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Mistério na mansão Rimbauer

São 5 horas da tarde, o relógio da mansão dos Rimbauer
estala anunciando a hora do tradicional chá ingles, o casal
nobre e sofisticado Elizabeth Rimbauer e Peter Rimbauer
se preparam para mais uma sessão de sua rotina. Na mansão
trabalham a cozinheira Paula Klauss, o mordomo Henry Bates, o motorista Richard Lunder, a governanta Maria Yorks e o segurança pessoal do casal Paul Sugden. O casal tem 3 filhos: Alan, Sarah e Cotton. Alan tem 28 anos, Cotton 26 e Sarah está prestes a completar 21 anos. Esta noite, 11
de março de 2004, o casal rico pretende dar uma festa em
sua luxuosa mansão e na lista de convidados aparecem:
o advogado de Peter, Sandra Kurten, uma milionaria
arquiteta amiga de Elizabeth, Diana amiga de infancia
de Peter, Eliza, Paul e Tom amigos de Alan, Sarah
e Cotton e ainda um casal vizinho: Gerald e Simone,
de grande ressalva, os dois sempre invejaram seus
vizinhos pela tamanha riqueza apresentada por eles.
Há ainda um grande amigo de Peter, o detetive
Harold Port, que não foi convidado devido a uma
desconfiança de sua mulher em relação a seus
serviços. A mansão dos Rimbauer tem 3 andares
no primeiro andar tem um grande salão de festas, um
solário, um jardim, dois banheiros, a cozinha e uma despensa,
o segundo andar, tem 6 suítes, um escritório de Peter,
2 banheiros sociais, uma biblioteca e o terceiro andar, tem
um quarto de hóspedes, um salão de jogos e um grande
terraço onde festas refinadas com grandes buffets eram
apresentadas. A cozinheira já estava em grande atividade
apesar de serem apenas 6:30 da noite, pois a festa começaria
as 10 da noite e os convidados poderiam ir aparecendo as 9 e
não iriam ficar sem beber nada ou comer alguma entrada, John estava uma pilha de nervos pois não conseguia se concentrar em seu escritório, já sua mulher Elizabeth experimentava um lindo vestido de brilhantes que estrearia nesta noite para impressionar seu marido com sua exuberante beleza. Cotton saíra de manhã cedo para encontrar uns amigos, Sarah estava ao telefone com Eliza sua amiga de faculdade e uma das convidadas para a festa de hoje a noite, Alan estava na biblioteca conversando com o segurança, pois são grandes amigos. Na cozinha alguns drinks começam a ser preparados com tamanha dedicação e petiscos valiosos, como salmon defumado e caviar começam a virar decoração nos valiosos pratos dos Rimbauer. Bom, o relógio anuncia
que são 9 horas, quando a porta principal da mansão bate, toc, toc toc. O mordomo se apressa até o salão principal e quando abre a porta  tem uma grande surpresa:........
Ao abrir a porta, o mordomo se deparou com um senhor de chapéu preto, paletó marfim e uma valise, seu nome era Harold Port. Um olhar amedrontado espantou Harold, que logo retrucou: Algo errado sr.? E o mordomo sorrindo cinicamente respondeu: Ehhh nada sr., tenha a bondade de entrar por favor! Harold, tirando seu chapéu em forma de
gratidão adentrou a mansão e ouviu os sinos da cozinha ecoarem anunciando que os petiscos já estavam prontos. Num alvoroço só, Alan e Sarah desceram as escadas correndo e discutindo muito. Ao se depararem com Harold no salão principal, calaram-se bruscamente como se tivessem assustados com algo, mas Harold não pode deixar
de ouvir que a discussão tinha a ver com a herança. Alan logo se aproximou e desejou boa noite, logo indagando - Que surpresa velo aqui sr.! A que devo a honra? E ele respondeu: Boa noite caro Alan. Pois é... na verdade nem seu pai sabia da minha visita esta noite, mas algo me disse que tinha que vir visitá-lo hoje. Sarah responde: Com certeza meu
pai ficará feliz em vê-lo, encaminhando-o ao escritório dele.
Harold se curva em gesto de agradecimento e sobe as escadas em direção ao escritório, quando um grito é ouvido de lá da cozinha. Harold surpreso para no terceiro degrau. Os gritos são da governanta Maria que chama desesperadamente por Peter. Logo, os dois,
Peter e Elizabeth descem correndo as escadas e se deparam surpresamente
com Harold, e ele perguntou:- Algo errado? Elizabeth retruca maldosamente:
- Tudo, esta tudo errado, o que você faz aqui, seu detetivinho "descubro nada"?
Enquanto isso, Peter chega na cozinha as pressas e grita:- Elizabeth!! Corre!!
Paula esta maluca e quer matar Maria!!! Harold se apressa e chega antes dela
no local, e logo segura Paula firmemente impossibilitando-a de cometer alguma
loucura. Peter pergunta com raiva nos olhos: - Paula, o que houve??? Pra que
toda essa loucura de querer matar Maria? Essa infeliz assassina estava com
veneno na mão na hora que dei a ela a bandeja de petiscos para levar ao senhor,
como o considero muito, não a deixarei matá-lo. Maria grita retrucando:
- E mentira senhor!!! Eu realmente estava com veneno na mão, mas e para ratos,
pois a casa esta infestada desde as 6:45. Não sei porque motivo e nao podemos
deixar que os convidados vejam isso. Paula se solta das maos de Port e parte
com uma faca para cima de Maria, mas e prontamente golpeada por Peter e cai
desmaiada. - Tinha que lhe fazer para, diz Peter. Maria, por favor, leve-a para o
meu quarto e voce, Elizabeth, por favor va com elas, pois preciso ficar a sos
com meu amigo Port. Elizabeth, resmugando muito, deixa o aposento. - Harold,
me desculpe por tudo isso!! Acho que minha mulher ainda nao aceitou o fato de
voce nao ter desvendado o caso do menino raptado na High Street quando voce
estava comecando. Para ela e dificil aceitar que voce estava em treinamento,
diz Peter. - Pois e caro amigo, diz Harold, nao ligo para isso, pois sei que sua
esposa nao entende de ordem, metodo e profissionalismo. - Harold, por favor,
a que devo sua visita? (pergunta Peter) Caro Peter, desculpe vir sem avisar,
mas hoje tive um pressentimento ruim e tive que vir aqui para protege-lo e saber
se estava tudo bem. _ Nossa!! (exclamou Peter) O que voce acha que pode ser,
amigo? Nao sei Peter(respondeu Harold) Por favor Port, me acompanhe ate o
escritorio(falou Peter). Enquanto sobem ao escritorio, em seu quarto Sarah fala
com Eliza ao telefone: - Amiga, voce nao pode perder a festa de hoje, vai ser
demais!!! Muitas coisas irao acontecer hoje!! Coisas turbulentas que trarao
muita adrenalina. Do outro lado, Eliza responde: - Amiga, voce esta me
assustando com esse misterio! Conta logo!!! O que houve?? Por que irao
acontecer coisas?? Do que voce esta falando? Sarah responde: - E que hoje
a tarde ouvi meu irmao Cotton brigando com meu pai sobre a mudanca que
ele fara no testamento. Meu pai esta querendo me incluir enquanto ele e o
meu irmao mais velho Alan nao receberao nada. Elisa comenta: - E voce
deve estar euforica porque ja vai fazer 21 anos e podera entrar no testamento,
ne? Sarah responde: - Com certeza, mas tenho medo tambem, pois tera
muita gente querendo se aproveitar disso e eu posso estar correndo perigo.
Elisa exclama: - Nossa, amiga!!! Vou me arrumar e estarei ai em 20
minutos, ta? Beijos. - Ta, vem logo!! Beijos.(Sarah) As duas desligam.
Enquanto isso, no salao principal, batem a porta da frente exatamente
quando o relogio marca 21:30. Paul Sugden se aproxima e abre a porta se
deparando com o casal vizinho Gerald e Simone e fica impressionado ao
ver o exuberante terno marrom trajado por Gerald e o luxuoso vestido
vermelho acompanhado de um lindo colar de perolas usado por Simone.
Ele encaminha os dois ao sofa e pedem que aguardem o casal Rimbauer.
Eles agradecem e se sentam. Paula, ja recuperada, desce com Maria
pelos fundos e comecam a providenciar os drinks para os convidados.
Tao logo deixa o casal acomodado, Paul volta a porta principal
chamado pela batida forte seguida de uma tempestada com um forte raio
que parte o vidro da cozinha em pedacinhos. O casal se assusta e Paul
pede que fiquem calmos que ele num instante arruma tudo.
Paul chega a porta e depara-se com Sandra e Eliza que chegaram juntas
e completamente molhadas e surpreendidas pela inesperada tempestade.
Eliza logo indaga: - Sr, desculpe, mas sera que nao tem como trocarmos
nossas roupas? Nao podemos ficar assim na festa. Paul responde:
- Claro Srta., podem ficar tranquilas que madame Elizabeth e Srta. Sarah
vao ajuda-las com isso. Henry vai acompanha-las aos respectivos aposentos.
As duas acompanham Henry, dao boa noite ao casal sentado no sofa
e sobem. A cozinheira chega a sala com os drinks e petiscos para o casal
que logo se servem. Um barulho de carro estacionando ecoa na entrada da
casa e Paul chega na janela para olhar quando percebe a chegada de
Richard, o motorista com dois convidados muito importantes para Peter:
Seu advogado Thompson e Diana. Paul vai a cozinha consertar o vidro
enquanto Richard entra com os dois. Logo, sao apresentados aos outros
convidados. Eles se sentam enquanto aguardam os anfitrioes. Eliza e
Sarah descem acompanhadas de Elizabeth e Sandra.Logo, tambem
chegam os ultimos convidados: Paul, Tom e Cotton que havia saido de
tarde. Enfim, todos estao no salao principal com excessao de Peter
e Harold. Diana pede a Elizabeth para ir ao banheiro e Henry mostra o
caminho. Sandra vai a cozinha conhecer a governanta e Alan vai ate o
jardim fumar. Harold e Peter que estavam a quase uma hora
conversando sobre o seu novo testamento, descem e completam todos
os convidados. Conversam, dancam com o som de uma musica alta
quando, de repente, um blecaute acontece apagando a mansao inteira
seguido de um barulho seco ecoando no ar: POOOOWWWW!!!!!! Gritos
de agonia sao ouvidos e todos correm desesperadamente de um lado
para o outro. Henry consegue encontrar uma lanterna e acende a luz
de emergencia. todos se chocam ao ver o corpo ensanguentado de
Peter Rimbauer. Harold pede que ninguem se aproxime e chega ao
corpo. Ao olhar Peter, diz que ele foi atingido brutalmente por um tiro
nas costas e seu corpo estava caido proximo ao jardim. Logo depois,
ouviram um barulho alto no jardim e todos correram para a janela.
Quando chegaram na janela viram apenas cigarros jogados
no jardim, sendo que um deles ainda um pouco aceso, provando assim que realmente alguém esteve ali na hora do apagão e da consequente morte do Sr. Rimbauer. Harold pede a todos que
fiquem calmos e chama Paul e Henry para ajudá-los a levar o
corpo para a biblioteca. Eles sobem e os outros convidados
começam a discutir e gritar nervosos. Cotton num tom de voz
bastante alterado fala: -Alan, não minta, foi você quem esteve
no jardim pois é o único na casa que fuma. Voce não tem como
afirmar isso, e além do mais para sua surpresa Srta Sandra
e meu amigo Tom fumam também. Eu realmente fui ao jardim
fumar para refrescar minhas ideias mas nunca mataria o papai.
Nem mesmo quando soube que nossa irmã entraria no testamento
dele e você nao ganharia sequer um centavo?(indaga Cotton)
OHHHHH! O espanto no salão foi geral. Então foi você seu
miserável grita Sarah. Aos prantos Sarah corre para o seu
quarto seguida de Eliza. Alan irritado grita: Vocês não tem
o menor respeito por mim num momento como esse, meu pai está
morto, morto droga. Eu odeio todos vocês. Elizabeth chega para
consolar o filho. Harold desce voltando da biblioteca e abre
sua valise. Todos no salão olham espantados e em coro perguntam:
O que é isso Sr.Port? Ele reune todos inclusive a cozinheira, a
governanta, Alan e Elizabeth. Harold fala: Amigos e amigas aqui
reunidos, dentro de minha valise tinham 4 coisas que eu achei que
seriam essenciais para a noite de hoje: um papel pardo com selo,
um revolver, um silenciador e a chave do cofre do Sr.Rimbauer
dada pelo mesmo por motivos de maiores segurança. Devo dizer-lhes
que eu temia que algo terrível aconteceria esta noite e por isso
eu vim pois tentei evitar essa tragédia que aconteceu mas uma
pequena falha que cometi foi fatal; esqueci de pedir que alguém fosse espiar a parte elétrica. Vou lhes contar tudo. O revolver
e o silenciador que trouxe seriam para que um provavel assassino
roubasse de mim quando eu não estive perto, mas eu estaria
escondido para pega-lo em flagrante. O papel pardo seria para
alterar o testamento do Sr.Rimbauer e a chave do cofre seria
um teste para provar minha teoria de que se houvesse alguem
querendo mata-lo roubaria a chave do cofre e pegaria esse
testamento para invalida-lo, rasga-lo, antes que Peter o levasse
para o juiz reconhecer. Como estao vendo em minha valise tem
uma faca com sangue provavelmente usada por Paula quando
tentou matar Maria, o veneno para rato, uma carta de Diana para
Peter e pasmem senhores a chave do cofre. O assassino trocou
minhas coisas exceto a chave o que me leva a concluir que quis
incrimnar Paula e Diana e o motivo nao foi o testamento mas
é muito cedo para dar o veredicto. Na escuridao eu ja estava
sem minha valise, quando sai da biblioteca com Peter eu a esqueci
la, praticamente abri as portas para o assassino agir. Quero
falar pessoalmente com cada um de voces e investigar essa faca,
o que tinha nessa carta de Diana e investigar o jardim de onde
provavelmente saiu o tiro fatal que matou Peter. Vou começar
amanha de manha. Todos estavam com muito medo e apreensivos.
Harold pegou o que estava em sua valise e escondeu no deposito
da cozinha e jogou a chave fora. Depois disso ele saiu ao jardim
andou, andou, andou até que encontrou sua arma, percebeu que
faltava uma bala e o silenciador estava preso a ela. Ele pensou:
Por isso que o som do tiro foi seco.... Mas é claro! O assassino não podia ter sido
mais esperto, ele apagou as luzes, já tinha
pego a arma em minha valise, usou o revolver
com o silenciador e atirou em Peter sem que
ninguem o visse. A janela do jardim devia
estar aberta e ele atirou por aqui disse Harold
analisando a janela. Agora tenho que descobrir
quem nao estava no salao no momento do crime.
Em meio a tantas suposicoes Port adentrou a mansao
e foi ao quarto de hospedes dormir, pois fora chamado
por Sarah e Cotton para passar a noite na casa e descobrir
quem tinha assassinado Peter. Todos ficaram também, Elizabeth
dormiu sozinha em seu quarto, Eliza com Sarah, Tom com Alan
Paul com Cotton e o resto do pessoal no salao. Ao amanhecer
Port desceu e foi tomar seu cafe na cozinha junto com Henry
e Paul Sugden que ja estavam la desde bem cedinho. Harold
diz: Bom dia companheiros! Bom dia Sr, respondem eles um tanto
apreensivos!Dia dificil que teremos pela frente hein?indaga
Port. Pois é Sr, que coisa horrivel que aconteceu ontem!
Bom Henry, voce pode me acompanhar ate o escritorio do Sr.
Peter, pergunta Harold. Claro vamos! responde Henry. E eles
subiram. Os dois sentam-se e encostam suas cabeças a fim
de relaxarem as tensoes. Muito bem Henry, para comecar
quero que me diga onde voce estava na hora do apagao? Eu
estava no banheiro cosertando um vazamento que me foi
informado pela Srta Diana. Ah entao quer dizer que Srta Diana
tamabem nao estava no salao? Nao senhor. Que interessante!
Estavamos na cozinha quando ouvimos o barulho do tiro. Me
diga Henry, voce e o Sr Peter nao estavam se dando muito
bem ultimamente porque parece-me que ele estava para manda-lo
embora e colocar Richard em seu lugar estou certo? Porque diz
isso Sr? Nao me faca perguntas, apenas respondam sim ou nao.
Esta me ameacando Port? Port nao, Sr.Port, o maior detetive
de todos os tempos. Nao adianta voce tentar negar porque ontem
estive conversando com Peter em seu escritorio e ele me falou
sobre sua revolta ao saber que seria mandado embora. Eu imagino
voce Henry, escutando nossa conversa atras da porta, ouviu que
seria mandado embora hoje e ficaria na miseria pois sei que voce
mora aqui de favor, escondeu-se atras da pilastra, esperou nossa
saida, notou que minha valise estava la, abriu-a pegou a arma e o
silenciador poiso testamento e a chave de nada lhe serviam, foi
ate o porao, desligou a luz central, voltou pelo alcapao que da
no jardim e atirou em Peter, um tiro certeiro. Mas que absurdo
que esta dizendo Sr. Port, esta querendo dizer que fui eu
quem o matou? Nunca faria isso com meu fiel patrao mesmo que me
mandasse embora. Muito bem Henry, ja ouvi tudo que precisava
de voce, por hora voce está liberado. Pode chamar o Sr. Thompson
aqui por favor? Henry um pouco descontrolado, fez que sim
com a cabeça e saiu da sala murmurando: Eu assassino, ve se pode,
esse detetivinho ingles pensa que entende tudo!
Passados 5 minutos depois da retirada de Henry, bate na porta
alguem: Sr.Port, sou eu Thompson, posso entrar? Claro, tenha
a bondade! Thompson tira seu chapeu e pendura o sobretudo e
senta-se na poltrona ao lado de Harold. Seus olhos sao a imagem
de uma noite mal dormida e de prantos interminaveis na noite
anterior. Creio que o Sr ainda esta muito abalado com
a morte de seu cliente e amigo nao é mesmo Thompson? Sim Sr.Port
nao consegui dormir a noite toda, apesar de termos brigado serio
na noite passada ele era um grande amigo, de muita confiança.
Entao quer dizer que voces brigaram? Eh, uma longa histroria,
mas resumindo, eu me apaixonei pela sua filha Sarah ha mto
tempo, estamos tendo um romance e pretendiamos nos casar, mas
Peter foi contra e simplesmente proibiu-a de me ver, mas
nao consigo viver sem ela e o ameacei caso nao deixasse mas
com que nos amassemos. Muito interessante, voce o ameacou
ne? Me diga uma coisa Sr Thompson, onde estava ontem no
momento do apagao? Eu estava no salao dançando com a Srta
Sandra. E voce notou se havia alguem no jardim? Nao Sr.
pelo que eu saiba Alan esteve la mas no momento da dança
ele ja estava no salao. Voce notou alguma coisa de diferente
na fisionomia do Sr.Peter? Nao, nao, parecia-me muito bem
e animado. Sr Thompson so uma ultima pergunta, era o Sr.
quem cuidava do testamento de Peter, logo tinha conhecimento
do local onde ele o guardava esses dias nao é mesmo? Nao
senhor, ele nao me comunicou nada, ele pretendia mudar? Nao,
era apenas uma curiosidade minha, deixa pra la. Muito obrigado
por seu depoimento, me faca o favor de mandar chamar Srta Diana,
sim? Claro, entao estou liberado né? Por hora sim.
Harold comeca a pensar: Entao ele praticamente deu um alibi
para Alan, pois o assassino com certeza estava no jardim
na hora do disparo. Na hora em que Diana entra no escritorio,
um grito desesperado ecoa pela casa: AHHHHHHHHHHHHH!!! Todos
correm, Harold, ultrapassa Diana quase derrubando-a e ve
que o grito vem do quarto do casal Rimbauer, Maria esta na
porta gritando muito, muito. Harold logo chega nela e pergunta:
O que houve Srta? É Sra. Elizabeth, ela esta, esta.....
morta. Todos na casa correm para o quarto desesperados e
Harold pede para que ninguem entre.
Isso nao pode ter acontecido novamente
sem que eu nada tivesse percebi grita
revoltado Harold Port. Ele chega proximo
a cama onde o corpo de Elizabeth permanece
intacto e verifica que fora morta com uma
faca que lhe perfurou a garganta. Bom, nenhum
de voces deixa essa casa enquanto eu nao terminar
minhas investigacoes. Port deu uma busca pelo quarto
e encontrou um maco de cigarros no pe da cama.
Pensando consigo mesmo exclamou:Alan!! Maria, por
favor me diga a que horas exatamente vc encontrou
Madame Elizabeth morta? Sr, por volta de umas 9:40!
Agora sao 10:00 em ponto, pelo que vejo aqui, ela nao
morreu ha pouco tempo, mas sim durante a noite. Henry
por favor leve o corpo dela para a biblioteca junto
com o de Peter ate que a policia chegue para fazer
a analise. Srta Diana tenha a bondade de se encaminhar
para a minha sala de investigacao, o escritorio de Peter.
Os dois entram e ali se sentam enquanto que Henry tenta
trancar todos no quarto de Elizabeth ate que a policia
chegue ao local. Srta Diana, antes de mais nada, comecemos
com a primeira morte, a de ontem, me diga onde a Srta estava
na hora do apagao? Estava no salao junto com todos voces!
hãhã, creio que Srta nao esta me dizendo a verdade! Mas
como ousa insultar-me de tal maneira? Nao a estou
insultando, apenas dizendo que sei onde esteve e voce esta
me ocultando! Nao estava no banheiro, verificou que havia
um vazamento e comunicou Sr henry? Eh, Ah, er claro, havia
me esquecido, so cheguei ao salao depois do barulho forte
que todos ouvimos, esta certo Sr, nao nego sua afirmacao.
Assim parece-me melhor, se for sincera podemos terminar
esse interrogatorio o quanto antes. Será que a Srta, nao
notou nada de diferente em Peter ontem a noite? Nao Sr,
porque haveria de notar? Por nada, apenas curiosidade.
Quando mandei chamar a Srta em minha sala, passou pelo
quarto de Madame Elizabeth certo? sim Sr. A porta estava
aberta ou fechada? Acho que fechada, passei muito rapidamente
e vim para ca, ate que ouvimos os gritos de Maria. Bom Srta
obrigado, por hora é só, tenha a bondade de mandar entrar
Sra Sandra a arquiteta. Claro Sr. Diana se retira da sala
e deixa cair algo, Harold ameaca cham-la mas prefere
primeiro verificar o que foi que caiu. Abaixa-se proximo ao
objeto e o olha atenciosamente. Uma foto!! exclama ele
Sao 3 pessoas, dois homens e uma mulher! muito interessante.
Enquanto Harold observava a foto minunciosamente Sra Sandra
bate a porta e logo recebe ordens para entrar e se sentar.
Bom Sra. gostaria de comecar-lhe as perguntas pela morte
de hoje, era muito amiga de Elizabeth certo? Sim, vou sentir
muito sua fal... fal... desculpe nao consigo falar, estou
muito abalada. Buaaaaa!! Sandra desaba em prantos. Peco-lhe
que tenha muito calma, preciso muito de seu depoimento. Tudo
bem, vou tentar me acalmar. Ela respira fundo e fala: Conheco
Elizabeth a 22 anos, fui eu quem desenhei e mandei construir
essa mansao para ela, sempre fomos grandes amigas e seu sonho
era morar numa casa planejada por mim. Porem essa noite
tivemos uma briga feia pois ela estava achando que eu tinha
sumido durante esses 6 meses porque estava tendo um caso
com seu marido, eu logo redargui, brigando com ela, pois
nunca me passou pela cabeca envolver-me com Peter, eramos
apenas grandes amigos. Elizabeth nao acreditava nisso e me
expulsou da festa. Estava para sair quando Peter pediu-me
que ficasse e ela me bateu na cara. De tanta raiva, nem
revidei mais acabei a amaeacando de morte, mas nunca teria
intencao de mata-la, foi apenas um impulso nervoso. Muito
interessante Sra. parece que todo mundo resolveu brigar
na vespera com os mortos mas ninguem tinha intencao de
matar, ou seja vai acabar sobrando po pobre o detetive
o posto de assassino cruel. Onde a Sra esteve ontem no
momento em que houve o apagao? Estive na cozinha ajudando
Paula e conhecendo mehlor as obras que Elizabeth tinha
feito durante essa minha ausencia de 6 meses. Muito bem,
ja basta por hoje Sra, mande chamar Paul por favor.
Prontamente Sr. Harold olha mais uma vez a foto e nao
consegue esconder sua inquietude, pois os rostos lhe
parecem familiar. No momento em que Paul Sugden entrara
na sala, Henry aparece para anunciar a chegada da policia.
3 homens entram na sala de Port e se apresentam. Licensa
Doutor, sou o Inpetor James, esses sao meus ajudantes
Policial Marrow e Soldado Fullen. Entrem por favor, sejam
bem vindos! Sou Harold Port, detetive particular. James
pergunta pelos corpos e Harold lhe indica que estão
na biblioteca, mas pede para que mande seus ajudantes
pois gostaria de lhe falar particularmente. Prontamente
feito. Paul pede licença e se retira. Harold lhe diz:
Paul daqui a 30 minutos quero vê-lo combinado? Sim Sr.
Harold conta tudo a James sobre desde que chegou a casa
e sobre os depoimentos prestados no dia de hoje. Então
Sr. Port tem algum suspeito? Bom, estou apenas começando
minha carreira e pego logo um caso onde todo mundo é
suspeito, todos tem motivos para matar, que maravilha,
de repente ate eu tenho um motivo. James deu uma tossidela
breve cortando o clima irreverente de Port. Desculpe Inspetor
mas duas pessoas me intrigam muito: Sr. Richard o motorista
que nunca esta em lugar nenhum e Srta. Diana, que não me deu
nenhum motivo para o crime, estranho não? Muito estranho
Sr. Port! Vou deixá-lo para que prossiga suas investigações
vou ate a biblioteca colher informações ok? Claro, muito
obrigado por sua ajuda! Chame-me Paul Sugden, por favor?
Claro! O inspetor deixa a sala...
Paul Sugden entra na sala de Harold acompanhado
de Richard. Harold pede que os dois se sentem.
Em seguida pergunta: Richard não me lembro de
tê-lo chamado, há algo importante para que tenha
vindo com Sr.Sugden? Sim Senhor, é que ambos estivemos
na garagem olhando o carro na hora do crime e vimos
algo que tenho certeza que ira importar ao Sr. Pode
começar a falar, por favor, Sr. Richard. Bom, eram quase
meia noite pelo que me lembro quando aconteceu o apagão
e pude notar alguém no jardim, tentei correr ate lá e só
consegui achar isso. Port pegou das mãos de Richard um pedaço
de corda grossa que parece ter sido cortada. Então foi isso
o assassino simplesmente cortou a energia do disjuntor que
fica aqui no escritório do Sr.Rimbauer onde estivemos
conversando por quase uma hora ontem a noite, logo apos
ter aberto minha valise, usou a corda foi ao jardim descendo
por esta janela disse apontando para trás, aproveitou a
agitação e atirou. Ao perceber que você vinha vindo se assustou
e entrou na casa pelos fundos. Logo que a luz voltou, ele
ou ela no meio da multidão se aproximou da janela e jogou a arma
no jardim bem longe tanto que só fui achá-la depois de uma
longa caminhada. Muito obrigado Sr.Richard seu depoimento
foi demais valioso. Confirma tudo isso que ele me disse
não é mesmo Sr. Paul? Sim senhor tudo isso esta correto. Por
favor chame-me aqui Sarah e Eliza. Dentro de 10 minutos
chegam as duas moças com aparência bem triste e desolada.
Sarah ainda chora muito a perda da mãe com quem era muito apegada.
Srtas. sei muito bem a aflição que estão passando, mas só quero
fazer uma pequena pergunta para Srta. Eliza que praticamente
confirma minha tese. Então quer dizer que já sabe quem é o assassino?
Ainda não totalmente certo, mas falta só uma peca do quebra cabeça.
Bom então me faca a pergunta. A Srta. reconhece estas pessoas aqui
na foto? SSSSSSSSSSRRRRR. Port, onde conseguiu isso? Srta. apenas me
responda, você reconhece? Claro que sim, somos Eu, Alan e Cotton.
Voilaaaaa! Era exatamente o que eu pensava! Srta. quero lhe pedir
um favor, que voce e seus irmãos façam um teste de DNA, já colhemos
o de sua mãe Elizabeth e precisamos do de vocês ok? Claro Senhor, só não
entendo o porquê. Em breve entenderá. Port entrevistou todos,
colheu as informações e nenhum depoimento foi de grande
relevância. Mais um dia se foi e todos foram dormir.
Ao amanhecer os policias encarregados chegaram com o resultado de
DNA de quatro pessoas: Alan, Cotton, Sarah e Srta. Diana. Inspetor
James mostrou os resultados a Port e ele pediu que todos se reunissem
no salão. Um clima de muito suspense e mistério
no ar, todos muito apreensivos estavam
reunidos no salão justamente o mesmo
local da primeira morte, a do Sr. Rimbauer.
Sandra inquieta pergunta: Senhor Detetive fala
logo de uma vez porque nos pediu para ficar
aqui? Calma Srta., já vou revelar porque chamei
todos vocês aqui. Antes de mais nada quero
dizer-lhe que esse caso me foi muito difícil
porque todos vocês tinham um motivo para matar
e isso me deixou muito nervoso, mas ontem tive
uma pista mortal que me conduziu a um caminho
e com esses resultados de DNA que chegaram hoje
pude confirmar minha suspeita. Muito bem, outro
fato deve ser levado em conta, o mesmo assassino
do Sr. Rimbauer é o da Sra. Elizabeth. Começarei
então com as explicações, peco aos meus ajudantes
inspetores que se posicionem, pois em breve levarão
esse assassino cruel para trás das grades. Vamos
relembrar a sexta feira à noite. Estávamos no
escritório de Peter conversando eu e ele, e por
lá ficamos durante 1 hora, e lá esqueci minha
valise onde trazia dentro uma arma, um silenciador
um papel pardo e uma chave do cofre como já lhes disse,
pois quando sai do escritório para descer com Sr. Rimbauer
o assassino escutava nossa conversa atrás da porta
provavelmente escondido atrás daquela pilastra que
todos estão vendo, disse Port apontando para uma
imensa pilastra de mármore próxima ao escritório.
O assassino aproveitou que minha valise havia ficado ali,
abriu-a, pegou minha arma e meu silenciador, as únicas
coisas que lhe interessavam, pois seu motivo não foi
o testamento, nem a herança. Então qual foi o motivo
diga-me Harold? Pergunta Thompson. Calma Senhor, já vou relatar
tudo. O assassino usou uma corda grossa, a mesma da qual Richard
encontrou um pedaço dela cortada no jardim, desceu pela
janela, mas antes desligou o disjuntor, chegou ao jardim
atirou certeiramente em Peter Rimbauer. Percebendo
que Richard tinha visto e vinha correndo, o assassino
se assustou e entrou correndo na mansão, logo se
misturando com todo o pessoal. Quando Henry chegou
com a lanterna, o assassino rapidamente e obscuramente
sem que ninguém o visse se aproximou da janela e arremessou
a arma do crime no jardim, é claro que usou luvas não
deixando sua impressão digital. Depois disso, enquanto eu
comecei a entrevistar as pessoas, esse mesmo assassino,
tinha que terminar seu objetivo, matar a esposa do Sr. Rimbauer
e é claro que aproveitou a madrugada, entrou furtivamente
enquanto ela estava dormindo, e com o facão que Paula usou
na cozinha na primeira noite quando quis num acesso de loucura
matar Maria, chegou próximo à cama de Elizabeth e lhe deu um
corte seco na garganta, tirando-lhe a vida. Muito bem, vamos
dizer algo, Sr. Henry, todos olhavam atentamente para Henry
com olhos de: "seu assassino mortal", estava de saída, pois
tinha sido mandado embora pelo seu patrão, então Henry tinha
todos os motivos para ter matado Peter, mas não Srta. Elizabeth.
Todos ficam estáticos. Então quem é o assassino Sr. Port, pergunta
Henry? Eu vou dizer, para que a pressa? O Senhor já esta livre.
Bom, também tinham três suspeitos fortes: Alan, Cotton e Sarah,
que lucrariam com a herança, mas como já vimos o testamento
nem o cofre foram arrombados. Logo também estão livres, então
aparecem mais dois suspeitos fortes: Sandra e Thompson, Sandra
se envolveu com Peter, confirmado por ela mesma, mas não
chegaram a ter um caso serio, porem Elizabeth tinha muitos
ciúmes e as duas discutiram muito na véspera de sua morte
sendo que Srta. Sandra a ameaçou de morte, porém Srta. Sandra
na hora do crime estava na cozinha confirmado por Srta. Paula e
Maria que lá estavam também. Paul e Richard estavam na garagem
e viram alguém no jardim na hora do disparo. Logo, só sobram
Eliza, Tom, Paul e Diana. Sendo que Eliza, Tom e Paul são
apenas amigos de Alan, Cotton e Sarah e não tinham motivo
para matar os pais de seus amigos, pois sempre lhe gostaram
muito e nem chegaram a subir. Durante as minhas investigações
Srta. Diana deixou cair no escritório uma foto, que logo
me intrigou porque eu estava reconhecendo os rostos. E é
claro que eu estava certo, pois Srta. Sarah me fez lembrar
não eram outras pessoas senão Alan, Cotton e Sarah, todos
gritavam: OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! Veio-me logo uma idéia
na cabeça, pedi para analisar o DNA de Elizabeth, Alan, Cotton,
Sarah e Diana. Lembram-se que Srta. Diana era amiga de infância
de Sr. Peter?? Bom com os resultados do exame tenho que relatar
algo que poderá chocá-los Alan, Cotton e Sarah, essa mulher
disse Port apontando para Diana, ela é a mãe de vocês, ela
se envolveu com o pai de vocês há muito tempo, teve vocês
mas se separou, pois seu pai preferiu viver com uma mulher
que era mais adequada a ele, uma mulher que amava o filho
dele, diferente de Diana, que maltratava vocês, que traia
o pai de vocês, então Peter acabou casando com uma
milionária e mãe de vocês teve muita inveja dessa vida
de luxo que vocês estão levando. Portanto ela queria vocês
de volta a qualquer custo, e a carta que ela mandou
para Peter foi ameaçando ele caso ele não deixasse
vocês viverem com ela. Ela conseguiu descobrir essa
festa e queria aproveitar a oportunidade para matar
os dois, pois sua raiva era tanta que ela queria exterminá-los
e abrir caminho para ficar somente com vocês, então
apresento-lhes a assassina do casal, Srta. Diana. Todos transtornados
começam a gritar querendo avançar nela, mas o inspetor James
segura-a rapidamente impedindo que alguém possa lhe tocar.
Alan quase chorando grita: Se você é mesmo minha mãe, como
pode fazer isso com meu pai, sua idiota, eu te odeio.
Diana responde: Filho eu te amo, fiz isso por amor a vocês
três. Se não fosse por esse detetivinho idiota, eu teria
conseguido vocês e ninguém nunca saberia quem tinha matado
eles. Eu só quero vocês de volta comigo. Sarah e Cotton juntos
gritam sem parar: Para! Cala a boca seu vermeeee!!!!Uma pessoa
que se diz mãe nunca faria uma coisa dessas, matar
o pai que tanto amamos, levem essa vagabunda daqui. Port
pede que James e seus ajudantes levem-na para delegacia. Eles
entram no carro de policia com Diana, todos choram muito
na casa, Port tenta acalmá-los e o carro vai embora
com Diana que tenta gritar: Eu amo vocêsssss, por favor,
acreditem em mim meus filhos, fiz isso por vocês.
Depois de todos esses acontecimentos, os filhos
agradecem a Port, todos os convidados o cumprimentam
e ele diz a eles: Sempre que algo estiver sem
solução procurem Harold Port, o mestre da descoberta
e da prisão! Todos os aplaudem e ele vai embora.


Deixe seu comentário pra mim sobre o que achou da minha obra e se tem algum elogio, critica ou sugestão.
Abraço e leia também minha segunda obra: Uma charada para Port.
Diego Greene
Enviado por Diego Greene em 23/06/2006
Reeditado em 10/07/2006
Código do texto: T181160
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Sobre o autor
Diego Greene
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
158 textos (12418 leituras)
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Diego Greene