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Pinceis e Solidariedade

Com o fim da escravatura, muitos imigrantes de todo o mundo vieram para o Brasil, para trabalhar nas lavouras brasileiras. Em especial da Itália, de onde veio uma grande concentração para o trabalho nas lavouras de café. No inicio do século XX, todo o estado de São Paulo era a grande região do café no Brasil.
Nasce no dia 30 de dezembro de 1903, em uma fazenda da região de Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo, um garotinho pobre e com defeitos físicos em uma das pernas. É o ultimo filho de uma família de doze rebentos, seus primeiros anos são passados como de outros filhos dos também imigrantes italianos, entre a colônia e as plantações de café, aos cinco anos muda-se com a família para a cidade de Brodósqui.
Aos nove anos, atua pela primeira vez como auxiliar de alguns pintores italianos, na restauração da pintura de uma igreja na cidade. Em sua responsabilidade, fica a pintura de algumas estrelas, que já são o suficiente para notarem a sua vocação para a pintura.
Espalha-se rapidamente a noticia do pequeno garoto pobre, que apesar de ter apenas as instruções primarias e ser manco de um das pernas, possuía ótimos dons artísticos.
Aos 15 anos recebe o convite de uma família abastada, que se oferece para levá-lo ao Rio de Janeiro e auxiliar nos seus estudos. Estuda no Liceu de Artes e Ofícios, posteriormente entre para a faculdade de Belas Artes.
Começa assim, através de um ato de solidariedade, a trajetória de um dos maiores pintores da historia da arte brasileira.
O pequeno Candido Portinari, pintou quadros e murais, afrescos e painéis, ganhou prêmios e menções honrosas, ficou conhecido mundialmente. Teve amigos influentes como o arquiteto Oscar Niemeyer e o ex-presidente Juscelino Kubitschek, alem de muitos companheiros poetas, jornalistas, diplomatas e escritores.
Portinari ganhou fama e notoriedade, morou na França e casou-se com uma uruguaia e teve um único filho, João Candido Portinari.
Apesar da fama, Portinari nunca abandonou as suas origens. Costumava passar as férias em Brodósqui, sua cidade natal, onde na casa em que morava, há um grande acervo de sua obra.
No dia 06 de fevereiro de 1962, veio a óbito, devido a forte intoxicação causada pelas tintas que usava em suas pinturas, as mesmas pinturas que tanto amava, as mesmas que ironicamente a imortalizou.
Portinari deixou-nos mais que suas obras como legado.
Portinari deixa-nos uma historia como exemplo a ser seguida.
Uma historia, onde houve muita coragem, trabalho, solidariedade e determinação.
O que seria de exímio pintor, sem o auxilio que veio de longe, sem o apoio de outras pessoas.
Auxilio de gente estranha, que acreditou no seu talento.
Gente estranha que teve como retorno, o afinco, a dedicação, o carinho e a gratidão de Portinari.
Com a união entre o apoio e a dedicação própria, Portinari venceu.
Muitas vezes cobramos muito das pessoas em nossa volta, pessoas que estão tão próximas.
Muitas vezes somos cruéis.
Cobramos e exigimos as atitudes e desempenho das pessoas.
Mas e nós? Será que damos o apoio necessário?
Será que somos o alicerce, será que somos definitivamente solidários?
Apoio é toda e qualquer forma de auxilio prestado a outra pessoa.
A ajuda, não precisa necessariamente estar sob a tutela do dinheiro, do bem material.
Apoiar é ser solidário, é estender a mão.
Há muitas formas de sermos solidários. O apoio pode ser como compreensão, como um gesto de carinho e incentivo.
Estes três tipos de atitude não nos custam nada, apenas um pouquinho de esforço.
Constantemente a vida nos cobra decisões, muitas delas, mudam a nossa ou as outras vidas. E cada atitude, cada caminho tomado, determina o como será o nosso futuro e a sua conseqüência.
Somos livres para tomar o caminho e as atitudes que quisermos, somos livres para colaborar ou não as outras pessoas, somos livres para escolher todas as nossas ações, mas somos escravos de suas conseqüências.
Quantos “Portinaris” ainda existem por ai?
Se não há Portinaris, deve haver Joãos ou Josés, Marias e Alices, com certeza deve haver muitas Glorias e Vitórias, apenas esperando um sorriso.
Eles estão apenas aguardando a nossa ajuda.
Ser solidário é amar ao próximo como a si mesmo.
Você já pensou em ser solidário?
Não critique, não faça pré julgamento, não tire conclusões antecipadas.
Vamos todos!
Vamos fazer a nossa parte.
Sejamos solidários!

Pense nisso!


Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.

14/02/2006
Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 14/02/2006
Código do texto: T111634
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
95 textos (23233 leituras)
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Reginaldo Cordoa