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Simetria

-Tudo simetricamente igual! – Respondi.

Nada, nada mudou.  Esse ideal de mudança, de descobrir o novo, de realizar o incerto ainda está longe dos nossos padrões. Mas é uma necessidade perene. Onde encontrar, nas gavetas do nosso ser, os contratos para serem rasgados?
São gavetas camufladas, para nunca serem descobertas e desrespeitadas. Apertam-nos  o peito de maneira sutil, para que não sintamos a dor da vontade de abri-las. Os que descobrem e destroem seus documentos tornam-se livres das amarras da vida, porém, muitas vezes, o preço é alto e a felicidade que se supunha ganhar com o feito, torna-se distante ainda mais, barrada pelas convenções cínicas do mundo. Outros são ovacionados por terem conseguido libertar-se dos padrões e encarar a felicidade de frente.
Para não corrermos o risco, acostumamo-nos à rotina, acomodamo-nos com o que temos e deixamos de explorar todo o nosso potencial como pessoas, pais, profissionais, filhos, cônjuges.
Somos seres muito capacitados, sempre tem um algo mais a ser descoberto, libertado, desamarrado.  Só precisamos encontrar a chave.
Todos sabemos disso.
Mas sair em busca da chave, procurar, investigar, quebrar a cara, dá muito trabalho.
É muito mais fácil ficar aqui, sentadinhos, esperando que o inesperado aconteça, que a boa nova chegue, que alguém a encontre e nos traga generosamente.
E assim, a rotina continua, na estática simetria da vida.

Catia Schneider
Enviado por Catia Schneider em 02/03/2006
Reeditado em 02/12/2015
Código do texto: T117702
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Catia Schneider
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 38 anos
147 textos (33309 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 22:41)
Catia Schneider