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NO METRÔ DO PRESENTE VOU PUXANDO UM VAGÃO DE SAUDADE DO PASSADO.


Como era boa nossa vida de outrora
e se vivia em paz, com segurança
uma vida repleta de esperança.
Hoje não se espera nem melhora.
A violência a todos apavora.
Não é só no Brasil, em todo lado.
O que nos deixa muito revoltado,
é que sempre estão nos violetando.
No metrô do presente eu vou puxando
um vagão de saudade do passado.

No passado se tinha gentileza
Se tratava melhor nosso irmão
não se via toda essa ambição.
Mesmo só se ganhando pra despesa
Havia pouca e rara safadeza.
Essa ânsia de ser endinheirado,
conhecido e muito  afamado,
transformou-nos num bando despojado;
com dinheiro se sonha deslumbrado.
E vive-se matando, roubando.
No metrô do presente eu vou puxando
um vagão de saudade do passado.

Qualidade de vida só se fala;
de concreto não se faz o bastante.
É escândalo a todo instante.
Só o povo trabalha; muito rala.
Quem não morre de fome, leva bala.
No comércio só vive pendurado.
Por polícia, bandidos é roubado,
Proteção busca-se em outro bando.
No metrô do presente eu vou puxando
um vagão de saudade do passado.

HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
OUTUBRO/2007

MOTE TIRA DO 5º DESAFIO DE CANTADORES  - JOSÉ DE SOUSA DANTAS.
Henrique César
Enviado por Henrique César em 09/10/2007
Código do texto: T687402

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Sobre o autor
Henrique César
Fortaleza - Ceará - Brasil, 65 anos
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Henrique César