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FUNDAMENTOS DA VIDA NO SÉCULO 21




     Agora que já iniciamos o século 21, ficamos diante de situações que se apresentam como se fosse uma sinuca.
     A sociedade, como um todo, cheia de idéias, porém vazia de ideais, segue o que dita a mídia, sem se  preocupar com o real ou ilusório e, quando lhe tiram a sustentação joga-se num poço  sem fundo, abismo  criado  por  si mesma, tentando se esconder da realidade do dia a dia.
     Seus ídolos não passam de figuras caricatas, sem conteúdo, sacos vazios, cheios de nada. Os seres cultuados, pela maioria da sociedade deste início e fim de ciclo, são anacrônicos, sem qualquer fundamento real.

     Afinal, o que nos reserva o futuro diante de tantas inutilidades?

     É preocupante ver uma juventude quase que toda seguindo ídolos fabricados por interesses escusos, onde só se visa o lucro. Os reais  valores foram esquecidos, eles  não geram lucros  para  as  empresas  que exploram  o  dia  a dia da sociedade de consumo.
     Afinal,  o  que  deveremos  fazer  para  nos livrar do massacre  que  nos   é imposto pela mídia, especialmente a televisão, que cria ídolos sem nenhum valor de acordo com os seus interesses?
     É preciso que pessoas conscientes deste massacre avassalador tomem pé da situação e se coloquem  diante de tudo o que acontece e dê um basta a tudo, grite alto para que sua voz encontre ressonância naqueles que ainda não foram massacrados pelas inutilidades criadas para iludir os fracos que buscam nos outros aquilo que não podem criar ou ter.
     Sim, é necessário que o último homem que restar e que não se tenha maculado com o excesso de idiotice, assuma o papel de liderança sem interesse e leve o que restar de nossa juventude para o caminho do bom senso e conhecimento de si mesmo.
     Se não tentarmos mudar o que resta desta juventude, estaremos  morrendo  com  ela  dentro  do  caldeirão das inutilidades e idiotices que são  cultuadas nos dias de hoje, para cada vez mais alienar uma juventude entregue às drogas e modas que mais parecem coisas da idade da pedra.
     Afinal, porque a educação não procura orientar os jovens, para que não se percam dentro dos modismos deste fim e inicio de ciclo?
     Temos que ficar calados, diante de tanto besteirol que é lançado ao ar em horários considerados nobres ou devemos  agir como irracionais para livrar nossos filhos desta nefasta influência da mídia?
     Redes que cria regras, valores, heróis e bandidos e que, de  todas  as  maneiras, tentam  influenciar  a  sociedade, mostrando isto ou  aquilo como única solução e caminho da verdade.
     Devemos seguir como prisioneiros rumo ao cadafalso. Afinal somos ou não seres conscientes que têm vontade própria, ou apenas não passamos de um magote de gado, rumo ao matadouro?
     É necessária uma nova ordem, uma tomada de consciência ou iremos seguir o mesmo caminho das civilizações que subiram e caíram por suas próprias mazelas ou falta de parâmetros reais e concretos.
     Hoje, diante de tantas e massacrantes opiniões, vemos nossos filhos nos contestar por acreditarem que nada sabemos. Somente os ídolos criados e alimentados por interesses puramente econômicos são os verdadeiros detentores da “verdade”.
     Na mídia, os programas cada vez mais vendem a imagem de pervertidos como se aquilo fosse o mais importante, procurando com isso formar a opinião de nossa juventude.
     Fazem apologia da pederastia, do lesbianismo e do sadomasoquismo criando uma verdadeira babel. A sodomia é tida como normal e  outras formas deturpadas  de convivência são criadas e alimentadas pela imprensa escrita e falada.
     Hoje, os “gays” vão a tv defender valores irreais e a mídia dá o maior ibope, procurando destacar que aquele ou aquela pessoa só é bem sucedida porque é “gay”. Como se isto fosse prerrogativa para ter sucesso.
     Isto só acontece onde os valores foram trocados e cultuados por comunicadore, que possuem os maiores espaços dentro dos veículos de comunicação. Eles  criam a imagem ilusória como se fosse real, unicamente com o intuito do lucro que conseguem através da audiência, onde vendem os produtos dos patrocinadores.

     Vivemos  os  dias  finais  de um ciclo que agoniza e o início de outro que tenta se levantar.

     Temos que estar vigilantes para não sermos carregados pelas  águas  sujas  da ignomínia  que hoje segue como um câncer a corroer todos os alicerces da nossa sociedade.

 26/12/2001 - VEM
Vanderleis Maia
Enviado por Vanderleis Maia em 14/02/2006
Reeditado em 08/03/2009
Código do texto: T111950
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Sobre o autor
Vanderleis Maia
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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