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O INCONTRO DE JANÊRO...




Em reposta aos versos do poeta Airam Ribeiro, "Cordel para Claraluna".



Meu cumpadi eu tô contente
Cum nossa programação
Já falei cum muita gente
Dessa grande ocasião.

Tô contano nos meus dedo
Quanto de dias que resta,
E vô contá um segredo,
Só farta os que num presta.

Já falei cum o Rudrigo,
Que convocô os parcêro
Disse que todos amigo,
Vão ta lá, meu cumpanhêro.

Ele mi disse tamém,
Isso eu conto só procê,
Que de Ribeirão Preto vem,
O chopp pra nóis bebê.

Dominguim, o sanfonista,
Confirmô sua presença,
Cum eu, cuma pianista,
Tá confirmada a sentença.

Eu vô orá pra ocê
Chegá carmo e bunitim,
Pra muierada ti vê,
Cum esse lindo bigodim.

Uma amiga interessada,
Me pidiu seu indereço,
Mas Cuma é assanhada,
Dissi qui num ti cunheço.

O cordel naquele dia,
Vai sê nuticia em jorná,
Cum versos e canturia
Inté quano o sol raiá.

Mas o cumpadi Pedrim
Num vai pudê vim mais não,
Tirarum do coitadim
Sua capacitação.


Dizem lá em Vila Véia,
Que o coitado agora tá,
Inrolado que nem múmia,
E num pode se assentá.

Cortarum coisa demais
Da fimose exagerada,
Agora o bom rapaiz
Ficô sem a muierada.

Pur isso, meu bom Airão,
Somos nóis dois e a platéia
A cantá o cordel bão,
Vai sê uma odisséia.

Desde já peço ao bom Deus
Pra sua boa viagem,
Sonhando cuns versos seus
Que Deus nos dê mais coragem.



(Hull de La Fuente)

Contra-resposta do compadre Airam Ribeiro. 

Vai tê gente de montão
I quagi todus são amigu
Qui vai ta la naquele salão
Qui tem no bar du Rudrigu.

Queru vê as parcerada
Cantanu ao som de Duminguin
Dançanu cum as muierada
Nuns paçu bem bunitin.

Eu tombém tô contanu
Quantus dia daqui pra jinêru
Prum incrontu qui marcamu
Dotô, Mira, Pedrin e Airam Ribêru.

Tanta genti prontificô
I tava inté tuziasmadu
Inté memu aqueli dotô
Tombém tinha prontificadu.

Mai êçi já ci debandô
Lá pras banda das Ispanha
A di Juiz de Fóra ci calô
Iantis memu di xegá a óra.

O capixaba coitadu
Até tombém dixi qui ia
Tava tudin cumbinadu
Pra êci incrontu ni Brazia.

Arrestô somenti eu
Qui nun vô fugi da raia
Condu vem pra riba deu
Digu ninguém min trapaia.


Nun corru fora da pista
Vô xegá carmu e bunitin
Tomá chopi cum u’a pianista
É tudu qui quiria pra min.

Ora, ora, minha cumadi
Podi orar e inté rezá
Qui êci seu cumpadi
Ta doidio pra vê a óra xegá.

Ci us restu nun garanti
Participá da canturia
Nóis vamu ciguí dianti
Para a nóça aligria.

Por içu Clara amiga
É a prateia e nóis dois
Ela vai batê parma quirida
I pidí mais bis despois.

Pur içu ta cumbinadu
Vamu isperá janêru xegá
Pru bicu ficá afiadu
Iantis chopi nóis vai tomá.

 Nun vô isquecê di pegá
 Pois eu sei qui aí xuveu
 Lá nu serradu eu vê axá
 A fulô qui já naçeu.

 Cuma inté já falei
 Nus cordé anteriô
 Nu ditu dia eu ti darei
 Cum carin a fulô.


Hull de La Fuente
Enviado por Hull de La Fuente em 21/10/2007
Reeditado em 23/10/2007
Código do texto: T703823
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Hull de La Fuente
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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Hull de La Fuente