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Branquinha -no cordel sem ser cordel

Branquinha
maria da graça almeida


Sou aquosa e incolor,
finjo ser inofensiva,
trago forte o sabor
e no efeito sou ativa.

Que ameaça com alarde,
do engenho, sou a "cana".
Encorajo os covardes
e eles metem-se à bacana.

Ébria, eterna, eu barganho
o inteiro pelo meio.
Os caminhos eu estranho
e as mentes incendeio.

Sou no mundo a má semente
e do vício, o lado quente.
Sou nascida pra que aclame
quem nasceu para o vexame.

maria da graça almeida
Enviado por maria da graça almeida em 13/03/2005
Reeditado em 14/08/2005
Código do texto: T6486
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
maria da graça almeida
São Paulo - São Paulo - Brasil
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maria da graça almeida