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Atentado Cordelista
Tere Penhabe

Por essas trilhas da vida
vi de tudo acontecer
vi homem virar mulher
vi mulher esmorecer
mas nunca vi nessa vida
atentado cordelista
como esse que hei de ver.

Surgiu no Poesia Pura
o pavio desse estopim
aceso sem amargura
por poetas querubins
o tal Rubênio Marcelo
sem foice e sem martelo
deu início ao motim.

Uma lista caprichada
com nome de todo jeito
dali surgiu a bancada
pra desbancar o sujeito
Bush vai ter o prazer
de poder reconhecer
atentado brasileiro.

Não há bala ou avião
nem míssel mais eloquente
que as prosas e poesias
cantadas por nossa gente
se gosta tanto de guerra
Bush verá dessa terra
armas muito diferentes.

A alegria pela vida
que cultivamos aqui
não existe ser no mundo
que saiba retribuir
matar fome na avenida
futebol curar feridas
ainda conseguir sorrir.

Para cada rapazola
que Bush mandou matar
levaremos um poema
uma prosa pra lembrar
hei de ver os estilhaços
de arrogância, não de aço
explodindo em pleno ar.

Se isso não acontecer
se esse homem não chorar
se ele não compreender
a força do verbo amar
então deponho a caneta
abandonarei as letras
nunca mais vou poetar.

Santos, 29.04.2006_19:20 hs
Tere Penhabe
Enviado por Tere Penhabe em 31/10/2006
Código do texto: T278347

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Sobre a autora
Tere Penhabe
Santos - São Paulo - Brasil, 61 anos
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Tere Penhabe