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DEBAIXO DESTE LENÇOL.

Manoel Lúcio de Medeiros.

1
Debaixo deste lençol,
há um calor que nos cerca,
O teu amor que não breca
me acelera na cama,
O qual meu corpo inflama,
num fogo ardente que une,
E teu amor que me pune,
me faz escravo do amor!
2
Debaixo deste lençol,
me sinto tão amarrado,
Estando preso ao teu lado,
eu sinto em tudo delícia,
Ficando preso um no outro,
desfruto o maior gosto,
Tendo comigo o teu rosto,
me dando toda carícia!
3
E calor que derrete,
na chama nós dois se mete,
sinto do fogo a força,
é labareda de moça,
Faz que eu todo me torça,
coisas que só o amor verte,
Pode haver outros brinquedos,
mas só o teu me diverte!
4
Debaixo deste lençol,
acaricio a tua touca,
Sinto-me rei do amor,
em ver-te assim tão louca,
Tu te perdendo em meus braços,
e no meu grande abraço,
me viro um homem de aço,
beijando tua linda boca!
5
Debaixo deste lençol,
eu só te falo baixinho,
Porque os nossos ouvidos,
se acham bem coladinhos,
Aqueles que nos escutam,
estão perto do banheiro,
São testemunhas do amor,
colcha, colchão, travesseiro!
6
Debaixo deste lençol,
te digo versos, poemas,
Eu abro o meu coração,
te faço as minhas cenas,
Frutos da minha paixão!
Enquanto não vem o dia,
À noite traz alegria,
em cima deste colchão!
7
Debaixo deste lençol,
ouço tua boca falar,
A tua voz tão suave,
me faz todo arrepiar,
Eu só falto me tremer,
com tanto amor para amar,
E quando o lençol arrocha,
eu sinto faltar o ar!
8
Debaixo deste lençol,
a melhor hora existe,
A gente esquece a briga,
pertinho, quem fica triste?
A noite passa ligeira,
vem do relógio um temor,
Que as horas tragam o dia,
no meio do nosso amor!
9
Debaixo deste lençol,
Nós somos dois prisioneiros,
Acorrentados de amor,
presos neste cativeiro!
Faço da cama o meu mar,
mergulho sim nesta onda,
Jogo na água o anzol,
pego meu peixe na alfombra!
10
Debaixo deste lençol,
escuto o teu juramento,
São as loucuras do amor,
que brotam do pensamento,
tanto chamego na cama,
o teu amor me inflama,
Nosso lençol pega fogo,
no meio de tanta chama!
11
Debaixo deste lençol,
o nosso sono é tão pouco,
E quando amanhece o dia,
parece até que estou rouco,
me falas com alegria,
parece até que estou morto,
O teu amor é tão doido,
Que quase eu fico torto!
12
Debaixo deste lençol,
o travesseiro é quem sofre,
Nosso colchão até geme,
lhe falta mesmo à sorte,
A nossa cama balança,
e agente ali nunca cansa,
De ser feliz em amar,
no quarto do nosso lar!
13
Debaixo deste lençol,
recebo a tua massagem,
Tão fresca quanto o mentol,
Tira-me as dores das costas,
e eu vejo a tua paisagem,
renovo todo o meu amor,
nos teus carinhos sem dor,
eu me transformo em trator,
e faço a terraplanagem!
14
Debaixo deste lençol,
Há um carinho é eterno,
Contigo por toda a vida,
sono de amor tão terno,
Em meio a tanta carícia,
desfruto tuas delícias,
Sentada aqui no meu colo,
gozando a tuas primícias!
15
Debaixo deste lençol,
antes eu também sonhava,
Que tudo quanto quisesses,
eu logo adivinhava,
Mesmo antes de pedires,
eu já estava te dando,
E o teu amor desfrutando,
naquilo que mais amava!
16
Debaixo deste lençol,
eu provo do teu arroxo,
Eu mudo até de cor,
parece que fico roxo,
Eu fico tonto e gelado,
e tu sempre ao meu lado,
Dando-me o teu cuidado,
dizendo que homem frouxo!
17
Debaixo deste lençol,
eu fico quase a voar,
tu me apertas com força,
parece um tamanduá,
Mas que mulher pra ter força,
assim é o amor de moça,
Quem não tem pena de louça,
quando pega é pra quebrar!
18
Debaixo deste lençol,
até me chamas de mole,
Procuro oxigênio,
me falta logo o ar,
Respiro que nem um fole,
para poder escapar,
O amor na vida que é forte,
É time que não se bole.
19
Debaixo deste lençol,
até estrelas eu vi,
Pensava estar no céu,
voando no horizonte,
E sem querer vi teus montes,
me sacudindo poeira,
Eu dei um pulo por cima,
fazendo até capoeira!
20
Casal que muito se ama,
fica fraco que nem palha,
O lençol se rasga cedo,
e os pedaços se espalham,
São tiras de um grande amor,
que faz toda acrobacia,
O colchão pode ser duro,
mas numa noite amacia!
21
Pra terminar a história,
vou sair deste lençol,
Enquanto a noite termina,
o dia aguarda o sol,
E eu aguardo outra noite,
porque eu sou teu parceiro,
Na cama que tem lençol,
no fim, só fica o balseiro!
22
Saiba amigo leitor,
Que só o amor é tão puro,
Nele não há, nenhum muro,
Para seu ato ofuscar,
Ele é fruto de Deus,
E dentro do casamento,
Amar é o maior talento!
23
Vamos gozar mais do amor,
Desfrutar mais a união,
Pois o casal que se ama,
Não necessita traição,
Nada será mais bonito,
Que um casal sem atrito,
Tenha um só coração!
24
Debaixo do seu lençol,
Ame o homem a esposa,
Faça, pois dela, sua lousa,
Pra declarar seu amor,
Não negue amor aquela,
Que o melhor da panela,
Sempre pra ti preparou.
25
Debaixo do seu lençol,
Ame a esposa o esposa,
E lhe conceda o carinho,
Faça da cama seu ninho,
E gozem deste amor,
E que na benção de Deus,
Dêem às brigas adeus!



 
Direitos autorais reservados.






 



Malume
Enviado por Malume em 17/10/2006
Reeditado em 17/10/2006
Código do texto: T266607
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Sobre o autor
Malume
Fortaleza - Ceará - Brasil
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