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A COBRA DAS MUIÉ!

Comadre Hull de La Fuente
Preciso chamar o Zezito,
Esse negócio de sucurí
Não consta do meu escrito,
As cobras comem pererecas,
Estas, estão no meu quesito!


Saravá, saravá...sêim lavá,
Cumádi Hull de Lá Frênti,
Vím aquí pra módi ajudá
E falá o quí áxo diferênti,
Iêu tava nu Río Itoloró
E ví éça cóbra istridênti!


A boiáda fôi atravessãno
Pro ôtro lado, ôtra beráda,
Atravessô tudo os boizín
Aí, fiquêio numa inrascáda,
Pôiz ví lógu du mêo ládo
Bôca de cóbra arreganháda!



Gritêio: -Dêuzo, ajúda iêu!
O bóti a cóbra fôi armá,
Quano iéla mí dêo o bóti
Entrêi nêli, cumessêi a remá,
Cum o bóti déça sucurí
Xeguêi do ôtro ládo di lá!


Ví a muié cum sêo marído
Numa canôa, só passeâno,
Tinha um mininím junto
A cóbra fôi dispensãno,
Inguliu só o hômi magrím
A muié,iéla dexô ingordâno!


Máiz, a estória verdadêra
Ninguéim gósta di contá,
A cóbra inguliu o póbri
A muié resorvêu infrentá,
Acabô ingulíno a cóbra
Áo Delegádo num pôdi mostrá!


Os dôis pião aparecêro
Pusquê a muié táva gritâno,
A sucurí iéra bêim grândi
Duas menó iêles fôro mostrâno,
A muié sumíu cum iélas
Pra delegassía fôi chorâno!


O Delegádo ficô curiôzo
Quiría vê dipreça o páu
Ninguéim çabía ondi táva
O iscrivôn sí sintío máu,
Percisáva só duma cobrínha
Pra iscondê nu sêo bornáu!


A leitôra quí falô íço
Dí ôtra fórma cumunicô,
Iéla móra numa sidádi
Quí um sântu já recramô...
Ispursô Sôm Jusé dus Câmpo
Vô falá e pregá um grâmpo,
Fôi Juíz di Fóra, iêle falô!


Síuva Fílhio, mêo cumpádi,
Ancê ispricô do sêo jêito,
Máiz, têim lá çua razôn
Pusquê tamêm num ié derêito,
Nóis num intêndi mêso di cóbra
Qui das muié,é amiga dus pêito!


* Eliana Berto (Mira Ira) gostou da cobra, digo, da estória da cobra,   e mandou a dita cuja pra Ulli de La Fuente
  (Claraluna), que emitiu sua opinião a respeito da estória "tão
  verdadeira". Vários (inclusive a Terê das Bêra Mar...saudade dela!)
  deram sua opinião. Eu, não sou chegado à cobras, escreví...
  "Não entendo nada de cobra" (texto acima) e publiquei lá.


  Usinadeletras.com.br

Pedrinho Goltara
Enviado por Pedrinho Goltara em 04/09/2007
Reeditado em 04/09/2007
Código do texto: T637978
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Sobre o autor
Pedrinho Goltara
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 64 anos
630 textos (126960 leituras)
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Pedrinho Goltara