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A Obra da Criação

Neste simples cordel
Para todos quero falar
Daquele que sempre existiu
Sem ninguém LHE criar
ELE nasce do nada
Sem ninguém LHE gerar.


Passado muito tempo
ELE resolveu trabalhar
E uma obra a cada dia
Fazia sem parar
Cuidava de tudo com esmero
Sem parar pra descansar.


No fim de cada dia
Ficava a observar
O que havia criado
E dizia sem duvidar
Foi bom mas ainda
Tenho que continuar


Observando as trevas
Depressa a luz quis criar
Separou uma da outra
E disse sem demorar
As trevas serão a noite
E de dia a luz vou chamar


Depois do Primeiro dia
Decidiu continuar
Desta vez pensou ELE
As águas vou separar:
E de Céus, o firmamento
Quis Ele denominar .


Pensou: debaixo dos Céus
As águas vou todas juntar
E bem depressa as reuniu
Todas num mesmo lugar
E a esse ajuntamento
Deu o nome de Mar.


Separado das águas
Surgiu noutro lugar
O elemento árido
Bonito de encantar
A este ELE resolveu
De terra lhe chamar.


Ervas e muitas árvores
Fez da terra germinar
E as plantas frutíferas
Vieram pra completar
Elas produzirão frutos
Serão para alimentar


Nasceram outras plantas
Para complementar
Umas para dar sombra
E outras para curar
E ao fim do terceiro dia
Que beleza sem par!


Luzeiros foram criados
Pra noite do dia separar
O Sol pra iluminar o dia
E Lua pra noite clarear
Criou também as estrelas
Brilhantes a cintilar


Foi este o quarto dia
Que esteve a trabalhar
Criando estas belezas
Pra nos presentear
Estão eles até hoje
Sempre a iluminar.


Iniciando o quinto dia
Decidiu agora criar
Animais de toda espécie
Pra na terra habitar
E a eles ordenou
Para se multiplicar. 


Uns voavam sobre a terra
Outros estavam a se arrastar
Alguns para se locomover
Nas águas estavam a nadar
E cada um a seu modo
Devia colaborar.


Para cuidar da sua obra
ELE sem pestanejar
Criou o bicho homem
E disse ao lhe entregar:
Você é dono de tudo
Domine sem depredar.


Á sua imagem e semelhança
Ele acabou de criar
A criatura mais bela
Para servir-lhe e amar
Dotou-lhe de inteligência
Para a diferenciar.


No fim do sexto dia
Parou de trabalhar
Estava a obra completa
Sem nada mais faltar
Agora Ele teria
Com quem conversar


Pelo nome de Adão
Resolveu lhe chamar
Pois foi tirado da terra
Pra onde deveria voltar
Se acaso algum dia
DELE viesse se separar


Trouxe todos os animais
Para o homem admirar
E disse é você
Quem vai os batizar
Escolha os nomes
Como os quer chamar.


Adão deu-lhes nomes
Sem a ELE consultar
Pois tinha a liberdade
De tudo realizar
Mas ficou insatisfeito
Por não tinha um par.


Notando sua tristeza
Quis lhe agradar
Fez com que dormisse
Para lhe completar
Tirou-lhe uma costela
E dela fez seu par.


Ao acordar do sono
Adão a observar
A criatura que estava
A lhe ladear
Disse muito feliz
De Eva eu a vou chamar


O Criador satisfeito
Parou de trabalhar
Pois estava tudo pronto
Nada estava a faltar
E no sétimo dia
Resolveu descansar.


Terminei a história
E vou lhe perguntar
Existe alguém capaz
De ainda duvidar
Do Criador que tudo fez
Apenas por amar?


É inacreditável
Ter que lhe declarar
Que há outra versão
Que está a discordar
Da de Deus Criador
Que acabo de narrar.



Com som em:
http://www.marineusantana.recantodasletras.com.br/visualizar.
php?idt=184159

marineusa
Enviado por marineusa em 28/06/2006
Reeditado em 17/08/2007
Código do texto: T184159

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Sobre a autora
marineusa
Brejo Santo - Ceará - Brasil, 71 anos
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