o que estaria acontecendo em plena tarde na mais famosa Catedral de Wiscoin.
Port e Greene descem do carro e se dirigem rapidamente até as escadarias principais da Catedral.
- Mark , Philip quero que chequem todas as informações das duas vítimas: Sr Peacock e Padre Amyas e me tragam tudo o mais rápido possível em meu gabinete e faça um cordão de isolamento inclusive para nosso homens da cena do crime pois quero que o Detetive Harold Port meu amigo investigue o local.
-Pois não Sr, responde Philip Black. Sr. Port siga-me levarei-o até o local.
Enquanto os três se dirigiam até o local do crime, Mark consegue afastar ainda mais os curiosos e retirou todos os policiais que faziam as investigações na Catedral para que Port e Greene pudessem trabalhar melhor com o local vazio.
Chegaram próximo a capela, uma beleza de ornamento a ouro revestia suas paredes, o teto parecia nos fazer viajar na imensidão azul do céu estrelado e as imagens angelicais figuravam as laterais da capela dando todo um aspecto de paz e tranquilidade para que os fies pudessem se confessar do fundo de suas almas. Bem no fim da capela um confessionário com apenas uma abertura minúscula um vitral de onde o padre podia ver as pessoas do lado interior estava localizado e com a porta totalmente escancarada, e alguns metros dali jazia o corpo ensanguentado do padre próximo a saída lateral da capela.
Boquiabertos, Greene e Port se aproximaram do corpo e encontraram uma bíblia que o padre estava lendo no momento da invasão do assassino à sua capela e um pequeno vidro vazio com um pedaço de papel dentro na mão esquerda do padre.
-Greene, se me permite disse Port retirando o papel do vidro.
“Muito se pensou, muito calculou
E na farmácia o exército plantou
Um lar arruinou
Assim o ódio plantou
Quem diria Sr Port
Se acostumando a conviver com a morte
O frio está me consumindo
Parece que a maré está subindo
O trecho é curto
Mas a caminhada é longa.”






Capítulo 3


         Uma noite fria e sombria escurecia o céu de Wiscoin, nem mesmo a lua aparecia para iluminar a movimentada cidade britânica. Paul Neman responsável pela segurança das Docas passeava de um lado para o outro a noite toda vigiando a entrada segurando uma pesada lanterna e com uma arma presa a cintura a mostra estufando o peito e demonstrando a cada cidadão de Winscoin que a segurança das docas era indiscutível sob seu comando. Um barulho ensurdecedor chamou-lhe a atenção fazendo com que se deslocasse rapidamente até o veículo parado quase em frente a entrada das Docas. Paul aproxima-se do carro e depara-se com um motorista furioso com a cabeça para fora da janela gritando com ele:
- Quer fazer o favor de levantar essa droga de portão pois eu quero passar? Preciso pegar um barco daqui a 10 minutos e você está me atrapalhando!
- Senhor, primeiro acalme-se! Fale mais baixo e mostre-me sua identificação. Não posso deixá-lo entrar antes de ver sua autorização.
-Meu nome é Brian Gheler preciso encontrar um amigo que estará me esperando no barco para partirmos.
-Senhor Gheler, assim que me mostrar sua identificação eu levanto o portão e poderá encontrar seu amigo.
-Brian completamente descontrolado e suando frio procurava seu crachá de identificação que seu amigo havia lhe dado para possibilitar sua entrada nas Docas. Um semblante preocupado e bastante assustado estava nítido em seu rosto, enquanto fuçava todas suas bolsas o vigia olhava-o atentamente e ficou com uma das mãos segurando sua arma para qualquer desvio errôneo de seu visitante inesperado.
         Enquanto isso um homem corpulento e encapuzado vinha andando pelo campo até chegar na entrada lateral das Docas, e aproveitando a distração do segurança com o visitante do carro, abriu a pequena porta lateral por onde só as pessoas a pé podiam passar, Paul ao sair desesperado para ver o veículo esqueceu a porta entreaberta possibilitando a entrada do sujeito encapuzado.
Passando por duas enormes garagens, uma para veículos como motos e carros para passageiros que deixavam ali seus transportes terrestres guardados enquanto utilizam o transporte marítimo e uma garagem maior para barcos, lanchas e um pouco mais a frente um enorme porto com as salas administrativas, a sala de manutenção, e um local, uma espécie de depósito onde ficavam armazenadas as cargas trazidas e levadas pelos navios e barcos.
O movimento estava bem devagar, apenas homens trabalhando no setor administrativo e um sujeito alto e magro ancorava seu barco HangarII no porto.


Capítulo 4


           Os agentes especiais de Jared Greene e os legistas terminavam de fazer seu trabalho no centro de Wiscoin na mansão Kebrian local do assassinato de Gerald Peacock.
Um dos legistas, Carter Jonhson pergunta ao comandante:
- Comandante, já fizemos uma análise do corpo e parece que o que ocasionou a morte do Sr. Peacock foi um corte na garganta,
profundo que o matou na hora, mas antes ele foi bastante torturado com 19 facadas.Podemos levar o corpo?
- O comandante Taylor ainda atônito com toda a situação, vira-se para Carter e pergunta:
-Não acharam nada mais além disso, nada diferente, algo que possa servir de pista para o detetive que está investigando o caso com o chefe Greene?
-Olha ao que parece, não..
-Espere Carter, achei algo aqui interessante exclama o outro legista.
-Carter e Taylor entusiasmados chegam próximo ao corpo e ajoelham a pedido do médico.
-Vejam, após analisar bem a costela dele que recebeu 5 facadas e o abdômen notei algo diferente no rosto dele, como tinha muito sangue na hora que começamos a investigar não pude perceber mas agora está nítido, esse maníaco assassino escreveu 2 letras no rosto da vítima.
- Taylor observando bem de perto viu seus olhos brilharem ao ver as letras SJ cicatrizadas no rosto de Gerald.
- O que será isso comandante?
-Não sei Carter! Mas isso vai interessar muito ao meu chefe. Vou ligar imediatamente para ele. Levem o corpo para a ala médica da Delta e aguarde minha ligação.
-Como quiser senhor.
A ambulância parte para a Delta One enquanto Taylor disca seguidamente para o celular de Greene.



Capítulo 5


      Enquanto Port juntava as peças do quebra-cabeça que tinha pela frente naquele papel encontrado com o Padre Amyas, Green sai da Catedral para conseguir atender o seu celular mas não consegue sinal de jeito nenhum. Port olha bem os versos lê novamente com calma reorganizando suas idéias e de repente como em um estalo grita:
-Greene, já sei onde esse maníaco vai atacar agora. Temos que ir o mais rápido possível, já correndo em direção a saída da Catedral.
Greene guarda o celular, pega as chaves do carro e corre em direção a ele seguindo os passos apressados de Port.
- Port, o que você descobriu?Para onde vamos?
-Pisa fundo para as docas meu amigo. Não pegue a via principal vamos pelo campo.
Greene obedecendo as ordens pisa fundo no acelerador mas ainda chocado pergunta:
- O que significa isso Port?
- Veja só: O frio está me consumindo, a maré está subindo eu só conseguia me concentrar no mar mas não entendia o sentido disso pois se ele atacaria um barco como iríamos descobrir qual dentre milhões? Mas o trecho seguinte foi revelador: Uma caminhada longa e o trecho é curto, ele está se referindo as Docas, o caminho mais curto para se chegar lá é o campo porém só pode entrar a pé por isso uma caminhada longa, mas como ele conseguirá passar pela segurança? O vigia planta guarda 24 horas, essa é nossa chance de pegá-lo ele não conseguirá entrar.
-Port, você é brilhante, ter uma mente como a sua trabalhando ao meu favor é simplesmente indescritível.
-Meu amigo, são apenas neurônios funcionando, nada que você não faria.
Greene deu um sorriso sem graça e continuo pisando firme no acelerador desviando bruscamente de outros veículos em velocidade passando ao seu lado.
-Greene, com quem você estava falando quando saiu da Igreja?
-Não consegui falar estava sem sinal. Veja se consegue recuperar a chamada perdida Port disse Greene entregando-lhe o celular.



Capítulo 6

          Enquanto amarrava seu barco Philip Blank assustou-se com a presença de um sujeito corpulento se aproximando lentamen-te e tocando-lhe o ombro:
- Boa noite!
- Quem é você esquiva-se com um olhar amedrontado, Philip.
- Esse barco é muito bonito! Parece ser muito rápido, faz tempo que não vejo um Hangar II ancorando aqui em Wiscoin. Ele é seu mesmo ou alugado?
- Desculpe, não sei o que você está pretendendo mas eu estou muito atrasado e tenho que ir.
Philip se virou querendo voltar ao barco mas ao perceber um movimento rápido atrás se jogou no chão rolando na direção contrária do sujeito.
Um golpe cortante perde-se no ar. O homem corpulento tentara esfaquear Philip mas não obtivera êxito. Philip assustado corre em direção ao barco e tira um pedaço de madeira grande e parte para cima do seu agressor tentando golpeá-lo acertando-o na altura dos joelhos, o homem cai no chão e quando Pihlip tenta acertá-lo em cheio para matá-lo sente uma dor muito grande perfurando-lhe o peito, um tiro a queima roupa do visitante que tirara sua arma do pé da calça e disparara contra Philip.
Ele cai no chão sangrando muito mas ainda sofrendo consegue ver o agressor se aproximando novamente:
-Ele tira o capuz olha fixamente para Philip e diz:
-Esperei muito por esse momento. Assim como você me destruiu vou destruir você miserável, morra!
- Philip ainda sentindo um arrepio muito grande encara-o:
Não pode ser, é você?
-Pow! Mais um tiro a queima roupa dessa vez no peito esquerdo direto no coração.
O homem correu, guardou a arma em seu casaco, pegou a sua faca que havia caído na briga com Philip e golpeou-o várias vezes no rosto e começou a anotar algo em um pedaço de papel, coloca em um pequeno vidro e ainda usando suas luvas coloca o vidro na mão esquerda de Philip mas se assusta ao ouvir um grito: -Parado aí se não eu atiro!
Correndo para a saída traseira o homem encapuzado vê uma bala passar perto de seu corpo e vira para revidar mirando no segurança um homem forte, astuto e muito ágil. Paul esquiva-se atrás de uma pilastra e consegue se safar mas ao virar novamente para disparar percebe que o assassino já havia pulado o muro traseiro das docas.



Capítulo 7


       Port e Greene acelerando o máximo conseguem finalmente chegar as Docas e deparam-se com um carro parado e um homem furioso reclamando de tudo.
Ao ver a agitação do lado de dentro das Docas, o detetive e o investigador correm para lá desesperadamente ignorando completamente o motorista parado.
-Acho que chegamos tarde demais fala Greene para Port!
Quando chegam no porto eles ficam chocados ao ver um corpo próximo ao barco e vários homens de uniforme branco amontoados em volta dele.
O segurança ainda com a arma em punho desculpa-se com Port e Greene:
-Eu deixei-o fugir! Eu tinha aquele miserável nas mãos e ele conseguiu escapar.
-Acalme-se disse Greene enquanto Port agachava-se para examinar o corpo.
-Me diga exatamente o que aconteceu aqui!
-Eu fui averiguar um sujeito que queria entrar de carro sem identificação e devo ter me descuidado e deixado a porta lateral para visitantes a pé aberta, enquanto estava aguardando o sujeito encontrar a identificação escutei dois tiros e corri para o local, tentei chegar o mais rápido possível mas como isso aqui é uma imensidão só consegui chegar para lutar com ele já correndo para fugir e cheguei a disparar um tiro mas errei e ele conseguiu pular o muro e fugir.
- Greene eu estava certo. Ele atacou aqui nas Docas e novamente foi mais rápido do que a gente. Droga! Dessa vez ele não escapará disse Port.
-Temos que ser rápidos Harold, o que você descobriu?
- A mesma coisa das outras vezes, a única diferença é que dessa vez foram menos facadas, provavelmente ele ficou preocupado com a movimentação daqui e quis acabar logo o serviço.
Aqui na mão esquerda temos novamente nosso pequeno frasco de vidro com outra parte desse quebra-cabeça doentio.
Enquanto Port analisava as frases do papel, Greene atendia uma chamada em seu celular.
-Port, venha até aqui rápido!
- O que houve?
- Os legistas descobriram algo no corpo de Gerald. Uma incrição feita com as facadas dadas no rosto da vítima. São duas letras: SJ.
Parece que agora pegamos o assassino não é? Basta descobrirmos quem é SJ.
- Estamos perto sim Greene mas não daria tanta certeza que com essas iniciais decifraremos o nome do sujeito. Prefiro pensar com mais calma e analisar todo o caso, até porque parece que agora teremos um tempo a mais para pegar de vez esse canalha, leia isso:

         “ Nada voltará a ser como era antes
            Nunca esquecem, os elefantes
           Apenas uma dose faltando
           Minha missão está acabando
            Um tempo ficarei ocioso
            Para terminar meu plano engenhoso
            Minha vida foi sempre assim nunca será diferente
             Sempre de trás para frente
             Um é o passado e outro é o presente.”





Capítulo 8


         Depois de ler e reler várias vezes o papel Port dirigi-se ao segurança e pergunta:
- Seu nome é Paul, certo?
- Sim senhor! Paul Neman.
-Paul, o que você me dizer do Senhor Philip Blank?
-Não sei muito a respeito dele não, sei que ele é proprietário do Hangar II vinha raramente as Docas deixar o barco mas ele não estava mais morando aqui na Inglaterra pelo que fiquei sabendo. Parece que tinha se metido em uma confusão e deixou o País para morar na França.
-Que tipo de confusão?
- Não sei exatamente, eu só escutava umas conversas de outros barqueiros que também ancoram por aqui.
- Sabe aonde posso encontrar algum desses barqueiros?
- Tenho o endereço de um deles, chama-se Jansen Parkins. Ele está hospedado em um hotel próximo daqui pois fará sua viagem de volta daqui a dois dias.
-Port anota o endereço e chama Greene para o carro.
-Eles seguem para o local, chegando no Hotel Metz um hotel luxuoso com diversos chofeurs na porta esperando para poder estacionar os veículos que adentrassem o estacionamento local.
Eles param na porta e falam com um dos bem arrumados homens que vem se prontificar a ajudá-los:
-Senhores, posso ajudá-los com alguma coisa? Algo de errado, pergunta o pequeno rapaz com um olhar angustiado ao ver um carro da polícia parado na porta do hotel.
-Port mostra a sua credencial! Sou detetive Port e estou trabalhando para a polícia de Wiscoin. Precisamos falar com um de seus hóspedes, o nome dele é Jansen.Jansen Parkins.
- Algum problema Senhor? Aconteceu algo?
-Não, nenhum problema!Fique tranqüilo rapaz! Precisamos apenas vê-lo imeidatamente.
-Pois não! O chofeur abre a porta e pede para que seu ajudante estacione o carro enquanto conduz Port e Greene até o hotel.
Greene deixa as chaves do carro com o ajudante e se dirigem a recepção do Metz.
-Patricia, esses são o detetive Port e o investigador Greene, poderia por gentileza avisar ao Senhor Jansen que eles querem vê-lo?
-Boa noite senhores!Sejam bem vindos ao Metz! Pois não aguarde só um instante que vou ligar para o quarto.
-Depois de algumas palavras trocadas, Patricia pede que Port e Greene se dirijam ao quarto 321B.
Port faz uma rápida reverência e vão até o quarto indicado.
-Port, você acha realmente que vamos conseguir algo com esse tal Jansen?
-Greene, se conseguirmos descobrir algo em comum entre as três vítimas poderemos descobrir o motivo dos crimes e assim chegar ao assassino, por enquanto estamos no escuro.
Depois de tocarem duas vezes a campainha, um homem baixo de barba cerrada e cabelo grisalho recebeu-os na porta:
- Boa noite! Sou Jansen Parkins! Podem entrar!
Os dois o respondem e entram.
-Sentem-se por favor.
-Não vamos tomar muito o seu tempo Sr Parkins, disse Port.
- Queria fazer-lhe apenas algumas perguntas.
-Tudo bem! Em que posso ajudar?
-Eu gostaria de saber se o Sr e O proprietário do barco Hangar II eram amigos?
-Philip? Era um homem misterioso e perigoso, todos tínhamos um pé atrás com ele, mas até que divertia a todos por ali.
-Como assim perigoso, Sr Parkins?
-Você não soube o que aconteceu? Achei que como detetive já estaria sabendo.
-Me conte o que houve Jansen.
-Bom, Philip sempre foi um homem muito ambicioso, ele tinha um negócio, uma frota de barcos, e começou a se dar muito bem, crescer na vida, mas teve um contratempo com seu sócio que já não suportava mais o seu jeito mandão e acabou desfazendo a sociedade e largando-o. Philip estava quase indo a falência pois não conseguia administrar o negócio sozinho e vendeu essa frota para mim e dois amigos. Mas ele não tinha admitido ser deixado daquela forma e parece que ele foi atrás do coitado e acabou com a vida dele, invadiu o apartamento dele numa noite e o matou com 2 tiros. Ele cumpriu uma pena de dez anos e logo depois conseguiu uma liberdade condicional. Depois disso Philip parecia estar mudado e fundou uma organização para ajudar uma loja
chamada San Javier, uma loja pequena de um comerciante pobre que juntava vidros quebrados, coisas de vidro, espelhos e vendia a preços mais acessíveis, esse comerciante Jeremy Smith tinha 6 filhos e uma esposa muito doente, ele tentava desesperadamente conseguir algum dinheiro para bancar a família e ainda curar a enfermidade da esposa.Jeremy achou a proposta de Philip muito interessante de emprestas recursos financeiros para Jeremy expandir a loja e trabalhar com matérias melhores, pois sabia que o homem tinha talento para fazer coisas incríveis com pequenos pedaços de vidro e poderia faturar muito, então ele propôs uma sociedade onde entravam ele Jeremy Smith, Dean Smice um bem sucedido bancário trabalha no banco Monetary High, o dono de uma fábrica Amyas Perrant e o milionário Gerald Peacock dono da empresa de construção Derby design. Tudo corria bem, mas corria bem do modo de Philip, os lucros de Jeremy começaram a ser altíssimos mas do que esperava e ele não queria mas seguir o acordo de ficar apenas com 15% do lucro para dividir com seus 3 ajudantes: Dean, Amyas e Gerald enquanto o pobretão Jeremy ficava com a maior parte do dinheiro.
Então ele arquitetou uma trama com seus 3 companheiros que eram ambiciosos igual a ele para tirar Jeremy da sociedade e entrarem com o nome da loja dele e continuarem o sucesso sem ele. Amyas tentou implantar provas de que Jeremy estaria desviando dinheiro da loja mas não deu certo.
Dean tentou convencer Jeremy a deixar a loja e cuidar da esposa em casa pois ela sofria muito mas nada mudava a cabeça de Jeremy de ganhar seu dinheiro para ajudar a família.
Então numa noite que Jeremy havia faltado o trabalho eles aramaram tudo, acessaram a conta da empresa, retiraram toda a fortuna acumulada e quebraram toda a loja destruindo não só o sonho do coitado Jeremy mas também a família dele.
Eles chamaram a polícia e alegaram que haviam sido assaltados, fizeram uma cena uma enganação e depois sumiram. Parece que Gerald foi viver numa mansão no centro, Dean está administrando um banco no sul, Philip foi para França e Amyas virou padre de uma Catedral não sei qual. E depois de uma semana que tudo ocorreu a esposa de Jeremy morreu pois ele não tinha dinheiro para tratar a doença dela e seus filhos passavam fome. Ele chegou a pedir ajuda nas Docas mas como ele já estava um trapo e aparentava ser um homem de rua foi colocado para fora.
Isso é tudo que sei sobre Philip, mas porquê está me perguntando, aconteceu algo com ele detetive?
- Sr Parkins, ele está morto, dois tiros a queima roupa e também estão mortos o padre Amyas e Gerald Peacock.
-Meus Deus, mas o Philip é um canalha mesmo, ainda bem que conseguiram matá-lo antes que fizesse mais loucuras.
-Meu amigo não foi ele que fez isso!Muito obrigado pelas informações, já esclareci tudo.
-Mas como assim detetive, não foi o Philip?
-Não!Preciso ir!Mais uma vez obrigado!
-Só mais uma coisa antes de ir, você disse que Dean trabalha em um banco no sul não é mesmo?
-Sim no Monetary High!
-Muito obirgado mesmo Parkins.


Capítulo 9



        Port e Greene já no carro começam a seguir para o sul de Wiscoin em alta velocidade. Port abre sua valise, pega suas luvas, sua arma e carrega ela.
Greene com um olhar aterrorizado pergunta:
-Port poderia me dizer o que você descobriu? Eu concordo com Parkins, está na cara que Philip Blank é o assassino você não viu como ele era perigoso e já tinha assassinado um sócio antes?
-Meu amigo não podemos querer colocar as coisas sem consultar todos os fatos e evidências.
Lembra-se de todas as charadas:

“Jaz o corpo do traidor
Do outro lado já fez sentir a dor
Quanto mais religioso for
Um pequeno vidro verá
Poderá perder a cor e no chão logo estará.” Depois de ler o primeiro papel Port vira-se para Greene:
Jaz o corpo do traidor, o primeiro deles que era Gerald, do outro lado fez sentir dor, ou seja afetou a vida dele(assassino) e as outras duas pistas levavam a segunda vítima, um padre, ele anunciou que mataria Amyas.
Quando chegamos na Catedral encontramos uma segunda charada que dizia:

“Muito se pensou, muito calculou
E na farmácia o exército plantou
Um lar arruinou
Assim o ódio plantou
Quem diria Sr Port
Se acostumando a conviver com a morte
O frio está me consumindo
Parece que a maré está subindo
O trecho é curto
Mas a caminhada é longa.”

Você e seus homens plantaram guarda na farmácia pois pensaram sobre o vidro da charada, o ódio plantou o padre no assassino pois de alguma maneira havia feito ele sofrer, e as outras pistas camo já havia lhe falado antes nos levaram as Docas para terceira morte do líder da organização Philip Blank.
 -E como você vê Greene, não para por ai, se fosse Philip Blank o assassino você acha que ele deixaria outra pista de assassinato?
Claro que não, só nos restam duas pessoas: Jeremy Smith ou Dean Smice.
Agora as coisas vão ficando claras, desde o começo eu estava intrigado com o frasco de vidro na mão das vítimas, e agora percebi que ele nos deu a dica de que trabalhava com vidros, e o SJ que você me disse que viu na testa de Philip e que já tinham nos dito os legistas que também estava em Gerald, anunciava o nome do local onde tudo começou: SJ- San Javier.
E a pista final e mais clara de que nosso assassino é ninguém mais ninguém menos do que Jeremy Smith está evidente na ultima charada, leia com atenção Greene:
“ Nada voltará a ser como era antes
 Nunca esquecem, os elefantes
Apenas uma dose faltando
Minha missão está acabando
 Um tempo ficarei ocioso
 Para terminar meu plano engenhoso
Minha vida foi sempre assim nunca será diferente
Sempre de trás para frente
Um é o passado e outro é o presente.”

O sofrimento da família dele já estava acontecendo e a mulher dele tinha morrido, os filhos passavam fome e nada voltaria a ser como antes, como os elefantes nunca esquecem Jeremy também nunca esqueceria aquilo. Apenas um assassinato faltando, um tempo ficaria escondido para bolar o assassinato final, e agora me diga Greene o que quer dizer o verso final?
-Port não sei, futuro e presente isso não faz menor sentido.
-Meu amigo tem coisas que vocês investigadores não conseguem ler através das metáforas.
De trás para frente: SJ vira JS- Jeremy Smith
Um é o passado= SJ San Javier
Um é o presente= o assassino Jeremy Smith.



Capítulo 10



  -Port você é um gênio.
  -Vamos temos que prender logo esse maldito assassino.
Depois de todo aqueles acontecimentos parecia que esse dia tão    complicado para Port e Green chegava ao final, quando eles chegaram ao Monetary High. Port armado e Green também entraram pelo fundo do banco que já havia fechado fazia tempo mas a parte inferior ficava iluminada pois o dono Dean Smice fazia sempre a arrumação do depósito.
Port e Greene chegaram pelos fundos e tentaram arrombar a porta dando um tiro no forte cadeado de ferro mas se surpreendaram ao ver que o mesmo já havia sido arrombado.
-Droga, ele já chegou Port, corra!
-Os dois saem em disparada para a escada e escutam um barulho bem abaixo dos pés deles.
-Quem é você?
-Chegou a sua hora infeliz só falta você para eu me vingar de todos.
-Socorro!!!!!Socorro! Corre e grita muito Dean!
Port e Greene descem rapidamente as escadas com as armas sacadas e ouvem um tiro disparado.
Ao chegarem no escuro depósito, vão tateando o lugar com muita calma e bem devagar.
Port encontra uma lanterna e liga visualizando um corpo caído perto das caixas, uma porta enorme como se fosse a entrada de uma garagem e bem no fundo da sala ele visualiza outra pessoa parecendo ser Dean pois todos os funcionários do Monetary andavam com aquele uniforme padrão uma blusa com um MH enorme e calça social preta. Green se aproxima do corpo próximo a eles e diz:
-Port pelo visto Dean atirou em Jeremy e o acertou ele está caído, parece que é fim de linha para o canalha. Vou algemá-lo, pegue o Dean, veja se foi ferido na briga.
Port vai até o outro corpo caído.
Greene vendo o corpo de Jeremy caído no chão deixa sua arma em cima de um caixote, e pega sua algema, ao virar o corpo de Jeremy que estava deitado de bruços, leva um soco cruzado e comece a sentir sua garganta sufocar ao ver o braço de Jermey envolto em seu pescoço e apontando uma arma.
Port vira para atirar mas é surpreendido com um grito:
-Larga a arma ou ele estouro a cabeça dele, grita Jeremy.
-Jeremy é fim de linha para você meu rapaz! Já descobrimos toda sua trama, sabemos que matou Gerald, Amyas e Philip. Mas seus crimes não vão prosseguir.
-Uma risada alta ecoou no sombrio depósito do Monetary.
-Port, meu detetive ingênuo. Devo admitir que fez um ótimo trabalho decifrando minhas charadas e chegando até mim. Porém você descobriu tudo muito tarde. Eu planejei matar os quatro traidores e vou cumprir o meu plano. Vocês acham que eu não esperava-os aqui?
Greene quase sem ar responde:
- Claro que não! Como podai saber que estaríamos aqui se não chegamos a tempo nos crimes anteriores? Você está blefando.
-Cala a boca, da uma apertada maior na garganta de Greene arrancando um grito de dor.
-Então era esse o plano engenhoso que estava arquitetando, nos enganar fingindo-se de morto e sair livre dessa usando um de nós como refém?
-Brilhante Port, responde Jeremy.
-Porém você só errou um detalhe. Você vai jogar sua arma para cá, vai algemar seu amigo, vai me trazer esse canalha e eu vou sair com ele para acabar com a vida dele no local escolhido.
-Aonde você pretende levá-lo desgraçado?
-Você ainda tem alguma dúvida? Vou matá-lo em frente ao banco, para que ele morra olhando para a fortuna que ele fez as minhas custas assim como os outros pilantras, que destruíram minha vida, minha família, tudo que eu tinha eles conseguiram arruinar e agora é minha vez, eu estou no comando.
-Port fica observando e tentando imaginar uma saída daquela situação sem que Dean Smice fosse executado. Mas ao ver Greene quase desfalecendo, resolve atender as exigências de Jeremy. Joga a arma para ele, vai até Greene, com a mira da arma em sua cabeça algema seu parceiro mas Jermey pede que pare.
- O que foi agora, miserável?Não era isso que queria?
-Muito esperto Sr.Port. Eu algemo ele e você?Fica livre para tentar algum truque contra meu plano? Negativo! Você vai algemar seu amigo junto a você e vão virar contra a parede.
Port faz exatamente o que ele pede e vai até a parede com Greene quase desmaiando.
-Você está bem Jared?
- Estou Port! Dessa vez estamos perdidos, ele vai matar Dean e nós falhamos na caça desse criminoso.
-Calem a boca! Um tiro é disparado contra a parede bem em cima das cabeças de Port e Greene.
Dean já acordando se vê preso no braço de Jeremy.
 Jeremy se dirige com seu refém preso pelo pescoço, até o grande portão e rindo fala aos policiais:
- Port e Greene! Que dupla patética! Eu estive durante esses anos todos estudando você detetive. Soube do seu caso na mansão Rimbauer e soube exatamente que como é um detetive iniciante nunca me pegaria.
Green já está desacreditado, abaixa a cabeça e espera pelo fim melancólico do caso admitindo sua derrota mas vê que Port mantém-se firme e olhando para Jeremy.
O assassino vai de costas ao lado do portão digita uma senha no painel ao lado e continua virado para os detetives, quando o portão abre: Pow!Pow!Pow!
Três tiros são disparados contra Jeremy que caí imediatamente, soltando Dean e deixando a arma cair também.
Greene com um ar excitado olha a cena e vira-se para Port:
- Port, quem é esse?
- Capitão Hering se apresentando senhor, responde o homem magricela, branco se aproximando deles para soltar as algemas.
-Greene, esse é Capitão Hering, um amigo de longas datas, nós trabalhávamos juntos em casos amadores aonde apenas acompanhávamos o trabalho de policiais e detetives veteranos, mas Hering acabou indo para um lado e eu para outro. Mas fiquei sabendo que Hering estava hospedado no Metz quando chegamos lá ao ver o nome do hóspede do quarto 316B no quadro de torneio de bilhar atrás da recpecionista que nos atendeu.
-Mas Port, como foi reparar logo nisso, pergunta Greene?
-Eu sabia que Hering voltaria e quando voltasse provavelmente ficaria em um hotel famoso pelos jogos de aposta, um vício eu diria um tanto quanto horrível do meu parceiro. Quando nós saímos do hotel e você foi falar com o chofeur para trazer nosso carro deixei uma mensagem com Patricia para entregar a Hering, descrevendo exatamente o que ele deveria fazer para nos ajudar a resolver esse caso.
- E eu entendi prontamente tudo meu caro amigo. Você me pedindo ajuda é porque realmente estaria em perigo, Hering dando uma pequena risada responde.
-Depois de soltos eles vão até Dean perguntam se está bem, ele balança a cabeça positivamente mas ainda meio atordoado com toda situação. Jeremy ainda muito ferido e no chão vira a cabeça para a direção de Hering e pergunta:
- Como podia saber desse entrada? Ela é totalmente secreta, para quem quem está na rua é apenas uma parede lateral do banco em aço para evitar assaltos.
-Meu caro, somos da polícia, você acha mesmo que não conhecemos o maior banco de Wiscoin? Foi muito fácil, consegui a combinação secreta do painel oculto na lateral do banco com o gerente Julio Marguille, entrei sorrateiramente e fiquei esperando atrás do portão o momento certo da sua tentativa de fuga.
- Miserável! Canalhas!
- Port sorrindo entrega as algemas para Greene que prende o bandido e diz:
-Tem o direito de permanecer calado e tudo que disse será usado contra você no tribunal.
- Hering ajuda Dean a se locomover Port e Greene saem com o bandido e ecnontram vários carros da patrulha Delta já a espera na avenida principal.
- Port, você acionou a minha patrulha?
-Sim meu amigo, isso também era um dos elementos contidos na charada que deixei para meu amigo Hering, disse Port sorrindo.
- Greene entra no carro com Jeremy, agradece Port e Hering e vira-se para ele:
-Port, nos vemos na ceia de natal.
-Com certeza investigador. Até a vista.
Os carros se afastam e Port vira-se para Hering dando um forte abraço:
-Que bom revê-lo amigo Hering. Você veio para ficar não é mesmo?
-Claro que sim Harold! Como nos velhos tempos, Harold e Hering, uma dupla imbatível.









Epílogo


              Passados alguns meses, Port e Hering estavam tomando seu habitual café inglês e folheando o Wiscoin Times quando algo chamou a atenção de Hering:
- Port, veja isso!
- Tragédia no museu Arc Neville, morre o Professor Gregory Willians ao dar uma palestra sobre símbolos e códigos.

         

Pessoal, obrigado por lerem meu conto, agora peço por favor que comente e me mande sua opinião sobre esse texto, o que achou?Tem alguma sugestao?Elogio?Crítica?
Queria avisar também todos vocês, que meu terceiro livro já está pronto, quem quiser uma pequena amostra, ou informações sobre como conseguí-lo, mande e-mail para diegoaug@fgv.br.

Obrigado a todos vocês.








   




 
Diego Greene
Enviado por Diego Greene em 23/06/2006
Reeditado em 10/07/2006
Código do texto: T180755
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Sobre o autor
Diego Greene
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
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Diego Greene