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HOMENAGEM A DELMIRO GOUVEIA

Pra se conhecer Delmiro
de sobrenome Gouveia,
um homem de muita fibra
de muito  sangue  na veia,
nascido no sertão do Ipu
onde viu a coisa feia.

Desbravador nordestino,
nas escarpas da cachoeira,
montou ele umas turbinas
pro povo da capoeira.
Brutalmente assassinado
por uma gente estrangeira.

Que não queria ver progresso
do nosso povo nordestino.
Outubro de dezessete
selaram nosso destino;
e acabaram com o sonho
daquele grande paladino.

Foi um grupo escocês
que o mandou assassinar.
A tal de Machine Cottons
lançou as máquinas no mar
para que o povo de Pedra
não pudesse trabalhar.

As turbinas das carrancas
não puderam  funcionar,
impedindo que o progresso
chegasse aquele lugar,
no ermo sertão de Alagoas
onde fora desbravar.

As turbinas das carrancas
planejava ampliar
dar energia ao sertão
de Juazeiro a Própria.
Aquele empreendedor
que nasceu no Ceará.

Se não fosse a ambição
do capital tão selvagem
o nordeste seria outro,
a um cabra de coragem
não seria desta maneira
a ele feito homenagem.

Pedra uma parada de trem
virou núcleo industrial
de trabalho e progresso
com um grande potencial,
mas da noite para o dia
perdeu todo manancial.

Essa escuridão ainda
atormenta o Nordeste,
pois até hoje se sofre
aqui em todo agreste,
somos todos desprezados
pois pouco aqui se investe.

HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
OUTUBRO / 2007
Henrique César
Enviado por Henrique César em 16/10/2007
Código do texto: T697223

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Sobre o autor
Henrique César
Fortaleza - Ceará - Brasil, 65 anos
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Henrique César