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Folhas de Outono
Nadir A D’Onofrio
 
 
Nostálgica estação do ano, com as tardes de temperatura amena,
a brisa que vem do mar,  já soprando com maior intensidade. 
Caminhando por esse logo jardim, perdida em meus pensamentos detenho-me por instantes apreciando as folhas que, se soltam ao sabor do vento.
Minha atenção, nesse momento é voltada para uma folha que está praticamente só em seu galho, as demais já haviam caído.
Fico intrigada ela balança, balança e não cai.
Num impulso me aproximo e balanço aquele galho.
Quero que ela se desprenda vou levá-la comigo, só que para minha surpresa, meu esforço de nada adiantou a folha não caiu.
Nova tentativa, sem resultado satisfatório sento-me na grama e penso ficarei esperando, todas já caíram e ela permanece ali, vai ter que se soltar aguardarei aqui!
Quando percebo o sol já se foi, a noite já está se fazendo presente levanto-me e começo afastar-me do local.
Nisso parei e olhei para trás, foi nesse momento que vi a folha se soltar, não tive dúvidas voltei e a recolhi do chão.
Segurando-a entre as mãos lembrei-me nesse momento, a importância real da existência de cada ser.
O tempo certo que temos que esperar para amadurecer.
De nada adianta precipitarmos os fatos.
Eu mesma estive lá forçando uma situação balançando o galho da árvore e, a despeito disso ela se manteve, no entanto quando eu pensei que ela não fosse mesmo cair, a folhinha soltou-se descendo, como que bailando feliz!
Satisfeita, por ter expirado seu tempo de permanência, ali dependurada.
Ficou firme no galho, enquanto o sol estava presente, parece até que queria, lá se manter, como se estivesse de sentinela prestando guarda ao astro-rei. 
Foi somente no momento que ele deixou de brilhar, desceu na linha do horizonte que a folha, num último suspiro soltou-se, libertou-se.
Quisera eu poder chegar, ao final da minha jornada, dessa mesma maneira!
Consciente e, feliz por saber que, meu tempo havia terminado, mas que eu partiria com a certeza de ter cumprido, a contento, minha missão nesse planeta.
Olharia pela última vez o sol e, agradeceria, por todos os dias que ele iluminou a minha vida. 
Por tudo o que representou e, contribuiu para minha existência sadia. 
Enfim... morreria feliz...
 
14/04/2005
Santos SP

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Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 15/04/2005
Reeditado em 01/07/2016
Código do texto: T11367
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Santos - São Paulo - Brasil
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