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De Violentada a Assassina

Ela acordou, olhou no relógio, eram quatro da manhã...era cedo para quem costumava levantar-se as sete da manhã para trabalhar, mas era o horário perfeito para quem já não conseguia dormir. Levantou-se. tomou um banho demorado, lavou calmamente seu corpo e seus cabelos, após isso hidratou seu corpo, perfumou-se e saiu de casa.
 Entrou no ônibus e seguiu rumo ao seu inimigo, aquele que a fez sofrer, aquele que tinha feito com que ela vivesse o maior pesadelo de sua vida, no caminho ficou olhando pela janela os postes passando, as arvores, as pessoas, o tudo e o nada.
 Chegando onde queria, desceu do ônibus quase que suavemente, ajeitando seu vestido que voava com o vento ao ponto de exibir suas coxas, andando pela rua reconheceu a casa de seu inimigo, pulou o muro, sua porta estava aberta, deixou os sapatos na porta e entrou descalça com passos de felina, foi até o quarto, ele dormia de bruços, virou-se e foi até a cozinha, com calma pegou uma chaleira, encheu-a de água e colocou no fogo, enquanto aquecia a água, acendeu um cigarro, sentou-se na cadeira, e segurou seu pulso esquerdo, que ainda doía pelos maus tratos recebidos do homem que dormia tranquilamente, seus olhos mais uma vez se enchem de lágrimas.
 A água já fervia, levantou-se, e nesse momento sua expressão mudou de deprimida a maldosa, pegou a chaleira e dirigiu-se novamente ao quarto, a posição dele na cama era perfeita, aproximou-se, mirou seu ouvido, e sem qualquer tipo de piedade, derramou aquela água fervente em seu ouvido e afastou-se.
 Ficou observando ele se contorcer, e vendo o sofrimento daquele homem, que em qualquer momento deu ouvido as suas suplicas, esboçou um sorriso que logo deu lugar ao ódio, ódio porque mesmo vendo aquele homem morrer, em nada mudaria o que ele havia feito com sua vida, a morte daquele homem não tiraria as marcas de seu corpo, então levou as mãos ao rosto na tentativa de conter a lágrima que brotou de seus olhos, o silêncio logo se fez, a morte estava ali e ela se dara conta de que sua dor era a mesma e chorou profundamente
FATIMA AFONSO
Enviado por FATIMA AFONSO em 19/09/2006
Código do texto: T243939

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Sobre a autora
FATIMA AFONSO
São Paulo - São Paulo - Brasil, 37 anos
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FATIMA AFONSO