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A MULATA QUE SUBIU AOS CÉUS...

VOU LI CONTÁ, MEU AMIGO,
O QUE SE DEU-SE COMIGO,
NUM RASTAPÉ, LÁ NA ROÇA:
EU LÁ DANÇAVA, CONTENTE
QUANDO A MULATA CHEROSA,
APARECEU DERREPENTE.

II
ELA SORRIU PARA MIM
E DISPPOIS – FOI BEM ANSIM,
NÓIS NOS PUSEMO A DANÇÁ.
ERA FERMOSA A MULATA
CUMO NUM VÍ OUTRA IGUÁ,
NESSAS BANDA AQUI DA MATA.

III
SUAS ANCA ERA BEM FEITA
E ELA, TODA SATISFEITA,
CADA VEZ MAIS, ME APERTAVA.
ERA NOITE DE SÃO JOÃO
E NA GARGANTA ISCUTAVA
O BATÊ DO CORAÇÃO...

IV
OS SEUS ÓIS ERA UM AÇOITE
MAS, PERTO DA MEIA NOITE,
A MULATA FOI SAINDO.
EU SAÍ LOGO DISPOIS,
SONHANDO UM SONHO BEM LINDO,
QUE SÓ CABIA NÓIS DOIS...

V
FOI QUANDO, A VI, LÁ DISTANTE
E NOTEI, NO MESMO INSTANTE,
QUE NAS NÚVE ELA SUBIA,
QUE A MULATA – AVE MARIA! –,
ERA MESMO ASSOMBRAÇÃO!


VI
TREMI DOS PÉS A CABEÇA
E DEUS PREMITA QUE ISQUEÇA
DO QUE FOI ME ACONTECE!
ESSA VIDA É MESMO INGRATA
POIS NUM CONSIGO ISQUECÊ
DAS ANCA DESSA MULATA!
Marcos Coutinho Loures
Enviado por Marcos Coutinho Loures em 01/08/2006
Código do texto: T206985
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Sobre o autor
Marcos Coutinho Loures
Muriaé - Minas Gerais - Brasil, 80 anos
29 textos (3212 leituras)
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