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TAPETE E AVESTRUZ

Passatempos impressos em jornais e revistas; testes psicotécnicos; brincadeiras de advinhações; programas de perguntas e respostas e tantas e quantas mais situações podemos criar para que as analogias sejam apresentadas. É evidente que os criadores desses comparativos, qua se transformam em perguntas, são os sabedores iniciais das respostas. Depois elas pasam para o domínio público. Desenvolver e/ou solucionar enigmas torna-se um agradável lazer. Em alguns, encontramos até pitadas filosóficas. O senso crítico e a projeção imaginativa é que quantifica dificuldades ou facilidades para se entender ou aceitar tais criações.

Pois, diante do acima exposto, ouso criar uma, lançando a seguinte pergunta: "Qual a semelhança que se pode observar entre um tapete e um avetruz?" Num primeiro momento, fica difícel se perceber similitude entre uma peça manufaturada e um animal. É aqui que o imaginativo se evidencia. Senão, vejamos: quando numa instituição, seja qual for, acontecem ilícitos, discórdias, abusos e mazelas de toda ordem e essas não vêm à tona, diz-se que os responsáveis varreram a sujeira para debaixo do tapete. Dessa forma, a aparência limpa da parte superior do tapete está a encobrir a sujeira. Na outra ponta temos o avestruz que, quando está em perigo, enfia a cabeça num buraco, pensando (avestruz pensa?)que, não vendo o perigo, estará seguro. Evidente que para o predador aquele animal se torna presa fácil.

Enfiar a cabeça num buraco, qual avestruz, ou varrer a sujeira para debaixo do tapete, são situações que os dissimuladores empregam quando não assumem as situações de erro ou ilícitas.

No Brasil, abundam notícias de suborno, falcatruas, indescências, desvio de verbas e podridões que tais. Até quando nós, mortais brasileiros, continuaremos com nossas cabeças enfiadas em buracos ou mesmo varrendo, ou vendo varrer, as sujeiras para debaixo do tapete do que resta da nossa moral e brasiliade?

Bueno, resposta a essa pergunta eu não tenho, até porque nem sei bem se existe conexão entre tapete e avestruz.
Cláudio Pinto de Sá
Enviado por Cláudio Pinto de Sá em 28/01/2006
Código do texto: T104930
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Sobre o autor
Cláudio Pinto de Sá
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 69 anos
163 textos (23326 leituras)
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Cláudio Pinto de Sá