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Caso Vivaldi (10)

                       Pouco tempo depois o telefone do quarto de Heloísa toca, ela corre para atender.
                       - Olá Heloísa. É a Dominique de novo.
                       - Oi Nique. Desculpe pelo incidente na sua casa, prometi tomar cuidado com o seu irmão. Mas já conversei com ele e decidimos ficar um tempo sem nos ver. Será melhor para nós dois.
                       - Peço desculpas também. Quando falei aquilo para você, não imaginava que a situação estivesse assim.
                       - Prometo que não acontecerá novamente, foi um acidente, uma burrice dos dois.
                       - Ainda bem que você vai dar um jeito nisso. Tenha um bom dia – falou Dominique.
                       - Você também, passe bem.
 
                       O telefone de Heloísa toca de novo, é o delegado perguntando se poderia fazer uma visita, pois tinha algo importante a tratar com a moça. Ela concorda e pede pra que ele visite-a sempre que precisar, em seguida desligou o telefone.
                       
                       
                       Dominique entra no quarto de Mariano e pede para conversar.
                       - O que foi Nique? Perguntou o irmão.
                       - É sobre a sua relação com Heloísa, que causou aquela confusão.
                       - Foi um acidente. Eu agi por impulso, Heloísa é apaixonante e acho que estou louco por ela.
                       - Eu não posso mandar nos seus sentimentos, mas, por favor, não deixe acontecer novamente. Você não quer piorar a situação com a mamãe.
                       - Nós vamos dar um tempo ao tempo, vai ser bom para nós, tudo isso aconteceu rápido demais depois que nosso irmão morreu.
                       - É bom que vocês façam isso – disse a irmã. Quer ir ao cinema com os seus irmãos?
                       - Não posso agora, tenho que voltar para o banco. Deixei algumas coisas pendentes. Obrigado pelo convite.
                       - E sobre o seu trabalho – disse a irmã – não deixe que te sobrecarregue. Desde que o nosso irmão morreu você tem se sacrificado no banco, tem feito o máximo para continuar com o trabalho dele.
                       - Eu sei, mas eu adoro trabalhar lá.
                       - Se isso é um prazer para você, não tenho o que questionar. Tenho que ir – disse a irmã e deu um beijo no rosto do irmão.
 
                       
                       A campainha da mansão Stadler toca, é o delegado. Hugo, o mordomo, pede para que ele entre e Heloísa chega logo em seguida ao hall, cumprimenta Matias e pede que a acompanhe até a sala de estar. O delegado acomoda-se no sofá e Heloísa vai direto ao assunto.
                       - O que o senhor deseja tratar comigo?
                       - A senhora poderia trazer os pertences de seu marido?
                       - Sim, eu posso – disse Heloísa, não entendendo o motivo.
                      Heloísa foi até o quarto e trouxe um pequeno baú. O delegado abriu e viu um isqueiro dourado com o símbolo da Porsche, fingindo que não conhecia, perguntou sobre o objeto.
                       - É um presente do pai dele, Henrique e o irmão tinham isqueiros iguais, o pai também. A família era louca pela Porsche.
                       - Você sabe quando eles ganharam o presente?
                       - No último Natal que Henrique passou com a família.
                      Matias percebeu que Heloísa estava ficando triste e interrompeu as perguntas.
                       - Interessante saber disso, mas agora tenho que ir embora.

                      Mariano tentou trabalhar, mas ficou pensando em Heloísa o tempo inteiro. Resolveu ir até a casa dela, mesmo que tivesse concordado em dar um tempo. O rapaz chega a casa dela e dá de cara com Matias, ele estava de saída, mas diz que ligará para a família dele. Heloísa esperou Matias sair e depois perguntou:
                       - O que faz aqui Mariano. Eu disse um tempo de algumas semanas, não de algumas horas.
                       - Eu sei, mas tinha que vir aqui falar com você.
                       - Ta bem. O que é tão importante para você interromper o trabalho e vir aqui?
                       - Estou apaixonado por você.
                       - O quê? Como assim?
                       - Eu sou apaixonado por você, sempre fui, até antes de você casar com Henrique.
                       - Você não está pensando direito. Vá para casa descansar.
                       - Estou com esse sentimento entalado desde que te conheci melhor. Mas você casou com meu irmão. Para mim aquele foi um momento de felicidade misturado com amargura.
                       - E agora você sente a necessidade de contar isso para mim.
                       - Fiquei tempo demais escondendo isso e precisava falar com você.
                       - Mariano, você está muito cansado. Já falei para você ir para casa descansar. Falamos outro dia.
                       Mariano ficou irritado com a atitude de Heloísa e saiu da casa dela bufando. Chegando ao carro ele gritou: - Você não entende! Viu que não adiantou e foi para casa.
                       
                       No caminho o telefone celular de Mariano toca, é o delegado perguntando se poderia fazer uma visita. Mariano diz que ele pode fazer a visita no dia seguinte. Matias agradece e desliga.
                      Mariano chegou em casa e viu que não havia ninguém presente, resolveu tomar um bom banho e comer algo. Depois fazer isso tudo foi verificar se havia recados na secretária eletrônica, tinha um de um rapaz chamado Fernando, procurava Madalena sobre um atestado médico e alguns exames. Mariano pensou sobre o que estaria acontecendo com sua mãe, pois ele só sabia que ela sofreu de depressão após o assassinato, mas não sabia de nenhuma doença.
Farah
Enviado por Farah em 24/08/2006
Código do texto: T224168

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Sobre o autor
Farah
Curitiba - Paraná - Brasil, 30 anos
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Farah