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AS DUAS AMIGAS.

Numa dessas caminhadas, encontrei dois caras conhecidos.
Conversávamos sobre pintura de casa.
Ao longe, vinham duas gurias num passinho de corrida bem saudável.
Eu sou míope. Mesmo com óculos, não reconheço ninguém até certa distância.
Dizia um deles: olha a mais baixinha, que coisinha.
O outro dizia: a mais alta, que pernas, igual nunca vi.
Eu olhava e via aquelas pernas das duas gurias, lindas até para um míope.
Os dois babavam e relatavam os detalhes mais quentes pra mim que por uma falha dos óculos não os podia ver tão nítidos assim.
Como é bom ficar babando mulher passando na rua. Mas, tem que ser discreto. Mulher gosta de ser admirada com classe. Tem que olhar fingindo que não olha.
Aos poucos, elas foram chegando perto, mais perto, pertinho, coladinho de nós.
Eram mãe e filha.
Duas queridas amigas minhas.
Ria e mais ria por dentro.
Elas pararam e ficaram conversando comigo.
Os dois outros saíram de mansinho com os rabinhos entre as pernas invejando a minha sorte.
Eu todo bobo escoltado por aquelas belezas.
Eles entraram no carro e foram embora pensando o quê?

jose antonio CALLEGARI
Enviado por jose antonio CALLEGARI em 22/01/2006
Código do texto: T102233
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Sobre o autor
jose antonio CALLEGARI
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
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