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O sequestro.

Tudo começou quando dois rapazes foram assaltar um casal dentro de um escort XR3 e culminou com o seqüestro do rapaz que era filho de um rico pastor evangélico e deputado. João era seu nome, ele tinha se apaixonado pela bela mulata adolescente, Elisa, chegando a ficar noivo dela. Porém seus pais eram contra este namoro. Acontecera de João parar com o carro naquela área perto da favela para tentar explicar a Elisa porque tinham que acabar o namoro. Elisa chorava baixinho quando os dois bandidos os renderam. Ao reagir, João levou uma coronhada e desmaiou. Elisa prontamente explicou aos bandidos que seria mais vantajoso pedir um resgate que simplesmente lhe assaltarem a carteira. Passados três dias, os quais Elisa, Bene e Rogério se tornaram amantes e cúmplices.
Os contatos foram feitos e ficou combinado que eles libertariam Elisa para ser o único porta-voz que eles escutariam para as negociações.
Assim, Elisa passou as últimas oito horas
com os cabelos desgrenhados, ela se rolou  no chão do quintal do pequeno casebre onde eles mantinham João, ficando com pequenas escoriações.  Elisa estava na garupa da moto de Bene e quando pararam no sinal, já à uma razoável distancia do esconderijo. Dois asseclas do bando de Melecão os mandaram encostar no meio fio.
-Quem é essa aí, irmãozinho? Tu não tá sabendo nada de um seqüestro, né? Ou tá?
-Tô por fora, cumpadi. Deixa eu ir que a mina tá atrasada pro trampo!
-Nada disso, mané! Tu tá me escondendo alguma coisa!! Cadê teu cumpincha? Tu sabe que só se anda, no mínimo, em dupla pela área! Desce daí, que eu vou levar a motoca!
Os dois meliantes já tinham as armas a mostra mas não sacaram.
Elisa que ainda mantinha os braços em volta da cintura de Bene, sentia a coronha da pistola com as pontas dos dedos. O bandido que estava falando se aproximou mais e pegando Elisa em um dos braços, disse:
-Desce gostosa, que agora tu é minha e vou \"fechar\" esse crioulo!
Ele levou a mão a cintura e antes de sacar a arma, Elisa no desespero por adivinhar que o plano ia todo por água abaixo, foi mais rápida!!
Exceto Elisa, os outros dois participantes não souberam o que tinha acontecido naqueles segundos!!
O meliante falador caia lentamente para trás com um furo numa das bochechas e um tampão arrancado da parte de trás da cabeça espirrando sangue pra todo lado!!
Antes que o outro comparsa reagisse, Elisa atirou de novo acertando-lhe uma perna!! Ele cai gritando de dor! Elisa agora se dá conta do que fez e começa a tremer descontroladamente! Bene tira-lhe a arma das mãos e descendo da moto lhe acalma.
-Calma! Calma amorzinho!! Já passou. Calma!
Enquanto está consolando Elisa, o bandido para de gritar. Isto foi o alerta para Bene! Sem pensar duas vezes, virou-se rapidamente e disparou três tiros em direção ao bandido, matando-o instantaneamente!!
-Vambora daqui!
-Espera Bene! Me deixa num ponto de onimbus qualquer e volta pra pegar o Rô!! Eles não sabem por enquanto onde escondemos o João! O importante é vocês saírem definitivamente daqui da favela!! Deixa que eu já pensei no que fazer!!
Duas horas depois Elisa está no salão da bela casa num condomínio fechado, diante dos pais de João e de alguns componentes do esquadrão anti-sequestro. Toda chorosa, ela narra o \"terror\" que foi para ambos nas mãos dos seqüestradores e disse-lhes as condições do resgate. Os policiais fizeram mil perguntas, foram discutidos diversas vezes o valor, etc., etc. Tinham ainda que esperar o contato deles, que só falariam com Elisa. Estabeleceram que Elisa ficaria na mansão até o final do resgate e permitiram-lhe a visita dos pais. Elisa ponderou que um telefonema dela para eles era bastante, desde que eles soubessem que ela estava ali sendo protegida. Solicitou encaricidamente que seu tutor universitário pudesse vir visitá-la. Relutantemente os policiais concordaram.
Logo após a venda do escort de João para o Melecão, Rô e Bene compraram uma velha Kombi, três aparelhos walkie-talkie, três malas iguais e uma coleira e dez metros de corrente para cachorro.
O primeiro contato foi estabelecido ainda naquela manhã, antes do meio-dia. Os policiais tentaram de tudo para estabelecer dialogo, mas foi em vão.
Eles só falavam com Elisa e no outro lado da escuta, os policiais e os pais de João ouviam os inteligíveis berros de João! Era Rogério que dava este toque artístico, já bem longe do local do esconderijo.
Depois de muito bafafá, ficou acertado a quantia de 50 mil dólares. Não se sabe como, o pastor-deputado chegou com esse dinheiro duas horas depois e conforme as instruções o dinheiro deveria ser colocado na mala que Elisa chegara a mansão. A troca seria às nove horas da noite em um local ermo designado pelos captores.
Elisa deveria ser a portadora no momento da troca. Elisa foi pra suíte de hospedes descansar.
Quando o pastor chegou com o dinheiro, os policiais o colocaram dentro da mala que Elisa lhes deu. Ela então sugeriu por alto ao chefe que poderiam levar uma outra mala sem o dinheiro, somente cheia com qualquer coisa. Caso desse errado, era só recomeçar as negociações novamente.
O chefão disfarçou e minutos depois apareceu com uma mala idêntica pesando a mesma coisa que a mala que realmente continha o dinheiro.
-Tive uma idéia! Vamos dar uma pernadas nesses sacanas!!- exclamava ele, mostrando a nova mala
Elisa sorria intimamente. Se o chefão não tivesse caído no papo dela, a outra mala já estava preparada embaixo da cama. Era só fingir que de repente ía no banheiro, carregando a mala, e lá fazer a troca! Mas a vaidade do inspetor foi maior.
Logo após chegou Bruno que estava visivelmente abalado quando soube o que aconteceu com sua aluna preferida. Pareceu a todos que Elisa se tranqüilizava com a presença de Bruno, portanto todos acharam normal quando Elisa disse que ia descansar um pouco, e se retirou para a suíte. Lá ela acionou o walkie-talkie e passou as instruções.
- Entrem em contato com Melecão. Digam que vocês têm o refém e que em troca do perdão pela morte dos dois comparsas dele e pela grana que eles roubaram do Banco, vocês podem lhe entregar o refém, que já está acertado em 50 mil dólares pelo resgate e passem todo o plano pra eles, inclusive do local onde a Kombi deve ficar, de colocarem a coleira com os dez metros de corrente em João e quando um Opala Commodoro se aproximar, eles mandarem o João ir apanhar o dinheiro. Qualquer coisa errada eles poderão puxar o João de volta. Mas isso não vai acontecer, pois eles não vão querer arriscar a vida do João.
Falem exatamente isso pro Melecão - prosseguia Elisa.
- Após receberem a grana, venham aqui e esperem os policiais saírem. Eles vão deixar só o chefão comandando daqui, e o resto vocês já sabem...
Os policiais não sabiam da Kombi, nem que João estaria com dez metros de corrente no pescoço, mas foram se prostrar em lugares estratégicos no local.
Às vinte horas começou aquela movimentação e últimos retoques na operação e o quê cada um tinha que fazer. Fizeram um pequeno ensaio.
Quinze minutos depois partiram para o local do resgate e quinze minutos depois dois policiais, com o colete do esquadrão anti-seqüestro, se aproximam da mansão numa motocicleta.
Os seguranças da guarita os deixaram passar imediatamente. Quando eles bateram a porta estavam com as cabeças encapuzadas.Tomados de surpresa, o policial, Bruno  e os familiares de João levaram um tempo pra reagirem. Rogério atirou logo no policial, acertando-lhe a coxa. Bene se apossou da mala, abriu-a, verificou o dinheiro e cinco minutos depois estavam voando pela estrada!!
-Eu acho que vi movimento lá dentro daquela Kombi! - falou baixinho Elisa, esperando sugestionar os policiais dentro do Commodoro.
-Atenção equipes!! Alvo possivelmente dentro da Kombi estacionada à direita! Esperem ordem de atirar!! Francos atiradores em prontidão!! Escolham o alvo...
Melecão, seus quatro comparsas e João, viram o Opala se aproximando. Conforme o combinado, pararam em perpendicular à Kombi, a menos de cinco metros no outro lado da esquina. Logo após uma maleta foi mostrada pela janela do Opala. João saiu de dentro da Kombi com a longa corrente presa ao seu pescoço e caminhou se cagando de medo até chegar a janela e segurar a mala. Esta foi a última visão de Melecão e seus asseclas! Em trinta segundos tudo estava terminado. Os francos atiradores não erraram um só tiro!!
-Comandante! Missão cumprida com excelência! Nenhuma baixa e refém recuperado ileso!! Cambio!- e o chefe do pelotão ficou por um tempo insistindo sem obter resposta.
Por fim resolveram levar o refém pra casa junto com Elisa que chorava copiosamente abraçada a um assustadíssimo João, todo mijado. Durante o percurso ficaram sabendo do assalto a mansão, possivelmente feito por policiais!! Assim, quando chegaram lá, toda a equipe teve ordem de prisão para averiguação. Pois os únicos elementos de fora que sabiam de toda operação e que o dinheiro tinha ficado na mansão eram os policiais. Elisa e Bruno estavam fora de suspeita, pois ambos nunca chegaram perto do telefone. Se levantou a hipótese que o pastor-deputado estivesse envolvido. Mas como ele provou, extra oficialmente, aquele dinheiro não era declarado em seus bens, portanto ele não tinha motivo para roubar o próprio dinheiro. Em suma, durante meses, todos os policiais envolvidos ficaram afastados e sob vigilância!! Assim que Elisa foi liberada uma hora depois de tudo acabado e do escândalo do roubo ter começado, Bruno a levou até em casa.Não sem antes, a pedido de Elisa, que fossem pra um motel por uma hora ou duas!! A bela adolescente mulata disse estar excitadíssima com o
acontecido!!
Ao chegarem na casa de Elisa, seus pais a receberam com muito choro e alívio. Agradeceram tanto a Bruno, como se ele tivesse feito alguma coisa, (além de ter feito sexo com a bela ninfeta à vinte minutos atrás!!) Na despedida, Elisa acompanhou Bruno até o carro caminhando a seu lado com as mãos pra trás.
-João que casar comigo imediatamente! Eu não sei se quero.
 
Raferty
Enviado por Raferty em 02/09/2005
Código do texto: T47132
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Sobre o autor
Raferty
Santos - São Paulo - Brasil, 58 anos
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