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Getúlio Vargas disputa com Lula

No dia dez de outubro
Deste ano que é corrente
Um fato acontecido
Bem dentro de minha mente
Um sonho... que noite amarga,
Do grande Getúlio Vargas
Com Lula, o Presidente!

Era bem de madrugada
Começou a noite amarga
Dum lado o Lula falando
Do outro Getúlio Vargas
Um de barba, estatura baixa
O outro de chapéu e bombacha
Que é uma calça larga!

O Lula c`uas mãos prá riba
Fala grossa e rouquente
Getúlio tomando um gole
De mate com água quente
Os dois querendo mostrar
Quem mais fez, ao governar
Brasil quando Presidente!

O Lula disse e assumiu
-  Na história desta Nação,
Na história desse Brasil
Quem governou o Sertão,
E os pobres desse redil
Foi Lula, cabra sacudo,
O mais macho que existiu!

Getúlio deu outro gole
No fervente chimarrão
Limpou a goela bem forte
Roncou como um trovão
Ajeitou o belo chapéu
Olhou bem longe, no céu,
E disse pro barbudão:

- Se tu te achas sacudo
Eu tenho coisa melhor
Tenho coisa mais porreta
Que um saco branco e sem cor
Tenho uma pele de Touro
Que é o mais forte dos couros
É roxo e tem viva cor!

-  Inventei lei trabalhista
Que até hoje vigora
Os profissionais de hoje
Dependem da lei de outrora
Depois de tudo feitinho,
Deixei o Brasil bonitinho,
Morri para entrar na história!

-  Seu Getúlio isso é antigo
Seu tempo não mais “exéste”
Já morreram seus amigos
Eu sou um cabra da peste
Eu agora sou lembrado
Como um Presidente honrado
Do norte, sul, leste e oeste!

-  Eu nasci lá em São Borja
E você no Pernambuco
Meu povo é de boa corja
Com vara curta eu cutuco
O nordestino é bom povo
Não busca pelo em ovo
Nem busca milho em sabugo!

-   Mais óia aqui, ô da barba,
Fui grande homem, estadista,
Respeitado no estrangeiro
Eu fui um grande sulista,
Fiz churrasco dos fracotes
Pururuca dos frangotes
Deixei livre os trabalhistas!

-   Além do mais, seu menino,
Me arrespeite, sou mais velho,
Troque as fraldas,  pequenino,
E vá olhar-se no espelho.
Criança eu trato no relho
Escafede, seu fedelho,
Senão tu viras pepino!

-   Sou macho “ mucho valiente”
Num viajei mundo afora
Mesmo sendo Presidente
Aqui calcei as esporas
Cutuquei, ferrei mofinas,
Corruptos, e gente fina,
Sempre cá fiquei, não lá fora!

-  Trate de botar a bunda
Na cadeira,  no Planalto,
Administre o Brasil ,
Não ande de salto alto,
Termine e faça bem feito
Pois tu foste eleito
Prá ficar lá no Planalto!

-  E cale a boca depressa,
Fique na tua, barbão!
Não faça as coisas com pressa,
Faça  bonito e bom.
Cuide da Copa do Mundo
Pise e acelere mais fundo
Pro  Brasil ser hexacampeão!

Depois disso acordei,
Limpei a baba da venta
Não mais com sono fiquei
A noite foi violenta,
Levantei, tava clareando,
No assunto fiquei pensando
Desse jeito o Thales não agüenta!


Thales de Athayde
Enviado por Thales de Athayde em 31/10/2007
Reeditado em 27/04/2009
Código do texto: T717669

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Sobre o autor
Thales de Athayde
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil
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Thales de Athayde