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O AMOR SOBREVIVE À MORTE?


Dois parceiros que se amam muito...
Se um empreende a última viagem...
Como sobreviverá o outro, com seu amor?
Osculos e amplexos,
Marcial

O AMOR SOBREVIVE À MORTE?
Marcial Salaverry

Para aqueles que se amam verdadeiramente, e que conseguem superar o tempo vivendo um amor completo, mantendo um relacionamento com base sólida, cimentada em muito amor e carinho, sempre preocupa a possibilidade de uma separação causada pela partida de um deles.
Como o remanescente sobreviverá ao trauma dessa separação inevitável, é algo que somente o fato em si poderá determinar.
É preciso muita força de vontade para não se entregar ao desespero. É preciso muita vontade de viver para superar esse trauma. Nem todos têm essa força. Nem todos conseguem superar  essa dor.
Para quem está de fora, é muito simples falar na vontade de Deus, e que o destino quis assim.
Mas sua cabeça dá um nó. Seu coração parece querer pular fora do peito. Sua alma chora noites seguidas.
Mas a vida continua, e é preciso começar a imaginar que quem partiu não gostaria de ver seu parceiro entregar-se à dor. É preciso pensar que o amor não morreu, e que em algum lugar poderá estar observando, e se entristecendo com sua incapacidade de reagir.
Há que ir até o fundo da alma,  retirar aquele restinho de vida que lá está, e faze-lo aflorar.
Para vencer a dor da saudade, é preciso aprender a driblar a tristeza que sempre invade a alma, procurando recordar aqueles momentos de muita felicidade vividos juntos.  As doces recordações sempre amenizam a tristeza da saudade, mudando uma saudade doída, para uma saudade doida, que inclusive poderá fazer sorrir ao invés de chorar.
Há que se entender que a morte pode nos levar o ente querido, mas jamais levará o amor que foi vivido. Este permanece latente em nosso interior.
Algo que dá vontade de fazer é uma espécie de pacto, para que ambos possam embarcar juntos para a derradeira viagem. Infelizmente quase nunca isso é possível, e o remanescente deverá  continuar vivendo, com a certeza de que esse é o desejo de quem partiu, pois o amor quando é verdadeiro, sobrevive à morte. As boas recordações fazem-no viver dentro do coração, que pode parar se não soubermos vencer a dor que insidiosa se infiltra em nossa alma.
Já houve casos em que o parceiro empreendeu a mesma viagem poucos dias após, cedendo à dor, como também casos houve em que o remanescente conseguiu reagir, e, com o apoio espiritual da parceria querida, conseguiu refazer a vida. Claro que as lembranças jamais se apagaram, mas ficaram apenas como aquela infinda saudade gostosa de um tempo muito feliz.
E sempre tendo UM LINDO DIA.

Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 03/03/2006
Código do texto: T118030
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 77 anos
19863 textos (1963270 leituras)
3 áudios (855 audições)
6 e-livros (2134 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 17:55)
Marcial Salaverry