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A SANTA DE SALEMA


No último dia do ano de 2005, visitando a inesquecível Paraíba, inventei de banhar-me nas águas bonaçosas da praia da Baía da Traição, distante 70 quilômetros da capital João Pessoa.
Ao lado do amado sobrinho Mailtom, de sua esposa Cristina, dos filhos Eduardo e Flaviana, diante de um dia ensolarado e esplendoroso, deliciei-me em longas braçadas no enfrentamento de comportadas ondas de um mar cravejado de espumas inquietas e branquinhas.
Deus ofertou-me, naquele dia, um pedacinho de seu “Paraíso”.
No retorno, esbanjando felicidade, com o nosso motorista driblando os inúmeros buracos de uma estrada carente de asfalto planejado, paramos para o almoço no distrito de Salema, no BAR DA SANTA, lugar verdejante, florido, abundante de árvores frutíferas, situado na divisa das cidades de Rio Tinto e Mamanguape, no litoral paraibano. Dava gosto de ver os coqueiros folhudos gingarem ao sabor dos ventos e os frutos arredondados, ainda verdolengos, se atritarem prestes a despencar.
A natureza se fazia presente no centro e nas cercanias do restaurante já que os barracões onde o almoço era servido inexistiam paredes, os fregueses movimentavam-se a céu aberto – uma delícia.
Degustamos uma suculenta refeição.
Desejei tomar a água de coco do coqueiro mais próximo de nossa mesa. A proprietária ordenou que um rapaz derrubasse o fruto solicitado. O sabor da água daquele coco parecia celestial. Tudo era perfeito no BAR DA SANTA. Porém uma curiosidade aguçava minha mente. Desejei conhecer a “Santa” do restaurante. Atalhei a proprietária que passava ao lado:
–  Em que lugar está a “santa” do restaurante?
A mulher, bem vestida, olhar meigo direto, sorriso aberto e sincero, aprumou-se frente a mim e respondeu:
– Está diante do Senhor, deseja algum milagre?
Solicitei um leve sorriso e apontei para o lado direito.
Um belo milagre seria levar aqueles suculentos cajus e imbus.
Dentro de minutos os frutos apontados estavam em dois sacos, colhidos por ela própria, colocados nos meus braços de forma gratuita. Olhei com reverência para a “SANTA DE SALEMA”,  a sra Terezinha Costa, uma das mulheres mais generosas e belas que conheci no querido Estado da Paraíba.
Reginaldo
Enviado por Reginaldo em 27/01/2006
Reeditado em 27/01/2006
Código do texto: T104735
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Sobre o autor
Reginaldo
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 70 anos
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