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O RETRATO DA POLÍTICA BRASILEIRA-21.

Estou de volta outra vez,
Trazendo mais um cordel,
Que trás o tema política,
Um tremendo mausoléu,
Pois esse tema intrigante,
Que um anjo itinerante,
Tentou implantar no céu.

Freqüentemente eu digo,
Que isso é coisa do capeta,
Pois nela não existe santo,
É o ramo das mutretas,
O sujeito entra sem nada,
E depois da temporada,
Não quer mais soltar a teta.

Com a política brasileira,
Repleta de enganação,
Nela as leis são torcidas,
Um antro de maldição,
Na política os honestos,
Torna-se os mais esperto,
Sem nenhuma apelação.

Não se firma na política,
Aquele que fala a verdade,
Logo, logo se estrumbica,
Por não ter a afinidade,
Assim logo num ensaio,
Entra no mesmo balaio,
Da fraudulenta irmandade.

É só entrar na política,
Que o cara sai da lona,
Até mesmo endividado,
Nos grandes pega carona,
Enturma-se com a galera,
Rapidinho sai da miséria,
E pôe a maldita em coma.

É mal que não tem cura,
Essa política brasileira,
Ta cheia de sanguessugas,
De roubos e bandalheira,
Se isso assim continuar,
Nosso país vai afundar,
Em miséria rotineira.

O que mais me preocupa,
É saber que o eleitor,
Vota sem preocupação,
Em qualquer José Fulô,
Pra aumentar o tormento,
Elege qualquer jumento,
Com aparência de doutor.

Ninguém sabe o que fazer,
Pra acabar essa anarquia,
Pois a política no Brasil,
É coisa de autarquias,
Quando um cabra é eleito,
Ao sair deixa no pleito,
Outro membro da família.

Essa política brasileira,
É uma eterna lambança,
Onde o bando de pilantra,
Matam nossas esperanças,
Deixa o pobre a roer osso,
Com a corda no pescoço,
E eles enchendo a pança.

Agora com as lambanças,
Do badalado mensalão,
Pois todo mundo já sabe,
Que lograram esta nação,
Sentença é pra inglês ver,
E ainda podem recorrer,
Pra se livrar da prisão.

Já vem dois mil e quatorze,
Ano de copa do mundo,
Também ano de eleição,
Pra  Sarney e todo mundo,
Parece que estou vendo,
Muita gente se perdendo,
Dormindo sono profundo.

Os coronéis da política,
Já montaram seu reinado,
Perde um ano volta outro,
Como que predestinados,
Mentem para ser eleitos,
E depois estufam o peito,
Rindo dos abestalhados.

Olha eu já perdi as contas,
De quanto desses covardes,
Por desviarem o dinheiro,
E da tal de improbidade,
São como lobo em matilha,
Organizam as quadrilhas,
Na maior tranqüilidade.

Pois tenho minha opinião,
Não escondo de ninguém,
Que o pobre é que nem boi,
Não sabe a força que tem,
Pra escapar desse sufoco,
Vamos dá uma de louco,
E a cada um votar no sem.

Sem panfletos pelas ruas,
Sem roubo e corrupção,
Sem gasto e propagandas,
No rádio e na televisão,
Sem o voto de correntes,
Que elege muita gente,
Nessa indigna profissão.

Nesse sistema político,
Já está tudo ultrapassado,
Pois são as mesmas figuras,
Que vivem lá encostados,
Com salários imaginários,
A corja de mercenários,
Deixando o povo lascado.

Perde o pai e ganha o filho,
Numa grande aberração,
Pra ficar tudo em família,
Cada qual mais charlatão,
Vão só engordar a conta,
Deixam as pessoas tontas,
E assim afundam a nação.

Se o assunto é dinheiro,
Não se fala em mixaria,
É só de milhões pra cima,
Nas contas que se desvia,
Lá nas ilhas das Bahamas,
Cada um tem sua cama,
Feitas com nossas valias.

É lá nos paraísos fiscais,
Que  eles estão a depositar,
Muitos milhões desviados,
Pra em seguida aqui voltar,
Tirando os nomes da lista,
Se puder compra a justiça,
Depois vão comemorar.

Cosme B Araujo.
01/10/2013.
CBPOESIAS
Enviado por CBPOESIAS em 01/10/2013
Código do texto: T4506289
Classificação de conteúdo: seguro

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