Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

O presente trabalho está dividido em sete textos produzidos para uma apresentação acadêmica de alunos do curso de Licenciatura em Letras da UNIESP – outubro de 2007, para a matéria de “Estudos Independentes II” sob a responsabilidade da Profª MS Gláucia Lemos.
Procura resgatar as tradições regionais em algumas regiões do Brasil em que personagens da história foram eternizados e trouxeram a contemporaneidade as vestes tradicionais que ainda persistem no tempo e tornaram-se um dos maiores tesouros da história nacional.
Agradeço aos meus eternos amigos, Aguida, no papel de “China da Vacaria”; Adriano e Deruquete, nos papéis de “Lampião e Maria Bonita”; Alzileni no papel de “Baiana”; Rita no papel de “Rip”, e sua filha Amanda, a nossa mascote convidada, no papel de “Beata Narradora”. Eu fiz o papel de “Capoeirista”.
Espero que gostem, pois não se trata apenas de uma homenagem à cultura brasileira; fiz aqui também uma singela homenagem a esses companheiros de jornada acadêmica que muito considero.
 
 
DERUQUETE NINITA E ADRIANO PIÃO

ADRIANO PIÃO

Boa noiti minha genti
To aqui na companhia
Daquela bunita mulhé
Prun carsu dir ropa contá

Foi nas banda di clima quenti
Qui a vida tristi i arredia
Forjô “Garfu i a Culhé”
Comu nus Pampa di lá

DERUQUETE NINITA

Eita homi faladô
Qui adora prosiá
Dexa eu mostrá pra essa genti
Qui mesmu pobri i carenti
Sei minhas vesti rendá

Sô mulhé pra toda obra
Uso saia, uso facaum
Lenço cheroso i magia
I um cadinho di bataum

Acostumada au Cangaçu
Fiz da Caatinga, meu lar
Homi eu pegu é nu laçu
I u restu, num vô contá

ADRIANO PIÃO

Eita mulhé facera
Qui as ropa veiu mostrá
Qui fali us galhu da aruêra
I as água pra si banhá

Pois mesmu seguindu u rastru
Mesmu durmindu ao relentu
É arretada i distinta
Mulhé pra quarqué momentu

DERUQUETE NINITA

Ti agradeçu, homi galanti
Mas ta na hora di falá
Da ropa grossa a queimá
Qui força mostrô nu agresti
I fez u Brasil si curvá

Das Cangacera, u sinhô
Num tem mar a comentá
Tiro certêro, i uma frô
Cum tempu pra namorá

I as vesti qui eu sirgia
Viro mesmu é tradicaum
Nus Festivar, as Maria
Procura seus Lampiaum

ADRIANO PIÃO

Viche, qui versu bunitu
Qui Padri Ciço inspirô
Nus lábiu qui tive um dia
I qui a vigília matô

Hoji u Brasil si incanta
Cum us contu du cangaçu
Du chapéu, carça e uma manta
Di correria i arregaçu

Meu nomi, é Virgulino
Curiscu era meu irmaum
Mas sofrido, iguar minino
Chamaram-se Lampiaum

DERUQUETE NINITA

Das casa bunita e Bordéu
Maria Bunita aflorô
Das quebrada du mundaréu
Qui nem Pliniu Marcu falô

I agora minha genti
Só im Juazeru du Norti
Terra seca i carenti
Qui a “Moda” venceu a morti

Mas num arreda u pé...Piaum
Cabra ordináriu i safadu
Pois nois vai chamá aqui
Negra linda i facera
Baiana du acarajé
I muita jinga nu pé

ADRIANO PIÃO

Entra Sinhá, vem pra cá
Quem ti chama é Lampiaum
Di Tabocas du Breju Velhu
I comu Maria falô
U homi qui si erguê
Arrancu uma tira di coru
Cum a ponta du meu facaum

Continua...
O Guardião
Enviado por O Guardião em 10/10/2007
Reeditado em 10/10/2007
Código do texto: T688118
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
O Guardião
São Paulo - São Paulo - Brasil, 51 anos
364 textos (34555 leituras)
13 áudios (2412 audições)
2 e-livros (1991 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 13:04)
O Guardião