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Caso Vivaldi (15)

                                Heloísa e Mariano chegam à Argentina, passam por toda a burocracia do aeroporto e vão para o hotel, chegando lá pegam a chave do quarto e vão desfazer as malas, como os dois chegaram de madrugada, vão dormir. No dia seguinte os dois tomam o café-da-manhã do hotel e vão passear pela cidade, tiram fotos do gigantesco lago, o Nahuel Huapi, dão uma boa caminhada pelas ruas e vão almoçar no restaurante Alberto. Depois do almoço voltam para o hotel, Heloísa ainda estava com um pouco de sono e foi cochilar um pouco, Mariano ficou assistindo a um jogo de tênis no restaurante do hotel. Após algumas horas Heloísa acordou e os dois foram a uma loja de chocolates para degustar os deliciosos chocolates, pediram um chocolate para cada um, que vinha com um pequeno copo de água acompanhando. Experimentaram vários tipos de chocolate, comeram até dizer chega, depois foram passear na calçada em frente ao lago, acabaram indo patinar em uma pista próxima dali.

                                Matias, Orlando e Cláudio foram acompanhados até o condomínio por mais dois policiais, os três haviam decidido que iriam interrogar todos os vizinhos, pois algum deles devia saber de alguma coisa a mais, não é possível que ninguém tenha visto ou escutado qualquer coisa, mesmo os vizinhos mais próximos afirmaram não ter visto alguma pessoa estranha naquela noite.

                                Franco acaba de chegar em casa e vê seu pai na sala de estar.
                                - Onde você esteve? Pergunta o pai.
                                - Fui assistir a uma exposição de fotos no museu novo.
                                - Estava sozinho ou acompanhado?
                                - Fui com o Vinícius, um amigo meu.
                                - Ele é seu amigo ou é aquele rapaz que está com você no plano de fundo do monitor?
                                - Andou bisbilhotando as minhas coisas? Que atitude feia para um homem importante como você. O Vini não é o que está comigo na foto.
                                - E quem é o rapaz da foto?
                                - Melhor o senhor não querer saber, não quero te causar mais desgosto.
                                - Eu me preocupo muito com você meu filho.
                                - Se preocupa com o quê? Com a minha felicidade ou apenas com a minha sexualidade?
                                - Com ambas as questões.
                                - Por que você não pára pra pensar e me aceita do jeito que eu sou?
                                - Porque não é fácil entender os motivos.
                                - Claro que não é, não tem explicação, opção sexual é irracional, não dá pra explicar através de uma operação matemática, é uma natureza psíquica. Você acha mesmo que as pessoas escolhem do sexo que vão gostar? Por que alguém escolheria sofrer com esse preconceito maldito que infecta essa sociedade hipócrita?
   
                                 Marco ficou calado, não tinha mais palavras, estava com raiva por não ter mais argumentos naquela hora.
                                 - O nome dele é Diego, e a propósito aquele foto foi uma brincadeira, estou sozinho. Por favor, informe-se melhor antes de me atacar.
                                 Marco ficou com mais raiva pela ousadia do filho de enfrentar o pai daquele jeito, mas reconheceu que invadir a privacidade de seu filho foi longe demais.
                                   
                                  No dia seguinte Mariano e Heloísa levantaram cedo, era o primeiro passeio e o ônibus sairia bem cedo. O primeiro passeio era para Cerro Bayo, um lugar espetacular, mas o frio era terrível, naquele dia chegou a fazer dez graus negativos, mas o casal desfrutou do fabuloso chocolate quente da montanha e do maravilhoso alfajor. Os dois aproveitaram ainda para bater muitas fotos.  Depois do passeio o casal parou em um restaurante perto do local, pediram uma massa para cada um e a melhor garrafa de vinho do restaurante.
                                   - É tão bom estar aqui de volta, comendo essa comida ótima e bebendo esse vinho maravilhoso – disse Heloísa.
                                   - Quer dizer então que eu venho depois da comida e do vinho? Interessante saber disso.
                                   - Claro que não, antes de você ainda tem as sobremesas – falou Heloísa, brincando com Henrique.
                                   - Ta bem, prometo não atrapalhar quando você estiver deliciando a sobremesa.
                                   - Acho bom.
                                   - E se eu quiser ser a sua sobremesa?
                                   - Como assim?
                                   Mariano se levanta da cadeira e começa a beijar Heloísa calorosamente no meio do restaurante.
                                   - Isto é apenas uma demonstração, no hotel você pode experimentar o resto.
                                   - Mal posso esperar – disse Heloísa.

                                   Matias, Orlando e Cláudio depois de vário interrogatórios finalmente acharam vizinhos dispostos a cooperar.
                                    - Muito bem Sr. Flávio, você disse que conversou com uma pessoa antes do assassinato. Ele disse o nome dele?
                                    - Não me recordo agora do nome que ele disse, mas vou tentar me lembrar, ele disse que trabalhava para uma empresa de entregas e que tinha uma encomenda para o Sr. Henrique.
                                    - Muito obrigado, vou deixar o telefone do meu escritório na polícia, se lembrar do nome e de qualquer coisa, me avise.
                                    - Claro delegado, vou procurar manter você informado. Boa tarde para vocês.
                                    Matias agradeceu e todos foram para o departamento de polícia. Orlando pergunta para Matias:
                                     - O que acha desse cara?
                                     - Tenho um palpite de que ele vai nos ajudar a encaixar muitas peças nesse quebra-cabeça.
Farah
Enviado por Farah em 27/10/2006
Código do texto: T275159

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Sobre o autor
Farah
Curitiba - Paraná - Brasil, 30 anos
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