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Cordel Assombrado ( e de pé quebrado )

Dou conta da minha história
Recorrendo, com certeza
Aos meandros da memória
Detalhando com riqueza
Esse evento já distante
Saibam, muito importante
Sobre a humana natureza!

Conto a mais pura verdade
Nada aqui é ficção
E mesmo na tenra idade
Eu encarava assombração
Quem tem origem no agreste
Não teme cabra da peste
Que dirá uma aparição.

Toda noite de lua cheia
Corria na cidadela
Que a Dona era muito feia
Quem via era presa dela
Mas nunca dei pelo assunto
Pois quem chora por defunto
É carpideira banguela.

Reza a lenda: aquele dia
Sem avisar, de repente
Até preguiçoso corria
Levando com ele o valente
A dita senhora malvada
Tocava aquela manada
De gente e comigo à frente.

Corri mais que baio no trote
que um boi desembestado
Um gelo chegou no cangote
Ao ver a desdita ao meu lado
O pavor daquela era tanto
Que chamei todo nome santo
Que eu sei canonizado.

Dorme hoje essa história
Nos anais do povoado
Trago o fato na memória
É parte do meu passado
Se você não crê em nada
Em caso de alma penada
Olhe essa coisa ao seu lado...
Hélio Pequeno
Enviado por Hélio Pequeno em 26/09/2007
Reeditado em 10/10/2010
Código do texto: T669980

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Sobre o autor
Hélio Pequeno
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
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8 áudios (283 audições)
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Hélio Pequeno