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XANA ALBINA.

Uma vez conheci uma mulher por telefone.
Antes da internet, havia um sistema
De bate papo em linhas cruzadas.
O papo foi esquentando
E eu solteiro e moleque ainda
Não via a hora de ter uma perseguida
Só pra mim (entendeu o só pra mim?)
Marcamos o encontro.
Lá fui eu.
Carro emprestado. As últimas notas do salário.
Banho tomado e mais duro que pau de sebo.
No local marcado, lá estava ela.
Bem mais velha do que eu.
Pensei na Canção de Sérgio Reis e que por certo a comida seria boa, olhando aquela "panela" viva na minha frente.
Antes de beijos e abraços, já tava um aço.
Eta vinte e poucos anos de virilidade!
Ainda dou um bom caldo, mas vinte anos são vinte anos.
Chegando no motel, dois estreantes. Ela, casada, não tivera amante. Eu, solteiro imberbe, não tivera uma perseguida só minha, e nem entrara num motel.
Aquele negócio redondo, parecendo cama, cheio de botões espaciais.
Queria som, acendia luz. Queria luz, acendia o som. Queria os dois, a cama girava. Um terror.
Mas, fui levando.
Derrepente o cheque mate. Assim do nada, a mulher pelada na minha frente. Tinha uma mata atlântica no meio das pernas.
Pulou pra cama e abriu tudo.
Quando cheguei perto não vi nada. Tava tudo branquinho de talco pompom.
Brochei.
Aos vinte anos não se sabe mentir ainda. Não que seja mentiroso, mas agente aprende ao longo do tempo falar de um jeito sem magoar ninguém.
Não dava não. Eu imaginava a perereca vermelhinha igual nas revistas da Playboi.
Uma XANA albina, não deu pra comer não.
jose antonio CALLEGARI
Enviado por jose antonio CALLEGARI em 29/01/2006
Código do texto: T105680
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Sobre o autor
jose antonio CALLEGARI
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
475 textos (25270 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 08:11)