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CRÔNICA MAINARDIANA



Em sua mais recente obra, Tapas e Pontapés, Diogo Mainardi ou, Diogo - como gosta de ser adocicado pelos íntimos - com a natural acidez de cronista inquieto, vocifera:

“o brasileiro tem opiniões demais. Joga opiniões fora como se não valessem nada. Como se houvesse um estoque infinito de opiniões. A oferta abundante deprecio mercado. Piora a qualidade do produto. Vivemos num país em que qualquer idiota se sente no direito de disparar suas bobagens, porque ninguém vai se dar ao trabalho de ouvi-las.”

De certo, que tais afirmações - embriagadas no lirismo eleitoral da cultura tupiniquim - não devam ser degustadas a sério.  Afinal, a outrora imprensa marrom, hoje, desbotada em roxo tucanês, alardeia que também não se deve dar crédito ao ébrio e desmiolado Mandatário que nega saber que a ladina mão esquerda é tão ladina quanta a direita.

Tal e qual nosso ilustre Mandatário,  acredito na lucidez do copo.  Acredito que errar é humano.  Como também acredito que quem rouba merece perdão. Afinal, foi por esse e outros pecados dos pecadores que o Salvador morreu pregado na cruz.
Se não crê em mim; pergunte ao Edir Macedo. Ao que me consta,  também já esta cabalando com seus escudeiros fiéis para,  em uma santa bravata de fé,  elevá-lo ao trono do Palácio do Planalto.   Tudo, pela glória do Senhor.   Claro do senhor Edir Macedo.
 
É certo que, em que pese o Rei está sempre viajando em seu avião presidencial, de todo,  o trono não fica desocupado.  E se, por algum motivo ficasse, sempre haverá um ex-Rei disposto a ocupá-lo como seu ainda fosse.  Será que alguém ainda se lembra das Vossas Excelências Fernando,  Sarney,  Itamar, Collor?  Não?  Pois saibam, eles ainda não se esqueceram do poder que o trono confere ao seu.
Sim, aquele mesmo que o Lulinha paz e amor também tanto venera.
E se venera,  venera com tanto fervor, que é capaz de vender a alma ao diabo para nele ficar sentado por mais 4 anos.  Se bem, que vender, seja força de expressão;  é de uso corriqueiro da nossa fidalguia comprar os 4 anos de mandato.


Diante de tanta irresponsabilidade não devo ficar ausente, em consonância com as teorias Mainardianas,  estou regressando ao meu torrão natal e, de cá, já anuncio que meu voto está à venda.  Mas deixo bem claro; não aceito CAIXA 2.   Se a grana for dinheiro não contabilizado:  aceito.   Pois andam dizem por aí  que dinheiro não contabilizado é mais legal do Papel do Tesouro Nacional: principalmente os chamados  PRECATÓRIOS.

PSS:  Se o Mainardi  acredita que entende de alguma coisa eu também tenho direito de acreditar:  SOU A SALVAÇÃO DO  MUNDO; é o meu recado.
Em minha cruzada de salvação, libertarei os oprimidos da  América, do tirano BUSH;  libertarei  os ratos da Inglaterra, do cômico Ton;  libertarei  os sem fé do Iraque, do santo SADAN;  libertarei os sem Coca da Bolívia,  do erva daninha do Evo; libertarei os sem kitnet  da Argentina, do perna-de-pau Kircthner.

Chega.  Minha cota de salvação já está esgotada.  Se tiver que salvar mais alguém não caberá no inferno.  Agora, só me falta ser eleito.

Antonio Virgilio Andrade
Enviado por Antonio Virgilio Andrade em 23/02/2006
Código do texto: T115402
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Sobre o autor
Antonio Virgilio Andrade
Riacho Fundo - Distrito Federal - Brasil
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