" A CRIAÇÃO DA MULHER, E A INVENÇÃO DO CASAMENTO".

Num instantes de inspiração,

Que a mim não são alheio,

Pus-me escrever esse texto,

E o fiz mesmo sem receios,

Com a inspiração do Céu,

Pude compor esse cordel,

Pra os instantes de recreio.

Diz-se que o povo antigo,

Cheios de entendimento,

Contando tantas histórias,

E sem o constrangimento,

Ao falar dessas asneiras,

Revelar por que maneiras,

Inventou-se o casamento.

Tantos dizem abertamente,

Que esse tal de casamento,

Não foi criado por Deus,

Por esses constrangimentos,

Que foi somente a maneira,

Pra essa vida rotineira,

Mudar em dado momento.

Isso pro mundão lá de fora,

Que o certo é sempre erado,

O que acontecer é normal,

Que tudo é lícito e liberado,

E sem nenhuma restrição,

Segue o mundo a lei do cão,

Com as práticas do pecado.

Mas para nós os cristãos,

Que de Deus temos temor,

Sabemos que não é assim,

O que Deus nos ensinou,

Embora que feitos do pó,

Mas uns dos dois viver só,

A seus planos não chegou.

E só sendo mesmo Deus,

Um ser mega inteligente,

Pra unir de tal maneira,

Dois seres tão diferentes,

Pra viverem lado a lado,

Mesmo sendo complicado,

E se amar mutuamente.

Contam eles esse causo,

Desde a nossa criação,

Que Deus com sabedoria,

Por ter a grande afeição,

Como parte de seu plano,

Quis criar o ser humano,

E começando por Adão.

Haja visto que o criador,

Fez o homem com capricho,

Deu-lhe a responsabilidade,

O encheu de compromisso,

Deixando-o sempre ocupado,

Como sendo sentenciado,

Pra por o nome nos bichos.

E assim lá no paraíso,

Já depois de tudo feito,

No meio da bicharada,

Adão impunha respeito,

Porem sozinho estava,

Viu que algo lhe faltava,

Pra tudo ficar perfeito.

Adão sem nada de bobo,

Começou ficar grilado,

Vendo que cada animal,

Que tinham sido criado,

Do Rinoceronte a Ema,

Cada macho uma fêmea,

A caminhar ao seu lado.

E Deus com sabedoria,

Disse Adão filho amado,

Não quero te ver tão só,

Com o semblante pesado,

Dar-te-ei uma ajudadora,

Uma linda e progenitora,

Que seja do teu agrado.

Assim Deus por sua vez,

Pra acabar sua tristeza,

Deu um nocaute em Adão,

Que não esbanjou defesa,

E em seu profundo sono,

Deus pode cumpri o plano,

E fazer-lhe uma surpresa.

E como quem está morto,

Não sabe do que se passa,

Deus procurou a matéria,

Pedra, madeira e até massa,

Mas não tinha consistência,

Pra se unir com excelência,

A qualquer cor, beleza e raça.

Então Deus criaria um ser,

Que guardasse seus ditames,

Mas qual parte era perfeita,

Que pegasse bem no nome,

E pra nossa grande sorte,

Fez Deus da parte mais forte,

Que está do lado do homem.

E assim pôs Adão deitado,

Pra adormecer em terra fria,

Ficou como que anestesiado,

E ao ser tocado nem sentia,

Foi que Deus nesse momento,

Pegou os seus instrumentos,

Fazendo a grande cirurgia.

Tirou dele uma costela,

Criando a linda princesa,

Encheu o lugar de carne,

Com maestria e destreza,

Fazendo dela a mulher,

Acredite quem quiser,

A joia de rara beleza.

Quando Adão despertou,

Daquele sono obrigado,

Não é que da tal cirurgia,

Onde Deus tinha operado,

Estava intacto e perfeito,

Já estava do mesmo jeito,

Nem o sinal tinha ficado.

Assim Adão quando viu,

Toda aquela formosura,

E ainda meio sonolento,

Teve pequena tontura,

Mas viu ali do seu lado,

O seu ser mais almejado,

Natural sem ter pintura.

Por que de mim foi tirada,

Disse vou chama-la varoa,

Pois Adão nessas alturas,

Já estava sorrindo a toa,

Deu a ela uma piscadinha,

E constituindo-a rainha,

Muito embora sem coroa.

Pois o Adão no paraíso,

Embora não assalariado,

Era ele ali responsável,

Por trabalho complicado,

De animais em multidão,

Pois era dele tal função,

Ter os nomes registrados.

É que Adão sendo sozinho,

Não tinha preocupação,

Passava o tempo inteiro,

No exercício da função,

Com a vinda da mulher,

Pra lhe fazer um cafuné,

Tomou a outra direção.

Então desse dia em diante,

Adão bem mais ocupado,

Cuidando das bicharadas,

Mas já não tão apressado,

Talvez por esse motivo,

Tem tanto bicho hoje vivo,

Sem seu nome registrado.

Quem nunca ouviu dizer,

Das esposas e dos maridos,

São diferentes concordo,

Em tudo até nos sentidos,

Mas com o passar dos anos,

Vão ambos se modelando,

E se tornando parecidos?

Cai por terra um tal ditado,

Que é um tanto corriqueiro,

Que mulheres são inferiores,

Diz-se pelo mundo inteiro,

Reza o enganoso agravante,

O homem é mais importante,

Por que foi feito primeiro.

Somos meigas inteligentes,

Diz ela de armas em punho,

Algumas são bem veementes,

Ao darem esse testemunho,

Numa mensagem cristalina,

Ninguém cria a obra prima,

Sem ter primeiro o rascunho.

Os machistas me perdoe,

Pois estão certas acredite,

Embora muitos se ufanem,

E as razões não se admitem,

Comentam sem citar nome,

Deus fez primeiro o homem,

Pra mulher não dar palpite.

Mas vejam só que asneira,

Sejam contra quem quiser,

Mas já vi de tudo um pouco,

E nem sei se é por má fé,

Mas já vi tantos maridos,

Nos problemas envolvidos,

Por não ouvir a mulher.

Está certo que a mulher,

Tem dez assuntos por hora,

De fato está comprovado,

Que jogam conversa fora,

Porem se esquece o coitado,

Que vai ficar arrasado,

Se a tal decide ir embora.

Nenhum dos dois são iguais,

Já está mais do que provado,

Com qualidades ou defeitos,

Que nem são aqui citados,

Vejam que impressionante,

Mas sentem falta constante,

Estando os dois separados.

Deus fez a mulher do osso,

Mas deu-lhe alma e coração,

De dois seres diferentes,

Conseguiu a conjunção,

A ser unidos e não rivais,

Deixando suas iniciais,

Dos dois em uma das mãos.

Pois não há coisa melhor,

Que uma boa vida a dois,

Não há bonito e nem feio,

Nem cor ou raça quem sois,

Quando o amor é pra valer,

Nenhum dos dois quer saber,

Quem veio antes ou depois.

Se casamento fosse ruim,

Como afirmam ser verdade,

E viver só fosse tão bom,

Sem estresses e ansiedades,

Não existiriam milhares,

Aqui e em tantos lugares,

Querendo a cara metade.

Que tantos não admitem,

Deus é mui sábio pra errar,

E jamais deixaria algo,

Que não fosse precisar,

Por essa razão fez o casal,

Pra quando no temporal,

Um no outro se encostar.

Tá certo que neste século,

Com um monte de tecnologias,

Não há mais aquele apego,

Que em outros tempos se via,

Isso tem sido um problema,

Pros casais grande dilema,

Que tantos nem desconfiam.

Assim tudo tão moderno,

Cada um vai pro seu lado,

Casais só se vêm à noite,

Como se o pacto quebrado,

E seguem assim na rotina,

E quando a união termina,

Vão chorar os resultados.

Mas acreditem numa coisa,

Sem ter nenhum preconceito,

Mesmos sendo conscientes,

Que ambos tem seus defeitos,

Mas Deus encheu o coração,

De um dos dois de mansidão,

Pra serem um casal perfeito.

E assim mesmo diferentes

Conseguem ter harmonia,

Mesmo que as dificuldades,

Mascarem vossas alegrias,

Embora surjam imprevisto,

Que não se achavam escrito,

Na existência de seus dias.

Cosme B Araujo.

07/09/2014.

CBPOESIAS
Enviado por CBPOESIAS em 07/09/2014
Reeditado em 07/09/2014
Código do texto: T4953076
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