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Mil e trezentos "pillas" por mês - Não deixe de ler!

Sou uma pessoa liberal, amante da vida, da tecnologia, da modernidade, do conhecimento, da paixão, da natureza e de todas as coisas que nos traz a felicidade. Estudei em escolas públicas, na minha época de grupo escolar ainda tinha um quinto ano de admissão, depois ginásio, colégio técnico e por aí a fora. Lembro-me dos quadros negros grandes que tomavam conta de duas paredes e tinha uma professora de francês “gostosa” que já na época usava um vestido justo, bem curto, e ainda fazia questão de erguer o braço e começar a escrever lá em cima no começo da lousa, levantando o vestido que me deixava louco, vidrado em suas pernas. Porém, esse tempo já passou e estamos na era da tecnologia, onde o mundo se transformou numa aldeia global pela comunicação via Internet e os computadores de ultima geração que hoje temos à nossa disposição. Esse ano tive uma surpresa na hora de pagar a matrícula da escola de minha filha. Simplesmente dobrou o preço. De R$650,00 foi para R$1.300,00. Fui questionar o (porque do absurdo no preço da mensalidade) e sai da escola com cara de babaca me sentindo uma peça de museu comparado a modernidade de hoje, e fascinado pela reestruturação que fizeram. Colégio Notre Dame – escola de nome internacional – um ensino rigoroso, porém, já operando na era digital onde os quadros negros foram trocados por telões computadorizados, para que os alunos tenham a informação em tempo real quando se tratar de pesquisas e etc... Agora fico me questionando sobre o que aprendemos no passado e o que se aprende hoje. Na minha época para se fazer uma pesquisa literária, tínhamos que ir à biblioteca, ler, pesquisar e depois fazer um resumo do que aprendemos. Exercitávamos a mente, raciocinávamos e adquiríamos conhecimentos. Hoje, com a nova tecnologia nas escolas pagas, (nem vou citar as escolas públicas para não entrar em outras questões) o aluno simplesmente entra num site de pesquisas como o “google” ou “yahoo” digita o assunto que está procurando, e ali está a bandeja do garçom para servi-lo. Ao invés de pesquisadores tornam-se digitadores. Se você perguntar quanto é 9x8 tem o resultado na calculadora, se perguntar quem escreveu a carta de Pêro Vás de Caminha, respondem que foi Cabral e quando se tocam que não sabem “porra-nenhuma” telefonam para o trouxa do pai como é o meu caso e pedem socorro. Será que no futuro o mundo será comandado por digitadores que sabem falar apenas os “neologismix” do msn, matemáticos de calculadoras, oradores de textos prontos copiados da Internet, cozinheiros(as) de microondas, consumistas de batatas “Ruffles”, tendo como Presidente da Republica um gigantesco computador “linkado” no "www.naoseiporranenhuma.com"?

E a porrada mensal é de “mil-e-trezentos-pillas”...
Vincent Benedicto
Enviado por Vincent Benedicto em 01/02/2006
Reeditado em 02/02/2006
Código do texto: T106783
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Sobre o autor
Vincent Benedicto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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