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VELHO CHICO, NOSSA VIDA

Origina-se numa fonte
Na Serra da Canastra
No estado de Minas
Depois banha a Bahia,
Pernambuco, Alagoas e Sergipe
Com suas águas cristalinas!

De suas fontes
Brotam mais que águas...
Há rios de esperanças
Que trazem a fertilidade
Dão vida ao sertão
E nossas terras alcançam!

E as águas que nos banham
Chegam a aldeias distantes
E as nutrem de esperança...
São a vida do sertanejo
Transformando terras inférteis
E anunciando um tempo de bonança.

A força de suas águas
Gera tanta energia!
Ilumina e fornece o calor
Ao longo de todo o Nordeste
E o faz conhecido
No Brasil e no Exterior!

Mas o homem tem sido cruel
E há tanta poluição...
A céu aberto há tantos esgotos
Ligados diretamente ao rio
Contaminando suas águas
E o matando de desgosto.

É o Velho Chico, o "Chicão"
Um velhinho doente
Que nos pede a atenção...
É um moribundo ao léu
Jogado ao leito...
E ainda falam em transposição!

Sabemos do sofrimento
Dos nossos queridos irmãos
De Pernambuco, Paraíba e Ceará...
Há estiagem e seca braba
Mas não podemos
O nosso rio sacrificar!

Antes de tudo, é preciso
Que o revitalizemos,
Cuidemos de sua bacia
E devolvamos sua saúde...
Cumpramos a nossa missão
Em nome da harmonia.

Após algum tempo
Com toda a força
E vitalidade reestabelecidas
Quem sabe não é possível
Que ele nos agradeça
E mais nos alimente a vida?

Que acordemos, ainda é cedo
E repensemos a transposição...
Se ela deve acontecer!
É preciso que saibamos
Que "quem gera vida
Não pode morrer"!

Poema escrito em 01/07/2006



GENERINO GABRIEL
Enviado por GENERINO GABRIEL em 28/11/2006
Reeditado em 18/02/2013
Código do texto: T303922
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
GENERINO GABRIEL
Juazeiro - Bahia - Brasil, 47 anos
39 textos (2758 leituras)
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GENERINO GABRIEL